O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cumprimenta o presidente da Argentina, Javier Milei, à sua chegada para a cúpula do G20, no Rio de Janeiro |10.12.2024| Imagem reprodução GloboNews [Digital remaster upscaling photo]
| Brasília (DF)
28 de maio de 2026
A Whirlpool, controladora das marcas Brastemp e Consul, transferiu a produção de sua fábrica em Pilar, na Argentina, para a unidade de Rio Claro, em São Paulo.
O movimento consolida o encerramento da planta argentina, anunciado em 26 de novembro de 2025, e reforça o complexo industrial brasileiro na linha branca.
De acordo com o Infobae, a decisão envolveu a desvinculação de 220 trabalhadores. A planta de Pilar, inaugurada em outubro de 2022 com investimento de US$ 52 milhões, projetava fabricar 300 mil lavarropas por ano, com 70% destinados à exportação — sobretudo para o Brasil.
O objetivo não se concretizou devido a dois fatores centrais: os altos custos locais e a abertura total da economia, que inundou o mercado com produtos importados mais baratos.
Em outubro de 2025, os preços de lavarropas caíram 20% em relação ao ano anterior, segundo dados da NielsenIQ.
O La Nación detalha que a multinacional optou por concentrar operações comerciais e de importação no país vizinho, mantendo apenas 100 a 120 postos em atividades não fabris.
Em 20 de abril de 2026, a operação brasileira da Whirlpool formalizou a transferência dos ativos argentinos, avaliados em cerca de R$ 194 milhões, para Rio Claro (SP).
O episódio ilustra como políticas de abertura acelerada podem ativar a desindustrialização quando não acompanhadas de medidas de competitividade estrutural.
Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil consolida um hub tecnológico na linha branca com investimento adicional de R$ 300 milhões anunciado pela empresa em 25 de maio de 2026, tornando Rio Claro o principal polo de produção de lavarropas de abertura frontal na América Latina.
Já na Argentina de Javier Milei, o INDEC registrou em fevereiro de 2026 queda de 8,7% na produção industrial manufatureira na comparação anual e retração acumulada de 6% no primeiro bimestre.
A economia contraiu 2,1% em fevereiro ante o mesmo mês de 2025, o pior resultado desde 2024.
Relatórios apontam ainda o fechamento médio de 28 empresas por dia desde o início do governo.
A desindustrialização na Argentina ganha contornos concretos com esse caso. A planta de Pilar representava um projeto ambicioso de integração regional; seu fechamento, seguido da migração para Rio Claro reforça a concentração de manufatura no lado brasileiro.
O episódio reforça a necessidade de políticas industriais que preservem emprego e soberania produtiva evitando que o liberalismo econômico gere perdas irreversíveis para os trabalhadores.
A Whirlpool mantém presença comercial na Argentina via importação, garantindo o abastecimento de Brastemp e Consul.
O impacto, porém, recai sobre os 220 empregos diretos perdidos em Pilar e a cadeia de fornecedores local.
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FAQ Rápido
Por que a Whirlpool fechou a fábrica de Pilar?
Altos custos de produção na Argentina, combinados com a forte entrada de importados após a abertura econômica e a queda do consumo interno, tornaram a operação inviável, conforme relatórios do Infobae e La Nación.
Como o governo Lula se beneficia da transferência?
A unidade de Rio Claro (SP) recebe os ativos e um aporte extra de R$ 300 milhões, consolidando o Brasil como polo líder de linha branca na região.
Qual o contraste econômico entre os dois países?
Enquanto a produção industrial argentina caiu 8,7% em fevereiro de 2026 segundo o INDEC, o Brasil, sob Lula, atrai o investimento e preserva capacidade fabril.
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