LULA É CANDIDATO: MORO, CRIMINOSO E INCOMPETENTE, ENVERGONHA O BRASIL

O Partido dos Trabalhadores decidiu lançar a candidatura de Lula a presidente da república, mesmo preso, neste dia 27 de maio com confirmação a ser feita em 28 de julho e registro oficial em 15 de agosto.

Luís Inácio Lula da Silva mantém seus direitos políticos asseguradamente garantidos pela constituição federal, ainda que envolvido em uma sentença condenatória a qual é claramente ilegal tendo como fim tentar tirá-lo do pleito de outubro.

O juiz federal de primeira instância, Sergio Fernando Moro, tem sido atacado por juristas devido a todo o processo com características de lawfare, que é a perseguição judicial exagerada e sob a ótica da partidarização política.

Ao que tudo indica, Moro recebeu o caso de Lula premeditadamente a partir de denúncias pretenciosas com o objetivo de iniciar um jogo judicial imoral, uma vez que o juiz não pertence à jurisdição dos objetos da ação. Além disso, é crescente a certeza de sua formação pelo departamento de justiça norteamericano que o capacitou para prestar serviços aos EUA.

A sentença de Sergio Moro jamais conseguiu vincular Lula à Petrobras ou aos imóveis que lhe foram atribuídos, fato que determina a incompetência do magistrado e coloca a ilegalidade de todo o processo condenatório em evidência.

Sobre esse juiz, temos que dizer que ele, hoje, é o símbolo de uma justiça que envergonha o Brasil“, disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) ao assistir sua condecoração e homenagem em New York, com financiamento de bancos estrangeiros e ao lado de João Doria, o ex-prefeito de São Paulo que seguiu todo o planejado para sair ao lado do caça-corruptos em uma foto magistral.

Para fortalecer todo este discurso, basta observar a turma do TRF-4 que, ao lado do STF, sequer julgou o processo de Moro sobre o triplex do Guarujá tendo apenas, e desde então, pré estabelecido seu aceite em uma encenação vergonhosa que colocou todo o sistema judiciário brasileiro de joelhos frente à mídia do golpe.

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PRISÃO DE EDUARDO AZEREDO É TRUQUE PRA TIRAR LULA DAS ELEIÇÕES

Após incessantes denúncias sobre a blindagem excessiva conferida aos tucanos, a cúpula do judiciário caprichosamente tomou um rumo para se safar.
A prisão de Azeredo é um disfarce; uma armação do golpe para tentar promover a incerteza em quem sempre acreditou que a Lava Jato foi feita para prender petistas e arrebatar fascistas para os céus da impunidade eterna.
Um grande pacto com políticos, empresários, juízes e magnatas das comunicações com apoio de autoridades e instituições internacionais numa operação impiedosamente articulada para o impeachment de Dilma e consequente enfraquecimento estrutural das frentes progressistas que culminou com a prisão do mior líder popular do planeta na atualidade – Lula.
O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi acusado de crimes inexistentes e submetido a um tribunal de exceção com falta de provas e sendo rechaçado sob as hostes da indiferença.

Lula, Dilma e outras figuram de esquerda, partiram para cima e aproveitaram cada instante nos encontros populares e redes sociais, para pregar a versão verdadeira e por isso não tombaram de uma vez por todas, perante a militância e os simpatizantes de Lula espalhados no Brasil e até no exterior.
Como já dissemos, a prisão de Azeredo é um tremendo engodo com a finalidade de passar para a população, que a justiça brasileira é justa e que prende tucano também, tentando em uma lavagem cerebral, reverter à ótica de parte da população brasileira, que acha que o judiciário tem partido e preferência por ricos.

A outra preocupação é para ludibriar entidades como a ONU, OEA que teriam sido avisadas de um golpe envolvendo instituições brasileiras e que a essa altura do campeonato, ainda estariam de olho, inclusive para julgar o mérito da questão em cima de envolvidos nesse escândalo.
A prisão de Azeredo não se sustenta por muito tempo, em breve, o mesmo estará em casa com a família, gozando de todos os privilégios de um homem sério e de reputação ilibada. Na realidade, é só o tempo de não deixarem Lula se eleger e nem garantir apoio a um aliado esquerdista.
Enquanto isso o Jornal Nacional e o grupo Globo, oferecem uma ênfase extravagantemente exagerada, para manquear o aberrante fato.

