BRASILEIRA GANHA PR√äMIO AO CRIAR SISTEMA DE DESSALINIZAC√ÉO E FILTRAGEM DA √ĀGUA DO MAR COM GRAFENO

Tido como uma mat√©ria-prima revolucion√°ria, o grafeno √© um derivado do carbono, extremamente fino, flex√≠vel, transparente e resistente (200 vezes mais forte do que o a√ßo). Considerado excelente condutor de eletricidade, √© usado para a produ√ß√£o de c√©lulas fotoel√©tricas, pe√ßas para aeronaves, celulares e tem ainda outras tantas aplica√ß√Ķes na ind√ļstria.

Por ser considerado um dos materiais do futuro, ele foi escolhido como tema do Global Graphene Challenge Competition 2016, uma competi√ß√£o internacional promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca solu√ß√Ķes sustent√°veis e inovadoras ao redor do mundo.

E a brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, foi a grande vencedora do desafio. Seu projeto concorreu com outros nove trabalhos finalistas.

Nadia criou um sistema de dessaliniza√ß√£o e filtragem de √°gua, usando o grafeno. Com o dispositivo, seria poss√≠vel garantir o acesso √† √°gua pot√°vel para milh√Ķes de pessoas, al√©m de reduzir os gastos com energia e a press√£o sobre as fontes h√≠dricas.

‚ÄúCom a crescente urbaniza√ß√£o e globaliza√ß√£o no mundo e a amea√ßa das mudan√ßas clim√°ticas, a previs√£o √© de que num futuro n√£o muito distante, quase metade da popula√ß√£o do planeta viva em √°reas com pouqu√≠ssimo acesso √† √°gua‚ÄĚ, afirma Nadia. ‚ÄúH√° uma necessidade real de m√©todos eficientes de tratamento de √°gua e dessaliniza√ß√£o. Pensei que a natureza √ļnica do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessaliniza√ß√£o e suas propriedades de peneira√ß√£o superiores, poderiam ser parte da solu√ß√£o‚ÄĚ.

Como pr√™mio, a estudante carioca far√° uma viagem at√© a sede da Sandvik, na Su√©cia, onde encontrar√° pesquisadores e conhecer√° de perto algumas das inova√ß√Ķes e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitar√° ainda o Graphene Centre da Chalmers University.

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil.

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Urbs Magna via Conex√£o Planeta

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Maior¬†√°rvore geneal√≥gica da humanidade¬†tem 13 milh√Ķes de pessoas

A revista cient√≠fica Science publicou o que √©, at√© √† data, a maior √°rvore geneal√≥gica da humanidade . √Č composto por 13 milh√Ķes de pessoas , onze gera√ß√Ķes. Poss√≠vel gra√ßas a milh√Ķes de perfis geneal√≥gicos on-line interconectados, o novo conjunto de dados reflete como as migra√ß√Ķes e os casamentos ocorreram na Europa e na Am√©rica do Norte nos √ļltimos 500 anos e em que medida os genes influenciam a longevidade.

Os pesquisadores baixaram 86 milh√Ķes de perfis p√ļblicos da Geni.com, uma plataforma na web na qual o usu√°rio interessado em descobrir suas origens pode enviar seus dados pessoais para criar sua pr√≥pria √°rvore geneal√≥gica e, com base na informa√ß√£o compartilhada, conecte-se com parentes desconhecidos e crescem os ramos da √°rvore geneal√≥gica. A equipe usou a teoria matem√°tica dos gr√°ficos para organizar os dados e o que surgiu foi uma √ļnica √°rvore de 13 milh√Ķes de pessoas e onze gera√ß√Ķes. Teoricamente, ter√≠amos que recuar mais 65 gera√ß√Ķes para convergir em um √ļnico antepassado comum e completar a √°rvore desde que os primeiros humanos puseram o p√© na Terra.

