
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ao ser abordado por jornalista quando entrava em um carro no qual estava Paulo Figueiredo para ir ao encontro de Marco Rubio, em Washington |26.5.2026| Imagem reprodução CNN
| Brasília (DF)
28 de maio de 2026
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro comemorou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O filho do condenado por tentativa de golpe de Estado insinuou uma possível ação militar ao afirmar que o PCC e o CV poderão ser “combatidos como Bin Laden foi”.
A medida, divulgada pelo Departamento de Estado, designa os grupos como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e prevê a inclusão como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) com vigência a partir de 5 de junho.
A nota oficial descreve as facções como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.
O ex-parlamentar destacou que a classificação abre caminho para sanções e operações internacionais mais agressivas, conforme vídeos e publicações reproduzidos pela imprensa.
A Embaixada dos EUA reafirmou a posição em nota, reforçando que as facções representam uma ameaça transnacional ao tráfico de drogas e à segurança regional.
O anúncio ocorreu dias após encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com autoridades americanas, incluindo Donald Trump.
Do lado oposto, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB) responsabilizou a “família Bolsonaro” por qualquer “ato de guerra dos EUA contra o Brasil”, chamando os aliados do ex-presidente de “canalhas imundos”.
O homólogo Lindbergh Farias (PT) alertou que a mudança “abre espaço para intervenção” e responsabilizou Eduardo e Flávio Bolsonaro pela articulação junto ao governo Trump.
Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, criticou a decisão: “Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção, é inaceitável”.
A declaração, reproduzida pelo O Globo, reforça a posição do governo Lula de que o tema deve permanecer sob controle nacional.
Outro parlamentar da base governista, Ivan Valente (PSOL-SP), classificou a intenção americana como “farsa” e cobrou reação imediata do Brasil.
A bancada do PT, em nota assinada por Pedro Uczai, denunciou a “ação do clã Bolsonaro” e viu ameaça direta à soberania e à economia nacional.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, questionou: “EUA vão classificar milícia do RJ ligada aos Bolsonaro como terrorista?”.
O senador e pré-candidato ao Planalto, irmão de Eduardo, Flávio Bolsonaro, tenta capitalizar politicamente a medida, enquanto o Executivo nacional monitora o risco diplomático.
A classificação pode impactar setores do mercado financeiro e produtivo brasileiro, especialmente operações internacionais ligadas à lavagem de dinheiro.
O episódio expõe tensões profundas nas relações internacionais, onde o combate ao crime organizado não pode servir de pretexto para violações da soberania nacional.
A defesa da democracia e da autodeterminação brasileira deve prevalecer sobre qualquer agenda externa.
O Itamaraty prepara nota oficial de posicionamento. Detalhes em breve.
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FAQ Rápido
O que muda com a classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA?
Permite sanções financeiras, congelamento de ativos e maior cooperação internacional, mas não autoriza automaticamente ações militares em território brasileiro.
Por que a esquerda critica a medida?
Entende que a decisão, articulada por aliados de Bolsonaro, pode servir como pretexto para intervenção estrangeira e ameaça à soberania.
Flávio Bolsonaro teve papel central?
Sim. O senador participou de reuniões recentes com Trump e aliados, conforme reportagens, para pressionar pela classificação.
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Será que o Number One sabe que o único crime com pena de morte no Brasil é o de traição à Pátria?
Eu acho ótimo porque se vai caçar o “pcc” vai chegar até a turma do master e por fim, na família “fbm” ( família bolsonaro miliciana) e mais, os “irmãos milícias” que se cuidem, pcc não é para amadores…🤔😄
O Flávio rachadinha Bolsonaro, mais uma vez deu um tiro no pé, a justiça brasileira vai mostrar para o mundo que o Bolsonarismo é uma facção criminosa