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ONU VAI JULGAR AÇÃO DE LULA CONTRA MORO!

ONU decide julgar o mérito do caso de Lula e adverte autoridades brasileiras sobre qualquer ação que possa frustrar a análise

Em nota oficial de Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, advogados do Presidente Lula:

Recebemos hoje (22/05) do Comitê de Direitos Humanos da ONU, com satisfação, decisão que admite julgar o mérito do comunicado individual que fizemos em julho de 2016 em favor do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do primeiro comunicado individual feito por um brasileiro àquele órgão internacional.

O Comitê também admitiu julgar o caso à luz do artigo 25 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, que assegura a todo cidadão a possibilidade de participar “sem restrições infundadas” o direito de “votar e ser eleito em eleições periódicas, autênticas, realizadas por sufrágio universal e igualitário por voto secreto, que garantam a manifestação da vontade dos eleitores”, diante de aditamento que apresentamos em 06/04/2018.

O governo brasileiro terá 6 meses para apresentar defesa sobre o mérito do comunicado.

Na peça protocolada em julho de 2016, foram listadas diversas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis, adotado pela ONU, praticadas pelo juiz e pelos procuradores da Operação Lava-Jato de Curitiba contra Lula, seus familiares e advogados. Esse Pacto prevê, dentre outras coisas: (a) proteção contra prisão ou detenção arbitrária (Artigo 9º); (b) direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa na forma da lei (Artigo 14); (c) proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência e contra ofensas ilegais à honra e à reputação (Artigo 17); e, ainda, (d) do direito a um julgamento independente e imparcial (Artigo 14).

As evidências apresentadas no comunicado se reportam, dentre outras coisas: (i) à privação da liberdade por cerca de 6 horas imposta a Lula em 4 de março de 2016, por meio de uma condução coercitiva sem previsão legal; (ii) ao vazamento de materiais sigilosos para a imprensa e à divulgação de ligações interceptadas, inclusive entre Lula e seus advogados; (iii) a diversas medidas cautelares autorizadas injustificadamente; e, ainda, (iv) ao fato de o juiz Sergio Moro haver assumido em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, em 29/03/2016, o papel de acusador, imputando crimes a Lula por doze vezes, além de antecipar juízo de valor sobre assuntos pendentes de julgamento na 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU também decidiu que por ora não irá conceder uma medida liminar em favor de Lula, tal como requerido em 06/04, mas advertiu as autoridades brasileiras de que é incompatível com as obrigações assumidas pelo Brasil no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos qualquer ato de obstrução “que impeça ou frustre a análise pelo Comitê [da ONU] de um comunicado alegando violação ao Tratado, ou que afirme que a expressão dos entendimentos do Comité é frívola e fútil”.

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins

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“TSE NÃO PODE IMPEDIR CANDIDATURA DE LULA”, DIZ CÁRMEN LÚCIA

A presidenta do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, afirmou na madrugada desta segunda (21), em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não podem, de ofício, barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

SÃO PAULO – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, refutou a possibilidade de que a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja bloqueada sem que haja contestação prévia – ou “de ofício”, como se diz no jargão jurídico. “O Judiciário não age de ofício, age mediante provocação”, disse a ministra, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, transmitido na madrugada desta segunda-feira, 21. Na semana passada, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passaram a discutir nos bastidores a possibilidade de tomar a iniciativa de impedir Lula de ser candidato, para supostamente evitar um impasse durante a campanha.

O petista cumpre pena de prisão em Curitiba desde abril, mas será lançado e registrado como candidato ao Planalto. Para Cármen Lúcia, no entanto, candidatos como Lula são inelegíveis por causa da condenação em segunda instância, como previsto na Lei da Ficha Limpa. “Isso foi aplicado desde 2012. Eu não noto nenhuma mudança de jurisprudência no TSE. E o Supremo voltou a este assunto, este ano, e reiterou a jurisprudência e a aplicação da jurisprudência num caso de relatoria do ministro (Luiz) Fux, atual presidente do TSE.”