“Atrav√©s do trabalho duro de muitas pessoas com curiosidade sobre a hist√≥ria familiar, criamos uma enorme √°rvore geneal√≥gica, algo √ļnico”, explica o principal autor do estudo, Yaniv Erlich, cientista da inform√°tica da Universidade de Columbia e diretor cient√≠fico do MyHeritage. uma empresa de testes de DNA e genealogia que possui Geni.com. Na verdade, o conjunto de dados representa um marco na busca passiva de hist√≥rias familiares de obitu√°rios de jornal e arquivos eclesi√°sticos para a era digital. “√Č um momento emocionante para a ci√™ncia cidad√£”, diz Melinda Mills, uma demografia da Universidade de Oxford que n√£o estava envolvida no estudo. “Ele mostra como milh√Ķes de entusiastas de genealogias podem fazer a diferen√ßa na ci√™ncia”, acrescenta.

Amor, mais longe

O arquivo detalha quando e onde cada pessoa nasceu e morreu, e reflete a demografia dos indiv√≠duos, a grande maioria da Europa e da Am√©rica do Norte. Al√©m disso, evidencia muitas mudan√ßas sociais ao longo do tempo. Por exemplo, a industrializa√ß√£o, que alterou profundamente o trabalho e a vida familiar, e que coincide com a mudan√ßa das escolhas de casamento nos dados analisados. Antes de 1750, a maioria dos americanos encontrou um c√īnjuge dentro de 10 quil√īmetros de onde eles nasceram, mas para aqueles que nasceram em 1950, essa dist√Ęncia se estendeu a cerca de 100 quil√īmetros. “Tornou-se mais dif√≠cil encontrar o amor de sua vida”, brinca Erlich.

Al√©m disso, antes de 1850, casar-se com um parente era comum , provavelmente um primo quarto, em compara√ß√£o com os primos s√©culos de hoje. Curiosamente, entre 1800 e 1850, as pessoas viajaram mais do que nunca para encontrar um parceiro, quase 19 quil√īmetros em m√©dia, mas eram mais propensos a se casar com um primo quarto ou at√© mais perto. Segundo os autores, isso significa que a mudan√ßa das normas sociais , em vez de aumentar a mobilidade, pode ter levado as pessoas a rejeitar a consanguinidade.

Em uma observa√ß√£o relacionada, a equipe descobriu que as mulheres na Europa e na Am√©rica do Norte migraram mais do que homens nos √ļltimos 300 anos, mas quando os homens fazem, eles viajam significativamente mais.

Mais cinco anos de vida

Para tentar desvendar o papel da natureza na longevidade, os pesquisadores testaram um conjunto de dados de 3 milh√Ķes de parentes nascidos entre 1600 e 1910 que viveram al√©m dos 30 anos de idade. Eles exclu√≠ram g√™meos, morreram na Guerra Civil dos Estados Unidos, as duas guerras mundiais ou um desastre natural (deduziu se os parentes morriam dentro de dez dias uns dos outros).

Compararam a vida de cada indivíduo com os seus parentes e o grau de separação e descobriram que os genes foram responsáveis por aproximadamente 16% da variação de longevidade em dados, na extremidade inferior das estimativas anteriores variam entre 15% e 30%.

Os resultados indicam que ter bons genes pode prolongar a vida de uma pessoa em cerca de cinco anos . N√£o est√° mal, mas “n√£o √© muito”, diz Erlich. “Estudos anteriores mostraram que fumar tira dez anos de vida. Isso significa que algumas escolhas vitais podem importar muito mais do que a gen√©tica“, diz ele.

Todos relacionados

“As linhagens reconstru√≠das mostram que estamos todos relacionados uns com os outros”, diz Peter Visscher, geneticista da Universidade de Queensland. “Este fato √© conhecido pelos princ√≠pios b√°sicos da hist√≥ria da popula√ß√£o, mas o que os autores conseguiram √© muito impressionante”, admite.

O conjunto de dados est√° dispon√≠vel para pesquisa acad√™mica atrav√©s do FamiLinx.org, um site criado por Erlich e seus colegas. Embora os dados sejam an√īnimos, os leitores curiosos podem verificar a Geni.com para ver se um membro da fam√≠lia pode adicion√°-los l√°. Se assim for, h√° uma boa chance de que eles possam fazer parte da √°rvore geneal√≥gica mais gigantes da hist√≥ria.

