📷 O Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT) / Foto: Ricardo Stuckert | O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) / Foto: Pedro França / Agência Senado | O ator estadunidense James Patrick Caviezel Jr. (Jim Caviezel), que interpreta o ex-presidente apenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro, no filme Dark Horse
| Brasília (DF)
10 de junho de 2026
A mais nova pesquisa da Genial Investimentos em parceria com o instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10/jun), entrega um retrato atualizado da corrida presidencial de 2026.
O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliando vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com um movimento expressivo de migração de votos entre eleitores independentes e da chamada direita não bolsonarista.
O cenário reflete um desgaste progressivo do herdeiro político do bolsonarismo, que não conseguiu capitalizar a insatisfação com o governo petista e ainda perde espaço justamente nos segmentos que poderiam alavancar sua candidatura ao centro.
Isso pode levar alguns segundos
A vantagem de Lula no primeiro turno
De acordo com os números da Genial/Quaest, no cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro — uma diferença de 10 pontos percentuais.
Brancos e nulos somam 12%, enquanto 7% dos eleitores se declaram indecisos.
O salto mais significativo ocorreu entre os eleitores independentes. Nesse grupo, Lula avançou de 29% para 37%, enquanto Flávio recuou de 31% para 24%.
É justamente esse contingente, que não se identifica nem com o petismo nem com o bolsonarismo raiz, o grande responsável pela virada numérica nas simulações.
Cenário de segundo turno também favorece o petista
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais antagonistas.
Nesse confronto direto, Lula venceria com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Brancos, nulos e indecisos somam 18%.
A diferença, embora confortável para o petista, acende um sinal de alerta: a rejeição a Flávio Bolsonaro continua elevada, atingindo 54% dos eleitores, contra 53% de rejeição a Lula — um empate técnico dentro da margem de erro.
A análise de Felipe Nunes: o eleitor independente é a chave
O diretor da Quaest, cientista político Felipe Nunes, tem uma leitura clara sobre o fenômeno. Para ele, o eleitor independente e o segmento da direita não alinhada a Jair Bolsonaro são o fiel da balança em 2026.
Nunes explicou, conforme a BBC News Brasil, que os liberais sociais (5% do eleitorado) e os empreendedores individuais (outros 5%) são grupos decisivos.
Eles votaram contra Lula em 2022, mas agora demonstram desconforto com Flávio Bolsonaro, especialmente após os desdobramentos do escândalo envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O que se vê não é uma adesão maciça ao petismo, mas uma rejeição ao bolsonarismo representado por Flávio.
A direita não bolsonarista, insatisfeita com a falta de uma alternativa viável (nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema patinam com apenas 4% cada), prefere anular o voto ou migrar para o centro, beneficiando Lula por exclusão.
Rejeição em alta e falta de alternativas
A pesquisa ainda testou outros nomes da oposição, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).
Nenhum deles conseguiu romper a barreira dos 6%.
Essa fragmentação da direita tradicional, somada à alta rejeição de Flávio, cria um vácuo político.
Felipe Nunes já havia alertado, em análises anteriores, que o senador sofreu quedas significativas entre eleitores moderados e evangélicos.
Os novos números da Genial/Quaest confirmam que o movimento de sangria continua, consolidando Lula como favorito neste momento da pré-campanha.
A TV Globo repercutiu os números da pesquisa em seu telejornal, destacando que a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro é a maior desde o início da série histórica da Quaest para as eleições de 2026.
O professor Felipe Nunes reforçou, em entrevista ao vivo, que “o eleitor independente está penalizando Flávio Bolsonaro pela falta de uma proposta clara para a economia e pelo desgaste do bolsonarismo”. Prometemos detalhes em breve sobre os números regionais do levantamento.
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