Apesar do imbróglio envolvendo Lula, Cármen Lúcia crê que o caso do petista não chegará ao Supremo. “Nós temos uma Justiça Eleitoral muito presente, e isso é matéria eleitoral que irá pra lá. Acho que não chega ao Supremo.”

Segunda instância

Ainda durante a entrevista ao programa Canal Livre, Cármen Lúcia voltou a defender o atual entendimento da Corte sobre a prisão de condenados em segunda instância e reiterou que não vai colocar o tema em pauta durante sua gestão, que termina em setembro. “A menos que sobrevenha alguma coisa, algo completamente diferente, que não é um caso ou outro”, ressalvou.

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril, reabriu a discussão sobre o tema e colocou pressão sobre Cármen, que resistiu à ideia de recolocar o tema na pauta do STF. A ministra argumentou que, de 2009 a 2016 (período que marcou a mudança de entendimento do Supremo), houve uma mudança significativa na composição da Corte. “Hoje, não. De 2016 até agora, lamentavelmente morreu o ministro Teori Zavascki (morto em 2017 em acidente de avião). Entretanto, o ministro que entrou no lugar, Alexandre de Moraes, votou no mesmo sentido de Teori”, defendeu.

Em setembro, a ministra deixa a cadeira da presidência e será substituída por Dias Toffoli. Questionada sobre a possibilidade de o entendimento de que um condenado em segunda instância deve começar a cumprir pena estar com os dias contados, a ministra desconversou. “Eu não sei dizer como é a orientação de colegas”, afirmou.

Carmén voltou a defender que o Supremo não deve reavaliar decisões após mudança de entendimento de algum membro, como uma forma de evitar uma insegurança jurídica.

Votações

Cármen Lúcia acredita que a divisão verificada na Corte nas últimas votações importantes é um reflexo do atual estado de ânimo da sociedade. “Há uma divisão no mundo, há uma divisão no Brasil, há uma divisão às vezes dentro de famílias sobre a compreensão de mundo”, afirmou durante a entrevista. A ministra disse que há diversos exemplos de casos que terminaram com placar de 6 a 5 na história do Supremo, e que a diferença agora é que a Corte está presente “em todas as discussões”. “Numa sociedade dessa, imagina se o Brasil todo dividido e o Supremo votasse sempre no mesmo sentido, sem ninguém ter dúvida sobre outra visão de mundo. Acho que aí seria algo um pouco desconectado.”

A presidente do STF disse ainda que vê com “muita preocupação” o atual nível de beligerância nas discussões políticas e jurídicas. “Violência é o contrário do direito. Quem tem razão não grita.” O prédio onde Cármen Lúcia mora em Belo Horizonte foi alvo de vandalismo às vésperas da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em abril. “Fico um pouco entristecida de ver e fiquei preocupada com os vizinhos. Moro num prédio com pessoas idosas”, disse. A ministra disse que vai pagar pela limpeza da fachada do prédio, que foi manchada com tinta vermelha. “É uma reação de violência que não leva a lugar nenhum.

Cármen Lúcia ainda refutou supostos comentários de que ela teria sido desleal com Lula, responsável por sua nomeação ao Supremo, em 2006, ao abrir caminho para a prisão do petista. “Sei de até jornalistas que disseram, literalmente, a frase que me veio, estou colocando entre aspas: ‘O preço foi pequeno perto da deslealdade de ter sido nomeada pelo ex-presidente e de não ter garantido que ele não fosse para a cadeia’. Isto é uma frase dura pelo seguinte: a toga não é minha, a toga é do Brasil, ela tem que se submeter a Constituição.”

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LULA PREPARA MANIFESTO PARA LANÇAMENTO DE CANDIDATURA PRESIDENCIAL

A Coluna Painel de Daniela Lima na Folha informa que Lula está escrevendo, na prisão em Curitiba, um manifesto que será apresentado pelo PT nos atos de lançamento de sua candidatura ao Planalto.

“O petista deve aproveitar trechos da nova Carta ao Povo Brasileiro que discutia com os aliados antes de ir para a cadeia”, diz a jornalista.