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Urbs Magna via ABC.ES

DIVULGADAS CARTAS QUE REVELAM FRAUDES DE FREUD E P√ēEM PSICAN√ĀLISE EM XEQUE

Livro de Frederick Crews baseia-se em evidências e cartas divulgadas há pouco tempo.

Stefano Pupe

Resumo¬†Autor afirma que uma nova biografia de Freud, escrita por¬†Frederick¬†Crews¬†e ainda in√©dita no Brasil, p√Ķe em¬†xeque¬†a pr√≥pria¬†psican√°lise¬†ao criticar duramente a imagem mitol√≥gica de seu fundador. O livro, calcado em evid√™ncias documentais, baseia-se tamb√©m em cartas do austr√≠aco que foram divulgadas h√° pouco tempo. Leia tamb√©m o¬†contraponto de M. M. Owen.

Qualquer análise de um fato passa, necessariamente, pelo filtro interpretativo de quem o reporta. Essa observação, popularizada pela psicanálise, também se aplica a seu fundador: o mito de SigmundFreud foi construído pelo próprio austríaco e por seus admiradores.

Ao longo dos anos, Ernest Jones, presidente da Associação Psicanalítica Internacional nas décadas de 1920 e 1930, e Anna Freud, filha e herdeira intelectual do psicanalista, foram responsáveis pela publicação dos documentos pessoais do austríaco, em especial suas cartas.

O trabalho biográfico que se seguiu, baseado nesse material, criou para a posteridade a imagem mitológica do gênio incompreendido que, com insights cortantes sobre psicologia, levou a humanidade à descoberta triunfal do inconsciente.

Mas¬†Frederick¬†Crews¬†tem um ponto de vista diferente e lan√ßou no ano passado “Freud:¬†The¬†Making¬†of¬†an¬†Illusion” (Freud: a constru√ß√£o de uma ilus√£o), ainda sem lan√ßamento previsto no Brasil.

Cr√≠tico de longa data da psican√°lise,¬†Crews¬†fez carreira na literatura ‚ÄĒ√© professor em√©rito da Universidade da Calif√≥rnia em¬†Berkeley‚ÄĒ, mas desde cedo se interessou pelo¬†campo psicanal√≠tico. Em 1980, publicou o primeiro artigo no qual rejeitava completamente o legado de Freud, criticando sua metodologia falsa, sua inefici√™ncia terap√™utica e o dano causado aos pacientes.

Viriam outros ensaios e, finalmente, o influente livro “As Guerras da Mem√≥ria – O Legado de Freud em Xeque” (Paz e Terra, 1999), que questiona os pilares da psican√°lise e documenta falhas metodol√≥gicas de seu fundador.

Sua obra mais recente √© resultado de anos de pesquisa, mas tem ponto de partida na recente divulga√ß√£o das vers√Ķes originais de cartas de Freud inicialmente censuradas por seus bi√≥grafos oficiais. Usando evid√™ncias antigas e outras que s√≥ se tornaram dispon√≠veis recentemente,¬†Crews¬†faz um ataque incessante √† vida pessoal e profissional do “pai da psican√°lise”, acusando-o de ser ego√≠sta, preconceituoso, infiel e, acima de tudo, um charlat√£o que mentiu com frequ√™ncia em suas obras.

O livro evidencia conhecimento enciclopédico impecável sobre os mínimos detalhes da vida do psicanalista e torna a leitura prazerosa para qualquer apreciador de iconoclastia de alta qualidade, ainda que não tenha interesse em psicanálise.

PRIMEIROS PASSOS

Com foco principal no período de 1884 a 1900, quando Freud iniciava sua carreira como médico e pesquisador em Viena, o autor descreve a trajetória do austríaco como um indivíduo de pouco brilho e nenhum rigor científico. São dessa época as cartas trocadas entre ele e sua noiva, Martha Bernays, com quem se casaria em 1886.