Na última quarta-feira (16), o PT voltou a sondar o PCdoB sobre a possibilidade de uma aliança em torno de Lula antes do primeiro turno da eleição. Ouviu que a sigla não abre mão da candidatura da deputada Manuela D’Ávila, afirma a coluna.

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CARDOZO – O RASPUTIN DOS TRÓPICOS É O LARANJA PODRE DO PT QUE TRABALHA CONTRA O BRASIL (PARTE I)

Há quem afirme que ele é conhecido nas rodas sociais de Brasília pela vaidade e narcisismo, mas José Eduardo Cardozo (aqui no Duplo Expresso é carinhosamente chamado de “Laranja Podre do PT”) deve ser tratado como aquilo que é: um dos exemplos mais medonhos de desserviço ao Brasil. Nas duas últimas décadas esta figura, blindada pelo PIG, teve participação efetiva na construção do caos institucional em que vive o país hoje. Entre omissão, cinismo e conspirações, Cardozo constrói a sua trajetória de destruidor da democracia e da soberania do Brasil.

“Barrar o Brasil” passou a ser a meta das forças internacionais, sobretudo com a descoberta do Pré-sal e pela opção deste país de adotar uma política de independência junto aos BRICS. Para atingir o objetivo de impedir a consolidação de uma nova potência com tamanho poder de ameaça, foi articulada uma das mais inovadoras invasões, ainda em curso, já registradas na história, mas que só chegaria até os níveis atuais por conta do papel de alguns conspiradores internos. Seria Cardozo um deles? Esta é a primeira parte de um levantamento dos passos de José Eduardo Cardozo.

É provável que o Brasil seja o país com o maior número percentual de traidores da pátria no planeta, todos impunes. Historicamente, abundam os exemplos daqueles que, estranhamente, são apenas rotulados de “sabujo”, mas que são verdadeiros criminosos, desprovidos até mesmo do mais ínfimo sentimento cívico e patriótico. Neste contexto, estejamos atentos aos passos de José Eduardo Cardozo, pois ainda há tempo de evitar que ele trabalhe ainda mais contra o nosso país. Resta-nos saber: para quem?

Importante o resgate da origem para entendemos como o “Laranja Podre” se transformou em um dos braços operativos principais junto com Márcio Thomaz Bastos do que o Professor Luiz Moreira, ex-membro do Conselho Nacional do Ministério Público, chamou de “PT judiciário”. O “PT judiciário” era (e é) uma aliança de advogados proeminentes dentro e no entorno do partido com as alas do Ministério Público e do Poder Judiciário também próximas à sigla. Deliberadamente ou não, abriram o caminho quando o PT chegou ao poder para a eliminação dos freios que os Poderes políticos, eleitos, mantinham sobre os não eleitos: Judiciário e MP. Mais tarde, ambos revelaram-se ativos operacionais de potências estrangeiras, por meio dos quais tais potências buscam ter o controle do país. Essa busca de blindagem do Ministério Público e da Justiça diante da soberania popular, a qual passam a tutelar através da sujeição dos Poderes políticos via chantagem, veio travestida do que chamaram de “republicanismo”.

Dentro do “PT judiciário”, Cardozo, aos poucos, foi se transformando no principal idealizador, organizador, mentor e executor de todas as grandes derrotas do PT. Como agente do diversionismo e da sabotagem, logo no início do governo Lula, com tudo por fazer, o “PT judiciário” induziu o governo a investir a maior parte do seu capital político junto à sociedade e ao Congresso na aprovação de um – completamente inoportuno, secundário e inefetivo – plebiscito pelo desarmamento.

É oportuno destacar que o “PT judiciário” transformou essa campanha inútil pelo desarmamento na criação do “Bolsonarismo”, o que deve ser visto como a primeira grande derrota do governo Lula. Contra esse plebiscito se organizou pela primeira vez no Brasil, desde o golpe de 64, a direita assumidamente fascista e hidrófoba contra o PT. Foi essa contra-campanha do desarmamento que permitiu que Jair Bolsonaro, um completo idiota, surgisse como “a grande liderança nacional da direita”, assumidamente fascista. Desde então, essa direita fascista tem acreditado e reverberado criminosamente as mentiras e o ódio contra o PT de forma completa e estranhamente impune. Todos sabemos que calúnia, injúria e difamação são tipificados penalmente. Estranhamente, o “PT judiciário” sempre evitou reagir a isso pelos meios legais. A impunidade teve assim o efeito perverso de fazer o fascismo crescer como bola de neve, como queriam aqueles que tramaram o golpe.

Impressiona constatar como a turma do “Laranja Podre” avançava em nome do PT com tantos atos contrários à agenda que deu a vitória ao partido. No caso deste plebiscito, com tantas pautas para a realização de plebiscitos fundamentais para revogar as privatizações e as leis anti-trabalhistas de FHC, a ala judiciária induziu o PT a iniciar a campanha que reorganizou a direita e alijou a embrionária esquerda das questões econômicas e sociais. Só para acabar perdendo no final, apesar de terem gasto milhões em propaganda. Estranhamente foi o único plebiscito proposto pelo governo do PT. Uma causa absolutamente secundária para um partido de esquerda que tinha acabado de assumir o poder em condições econômicas e sociais muito difíceis. Ao contrário do que objetiva qualquer governo ao propor um plebiscito, esse tornou a força e popularidade do partido governante menor. Ninguém até hoje explicou por que o PT investiu tantas fichas nesse desastre ferroviário.

Como determina o manual traçado pela direita, o PT judiciário induziu a esquerda ao divisionismo do identitarismo exacerbado, impulsionado pelo capital financeiro para tomar o lugar da consciência – e luta – de classes. Tudo para poder, assim, atuar livremente, sem resistência. Ato contínuo, foi organizada a campanha do “Mensalão”, que tirava proveito de toda a organização da contra-campanha do desarmamento. Bingo!

O “PT judiciário” contribuiu fundamentalmente para montar toda uma nova estrutura institucional que se constituiu como o maior inimigo do partido. E que planejou, organizou e executou o Golpe.

Ao mesmo tempo, os membros proeminentes do “PT judiciário”, como Cardozo, se colocavam como “único canal de diálogo” sobre todos os assuntos jurídicos do partido, incluindo toda sua defesa judicial, que nunca houve de fato. O PT perdeu tudo na área judicial, desde o “Mensalão” até a prisão do Lula

Um exemplo disso é o Innovare, o sistema de cooptação de juízes pela Globo, que envolve todo o Sistema de Justiça e o próprio Ministério da Justiça, que apoia esse absurdo desde o início.

Criou também a Enccla – Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, que protege políticos da direita, grupos de mídia e a finança (dinheiro não voa), mas que detonou as forças populares. Além disso, o PT judiciário escolheu todos os ministros do STJ, STF e Procuradores da República que depois se transformaram nos caça-fantasmas, os exterminadores do futuro, que fizeram o possível para destruir o PT. Em especial no governo Dilma, Cardozo foi o grande responsável pelas escolhas dos maiores carrascos do PT nos tribunais superiores.

Como um Rasputin, Cardozo influenciou Dilma na tomada das mais diversas e equivocadas decisões, a principal delas a de isolar a então Presidenta e promover uma rivalidade psicológica com Lula, o que culminaria com o impedimento, em 2014, da candidatura do ex-presidente. Os grandes quadros políticos já sabiam que com o acirramento do fascismo antipetista, a crise econômica, a dificuldade de manter o Congresso sob controle e a crescente tensão internacional, era necessário que Lula fosse o candidato em 2014. Ganhamos a eleição por muito pouco.

Ao isolar Dilma das bases, inclusive do PT, a missão que cabia a Cardozo no plano golpista era fingir combater o golpe para, na verdade, impedir quaisquer reações marcha da engrenagem golpistaà dentro da Polícia Federal, órgãos de controle, Ministério Público e Justiça. Sua função era blindar esses órgãos de quaisquer contra-ataques das forças progressistas, passando as seguintes mensagens implicitamente: “as instituições estão funcionando”, “só os corruptos da nossa base aliada no Congresso serão atingidos”, “fiquem tranquilos, estou no controle, se estiver algo errado eu conserto”. O papel dele sempre foi de evitar ou adiar (para sempre?) as reações ao golpe.