A contribui√ß√£o mais importante de Freud dessa √©poca √© um artigo de 1884 sobre coca√≠na, ent√£o novidade na Europa.¬†Crews¬†sustenta que o psicanalista foi usu√°rio da droga por pelo menos 15 anos ‚ÄĒper√≠odosuperior ao apontado por seus bi√≥grafos anteriores, que se basearam em cartas censuradas. (Crews¬†acredita, inclusive, que¬†Jones¬†escondeu propositalmente essa informa√ß√£o em suas biografias.)

Naquele artigo, o austr√≠aco defendeu as virtudes da coca√≠na como tratamento poss√≠vel para a depend√™ncia de morfina ‚ÄĒisto¬†√©, que o uso de uma droga combateria os efeitos da abstin√™ncia da¬†outra‚ÄĒbaseando-se apenas no caso de seu amigo¬†Ernst¬†Fleischl. Por√©m, em cartas para a noiva, Freud viria descrever o aprofundamento do problema de¬†Fleischl, que nunca deixou a morfina e ainda passou a usar coca√≠na compulsivamente.

Mesmo assim, o fracasso nunca foi mencionado em artigos posteriores de Freud. Ao contrário, ele repetia que a cocaína não oferecia riscos e seguia proclamando seus efeitos benéficos para tratar sintomas da dependência de morfina.

Em sua vida √≠ntima, Freud tra√≠a a esposa com sua cunhada¬†MinnaBernays¬†‚ÄĒfato¬†que o livro documenta em abund√Ęncia por meio de cartas e testemunhos de terceiros. Tudo indica que ele a engravidou em 1900, e o aborto que se seguiu o teria marcado profundamente.

Ilustração de Gabriel Centurion para a central da Ilustrissima
Ilustra√ß√£o –¬†Gabriel Centurion

Crews traz muitos exemplos da crueldade do psicanalista com pessoas próximas. Era comum que se aproximasse de um colega que supunha ter grande inteligência ou reputação, para posteriormente difamá-lo e renegar a amizade.

Um exemplo claro √©¬†Wilhelm¬†Fliess, seu melhor amigo e confidente a partir de 1892, a quem dirigiu palavras como “meu amigo amado” e “11 anos atr√°s, eu j√° tinha percebido que era necess√°rio para¬†mim¬†amar voc√™, para enriquecer minha vida”.

Crews¬†considera que Freud nutria, de fato, um desejo sexual por¬†Fliess‚ÄĒque¬†contribuiu com muitos conceitos psicanal√≠ticos importantes. No entanto, quando a rela√ß√£o esfriou, o amigo amado foi relegado a notas de rodap√©, e Freud contribuiu, inclusive, para que um aluno roubasse o cr√©dito de¬†Fliess¬†sobre sua teoria da bissexualidade.

Para¬†Crews, cartas de Freud tamb√©m demonstram que ele n√£o tinha o bem-estar de seus pacientes em grande estima. Ap√≥s o suic√≠dio de¬†Viktor¬†Tausk, um promissor estudante que havia se analisado com ele, o psicanalista confessa, em missiva cruel a uma ex-namorada do morto: “N√£o sinto a falta dele; eu tinha percebido h√° muito que ele n√£o poderia mais ser √ļtil”.

As correspondências apontam, ainda, para o interesse específico do psicanalista em seus pacientes. Ele identifica uma cliente rica como peixe de ouro; escreve que dinheiro é seu gás hilariante; num outro momento, relata que decidiu adiar uma viagem porque uma de suas pacientes mais ricas estava tendo algum tipo de crise nervosa e pode melhorar em sua ausência.

Entre os destaques de Crews está o caso de Horace Frink, cujas dificuldades no casamento se deviam, segundo Freud, a desejos homossexuais reprimidos. O psicanalista instigou o paciente a deixar sua esposa e se casar com a amante, uma americana rica e também casada.