A degradação pró-punitivismo (ou fascismo) da legislação penal e eleitoral brasileira têm o DNA de José Eduardo Cardozo. Atualmente, a invasão da política pela justiça tem sido motivo das, cada vez mais frequentes, manifestações de lamento e indignação por parte de muitos juristas e políticos comprometidos com a preservação da democracia.

O relator da Lei da Ficha Limpa, embrião da atual ditadura da toga, foi José Eduardo Cardozo. Convencido de que seria blindado pela grande imprensa, Cardozo foi também o mentor intelectual da Lei das Organizações Criminosas, que dá suporte aos desmandos da Lava Jato.

Não satisfeito com os estragos até ali consolidados, este inimigo do povo brasileiro assinou o anteprojeto da Lei Antiterrorismo para criminalizar os movimentos sociais. Todas essas leis ferem de morte a nossa Constituição e o Estado Democrático de Direito. Foram vacinas para impedir a reação dos movimentos organizados contra o desmonte, em curso, do estado social e entrega das riquezas do Brasil. Pensaram em tudo!

Cardozo trabalhou como suporte da Lava Jato, pois colaborou de forma explícita ou implícita com o ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot para parar quase todas as obras do país, causando milhões de desempregos. Além disso, foi o responsável pelo instituto da delação premiada que faz parte da espúria Lei 15850/2013 que atribui superpoderes ao Ministério Público. Graças a Cardozo, o MP pode realizar qualquer tipo de acordo, prendendo pessoas como forma de tortura.

Mentiroso, quando Ministro da Justiça, Cardozo afirmou que Lula não era alvo de investigação. Enquanto isso o ex-Presidente estava sob uma perseguição sem precedentes, liderada pela Lava Jato. Como pistas para quem Cardozo trabalha, devemos lembrar que ele ignorou os avisos de que o Brasil era alvo de espionagem e permitiu que Moro fosse apresentado aos brasileiros como um “herói que combatia a corrupção”. Tão dedicado foi na tarefa, que convenceu a Presidenta Dilma a até mesmo, impedindo uma reação efetiva ao golpe, afirmar ao Brasil e ao mundo, publicamente, que não havia no mesmo participação estrangeira!

O que levou alguns a cogitarem, até mesmo, se Dilma estaria com medo, sob ameaças dos EUA.

Em vez de reação, Cardozo aconselhou Dilma a vestir o uniforme do Facebook e trocar sorrisos em fotos com a então Embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, que esteve por trás dos golpes em Honduras e no Paraguai e, todos sabiam, também do no Brasil. Sobre as investidas da Lava Jato contra Lula e o PT, poderia ter tomado várias atitudes para coibir os abusos desta operação que hoje todos sabem o que é. Ao contrário do que deveria ter feito, Cardozo foi responsável pela recondução de Rodrigo Janot à PGR.

Muitos questionam, inclusive, a natureza do “grampo” da conversa entre Dilma e Lula, criminosamente vazado na Globo por Segio Moro. Isso porque se capta não apenas o sinal sonoro da chamada a partir do aparelho de origem – do Planalto! – como inclusive – sobreposto – capta-se também o áudio ambiente de conversa da funcionária da Presidência que fazia a ligação com quem estava, fisicamente, ao seu lado! Note-se: tudo isso ANTES de a ligação sequer se completar, o que seria impossível caso o telefone grampeado fosse o do destino da chamada – o celular de Moraes, o segurança de Lula – com base em ordem judicial e a consequente interceptação pela companhia telefônica, para posterior degravação pela PF:

Ou seja, mais um dos inúmeros casos em que o déficit cognitivo de Sergio Moro e a pressa do seu cúmplice, o filho de Miriam Leitão, em levar o áudio ao ar na Globo quase colocaram tudo a perder, para exasperação dos gringos. O silêncio de Moro diante do caso e os sucessivos adiamentos do julgamento do juiz de Curitiba sobre esse episódio no CNJ ampliam as suspeitas em Brasília de patrocínio estrangeiro e de colaboração de uma quinta coluna na colocação do grampo no Planalto.

Nisso tudo, onde estava o GSI, o Gabinete de Segurança Institucional, encarregado da segurança da Presidência?

Bem, havia sido extinto por Dilma, ainda em 2015!

Quem terá aconselhado Dilma a derrubar as paredes do galinheiro, para facilitar o “trabalho” (?) das raposas?

Segue o – de todo lamentável – relato:

Em seu pronunciamento, Dilma anunciou a extinção do GSI e informou que a segurança presidencial, sob o comando do general Marcos Antonio Amaro, ficará em uma espécie de gabinete militar, vinculado diretamente a ela. As demais atribuições do extinto GSI, que têm na sua estrutura a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), passarão para a nova Secretaria de Governo, que nascerá da atual Secretaria-Geral a ser comandada por ministro Ricardo Berzoini. No mesmo guarda-chuva, ao lado da Abin, estarão as secretarias de micro e pequenas empresas e de relações institucionais.

Esta decisão de subordinar a Abin à nova Secretaria de Governo foi criticada por diversos setores, que lamentam o fato de a presidente Dilma não dar a devida importância a este “importante e imprescindível órgão de Estado a qualquer governo”. Na tarde desta sexta-feira, depois de ver concretizada sua demissão e a extinção de sua pasta, o general Elito foi à Abin se despedir e voltou a tecer críticas à decisão da presidente sobre o fim do GSI, repetindo os termos usados em sua carta divulgada à imprensa.

Saga do general. Na mesma nota, Elito narra passo a passo sua saga para tentar manter o GSI funcionando. Ele lembra que desde quando a presidente Dilma lhe comunicou “sua intenção de incluir o GSI na reforma administrativa, argumentei sobre a possibilidade de não inserir, em uma mudança política, um Ministério de Estado com 77 anos de existência (desde 1938) e com competências institucionais que exigiram, desde a sua criação, o nível ministerial”. Elito prossegue comentando que Dilma lhe disse que ainda não havia decidido e que a argumentação deveria ser submetida ao ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante.

Além de procurar Dilma e Mercadante, para “enfatizar o porquê de o GSI não ser incluído nesta reforma”, o general Elito insistiu em buscar apoio político junto a vários ministros da Esplanada e achou que tinha sido bem sucedido. “Julguei, naquele momento, que a decisão a ser tomada pudesse ser favorável ao GSI”, lembrou o ministro, que passou, então, a “lamentar” a decisão de Dilma e pedir a volta do órgão, “no mais curto prazo”.

Recentemente, Cardozo, o Rasputin dos Trópicos – ou, ao menos, o mais destacado desses – foi o responsável pelos argumentos que convenceram o ex-presidente Lula a se entregar aos seus algozes. Que esse traidor da pátria trabalha entusiasticamente contra os nossos interesses é um fato, mas a pergunta que se coloca é: José Eduardo Cardozo está a serviço de quem? Qual o tamanho da rede em que tanto se destaca?

A segunda parte do levantamento sobre o Rasputin dos Trópicos será publicada em breve, aqui mesmo no Duplo Expresso. Você saberá mais detalhes sobre a formação do “PT Judicial”, que levou a uma substituição da luta política pelas sucessivas, e previsíveis, derrotas na Justiça, apenas para legitimar a estrutura criada pelo próprio “Laranja Podre do PT”.

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TSE NÃO TEM COMO BARRAR REGISTRO DA CANDIDATURA DE LULA

O professor e jurista Luiz Fernando Casagrande Pereira, do Paraná, deu xeque-mate no TSE ao elaborar parecer garantindo o registro da prisãocandidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pereira advoga a tese de “inelegibilidade provisória” do petista, que, segundo ele, pode ser afastada no próximo dia 15 agosto (data do registro da candidatura no TSE).

“A prisão de Lula não aprisiona a candidatura. São temas que não se comunicam”, sustenta.

Soma-se ao argumento do jurista o da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, a qual recorda que o TSE acolheu registro de 145 candidaturas de prefeitos “com inelegibilidades provisórias” e cita o caso do prefeito de Porecatu, Norte do Paraná, que mesmo preso disputou, venceu, assumiu e reelegeu-se para mais um mandato.

PT e Pereira têm uma certeza, além do registro da candidatura: o TSE não tem como barrar politicamente Lula.

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