Em carta a¬†Frink, Freud escreve: “A reclama√ß√£o de que voc√™ n√£o consegue compreender sua homossexualidade sugere que voc√™ ainda n√£o est√° consciente da sua fantasia de me tornar um homem rico. Se as coisas derem certo, no fim, vamos mudar esse presente imagin√°rio e torn√°-lo uma contribui√ß√£o real para os fundos psicanal√≠ticos”.

O novo matrim√īnio se mostrou um desastre que logo terminaria em div√≥rcio, e o paciente tentaria se suicidar duas vezes.

FRAUDE

O conte√ļdo mais chocante do livro diz respeito √† vida profissional de Freud. H√° in√ļmeras evid√™ncias de que o austr√≠aco teria fraudado casos not√≥rios. Segundo¬†Crews, documentos mostram que a¬†t√©cnica psicanal√≠tica¬†consistia em nada mais que uma imposi√ß√£o de opini√Ķes aos pacientes e que estudos publicados eram fic√ß√£o.

O famoso “Homem dos Lobos”, por exemplo, foi declarado curado de suas fobias e obsess√Ķes ap√≥s quatro anos e meio. Freud sempre destacou esse como um dos primeiros e maiores sucessos da psican√°lise. No entanto, sabe-se hoje que o paciente continuou em tratamento por 60 anos ‚ÄĒfato¬†que era do conhecimento de¬†Freud‚ÄĒ¬†e declarou que n√£o havia sido curado de nada.

Outro caso not√≥rio foi o de¬†Emma¬†Eckstein, tratada por Freud como hist√©rica que padecia de “neurose nasal reflexa”. Ele a induziu a fazer cirurgia nasal para curar os sintomas, mas a opera√ß√£o s√≥ agravou a situa√ß√£o: a paciente desenvolveu um quadro de infec√ß√£o e hemorragias, provavelmente causado pelo erro grosseiro de¬†Fliess¬†‚ÄĒcomo¬†cirurgi√£o, ele deixou um peda√ßo de gaze de meio metro dentro do nariz da operada.

Nem mesmo o erro do m√©dico e amigo impediu Freud de criar outra justificativa para as complica√ß√Ķes: “Os seus epis√≥dios de sangramento eram hist√©ricos, causados por desejo, e provavelmente ocorreram em per√≠odos sexualmente relevantes”, escreveu meses depois.

A verdade √© que algumas das transgress√Ķes apontadas por¬†Crews¬†j√° eram conhecidas no meio psicanal√≠tico. Sempre predominou, por√©m, a ideia de que a falibilidade do fundador n√£o p√Ķe em d√ļvida a credibilidade da t√©cnica como um todo.

No entanto, diferentemente do que ocorre com disciplinas científicas como a biologia e a física, a psicanálise depende substancialmente da confiança na figura de Freud.

Se amanhã descobríssemos que Charles Darwin forjou a viagem no Beagle, a teoria da evolução permaneceria intacta, pois existem milhares de evidências independentes que a corroboram.

Mas a psicanálise carece de evidências científicas que possam ser observadas ou replicadas independentemente. Ela é, antes de tudo, um modo de pensamento autorreferente. Se hoje sabemos que casos famosos foram manipulados e falsificados em vários pontos importantes, como identificar o que é legítimo e verdadeiro no que sobra?

Para um campo que ainda trata os textos de Freud como obras praticamente sagradas, a confirma√ß√£o de que a fraude foi um recurso recorrente de seu fundador cai como uma bomba ‚ÄĒpondo¬†em xeque n√£o s√≥ a pr√≥pria figura do austr√≠aco, mas tamb√©m a t√©cnica psicanal√≠tica como um todo.


Stefano Pupe, 32, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em neurociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é pesquisador no Centro Alemão para Doenças Degenerativas, em Bonn.

Gabriel Centurion, 39, é artista plástico

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Google Maps vai te acordar para n√£o passar do ponto

Andar de √īnibus, trem ou metr√ī em uma cidade desconhecida pode ser algo bastante estressante. Voc√™ fica o tempo todo com medo de estar indo na dire√ß√£o errada e acabar muitos quil√īmetros distante do destino correto. Por isso, a¬†Google¬†come√ßou a implantar no¬†Google Maps¬†um novo sistema para acompanhar usu√°rios do transporte p√ļblico em tempo real, avisando a pessoa inclusive sobre quando ela deve desembarcar.

A novidade funciona basicamente da mesma forma que as dire√ß√Ķes curva a curva que o Maps j√° oferece para quem anda a p√©, de bicicleta ou mesmo de carro. Para come√ßar a utilizar, voc√™ s√≥ precisa pesquisar e escolher uma rota no mapa. Ao clicar nos detalhes, voc√™ ver√° um novo bot√£o chamado ‚ÄúIniciar‚ÄĚ.

Clicando ali, as dire√ß√Ķes ficam exibidas em tela-cheia, e o celular vai acompanhando voc√™ atrav√©s do GPS pelo caminho percorrido. Quando √© hora de descer, o dispositivo vibra, impedindo que voc√™ literalmente ‚Äúdurma no ponto‚ÄĚ.

google maps

√Č interessante destacar que, no¬†Android, o novo recurso ainda mostra uma notifica√ß√£o persistente e interativa na tela de desbloqueio. Assim, √© poss√≠vel conferir todos os passos do caminho adiante, bem como descobrir onde voc√™ se encontra no momento, sem desbloquear o dispositivo. Quando voc√™ termina o trajeto ou j√° n√£o precisa mais de um guia digital, √© poss√≠vel finalizar o processo atrav√©s da √°rea de notifica√ß√Ķes do seu celular.

Essa novidade j√° est√° sendo liberada pela Google para alguns usu√°rios selecionados aos poucos. Por isso, √© poss√≠vel que voc√™ j√° tenha o recurso dispon√≠vel no seu app. Para conferir, basta pesquisar um endere√ßo, escolher o transporte p√ļblico e, depois, uma rota. Se o bot√£o de ‚ÄúIniciar‚ÄĚ aparecer no fundo da tela, sua conta no Google Maps j√° est√° com o recurso dispon√≠vel. Caso contr√°rio, basta esperar mais um pouco.

Algo sem precedentes: estudante russo inventa luva que ‘congela’ tempo (V√ćDEO)

SPUTNIK – O estudante russo Aleksandr Mayorov, conhecido pelos apelidos de AlexGyver ou MadGyver (uma refer√™ncia √† s√©rie televisiva MacGyver), desenvolveu um luva que permite “desacelerar” ou “congelar” o tempo, informa o portal Medialeaks.

Um v√≠deo publicado pelo jovem inventor em seu canal do YouTube mostra as¬†capacidades da luva, que facilmente desacelera a rota√ß√£o de um ventilador e de uma furadeira el√©trica, como tamb√©m pode diminuir as¬†oscila√ß√Ķes de um “subwoofer” e o fluxo de √°gua no chuveiro.Por√©m, n√£o se trata de uma m√°quina do tempo. Este aparelho √© equipado com um estrobosc√≥pio e um LED brilhante, controlado por uma placa Arduino, um aceler√īmetro e um potenci√īmetro (divisor de tens√£o).

Quando a frequ√™ncia de movimento das emiss√Ķes do estrobosc√≥pio coincide com a frequ√™ncia de movimento do objeto selecionado, os olhos do observador percebem como se o objeto parasse de se mover.

Os coment√°rios adicionados ao v√≠deo incluem um link para o portal GitHub, onde o desenvolvedor d√° instru√ß√Ķes para montar a luva.

A internet est√° mais segura do que nunca

A web está mudando. Agora, cada vez mais o tráfego de internet está se tornando mais criptografado e difícil de interceptar, como observou o Google, que tem sido um grande apoiador de uma adoção mais massiva do protocolo HTTPS.

Uma breve explicação. O protocolo HTTP, que acompanha a internet desde seus primórdios, não tem criptografia. Isso significa que se alguém mal-intencionado estiver conectado na mesma rede que você, como em um Wi-Fi de um shopping, por exemplo, ele pode interceptar tudo que você acessa e envia para um servidor usando esse protocolo desprotegido. Se você digitar uma senha de banco, ela pode ser roubada. Isso também pode acontecer em outros pontos do trajeto entre o seu dispositivo e o servidor.

O HTTPS é uma evolução desse sistema, representado pelo cadeadinho verde na barra de endereço do seu navegador. Ele cifra o tráfego entre seu dispositivo e servidores de modo que é impossível (ou pelo menos muito difícil) descobrir o que está transitando por ali, mesmo se alguém estiver conectado na mesma rede que você.

O Google tem ajudado na populariza√ß√£o do HTTPS com o Chrome. A empresa come√ßou a alertar que todos os sites que n√£o usem esse sistema s√£o considerados ‚ÄúN√£o seguros‚ÄĚ. Desta forma, a empresa criou um incentivo √† ado√ß√£o ao protocolo, tornando a navega√ß√£o mais segura para todos.

A medida entrou em vigor no ano passado, e as mudanças já são notáveis:

  • 64% do tr√°fego do Android j√° √© protegido, em compara√ß√£o com 42% registrados h√° um ano
  • Mais de 75% do tr√°fego do Chrome no ChromeOS e no MacOS j√° s√£o protegidos (era 60% e 67% respectivamente no ano passado)
  • 71 dos 100 maiores sites na web j√° usam o HTTPS como padr√£o, contra apenas 37 do ano passado
Reprodução

O Chrome, no entanto, n√£o foi a √ļnica forma encontrada pelo Google de ‚Äúcoagir‚ÄĚ p√°ginas a abra√ßarem o HTTPS. A empresa tamb√©m implantou medidas que favorecem sites protegidos em seu buscador, o que pode ser visto tanto como um incentivo quanto como chantagem. De qualquer forma, a web est√° um pouco mais segura hoje do que h√° um ano.

Maconha sob prescri√ß√£o m√©dica √© autorizada pelo governo do Uruguai

A venda de maconha medicinal √© “um grande passo” para que a lei seja cumprida, diz o governo

Montevidéu, 21 de outubro, Urbs Magna

O Uruguai deu um “grande passo” para a conclus√£o da lei da maconha de 2013, autorizando a venda para fins medicinais, disse o secret√°rio presidencial, Juan Andr√©s Roballo.

O Poder Executivo aprovou um decreto, datado de 16 de outubro, que estabelece em seu primeiro artigo a autoriza√ß√£o de “venda sob prescri√ß√£o profissional de especialidades farmac√™uticas com cannabidiol (composto de maconha) como princ√≠pio ativo, elaborado a partir de extratos de cannabis de variedades n√£o psicoativas (c√Ęnhamo), contendo menos de 1% de THC (tetrahidrocannabinol) “.¬†O THC √© o principal componente psicoativo da cannabis.

A id√©ia √© facilitar o acesso a esses produtos sem a necessidade de uma receita especial“, disse o ministro da Sa√ļde, Jorge Basso, a jornalistas na quinta-feira.¬†A venda pode ser feita em farm√°cias privadas e em hospitais, mas o decreto n√£o estabelece a data de in√≠cio da comercializa√ß√£o.

A lei de regulamenta√ß√£o da cannabis, aprovada em 2013 no √Ęmbito do governo de Jos√© Mujica (2010-2015), estabeleceu tr√™s caminhos legais para que os indiv√≠duos obtenham maconha recreativa para fins n√£o m√©dicos: clubes dom√©sticos, sociais ou de associa√ß√£o atrav√©s de farm√°cias registradas.¬†As duas primeiras op√ß√Ķes est√£o operacionais desde 2014 e a terceira desde 19 de julho deste ano.¬†Um decreto de 2015, que regulou a lei de regulamenta√ß√£o da cannabis, estabelece diretrizes para o desenvolvimento e venda de produtos derivados com fins terap√™uticos.

Al√©m da venda de cannabis medicinal em farm√°cias, o ministro da Sa√ļde informou na sexta-feira em confer√™ncia de imprensa que existem duas empresas com os procedimentos avan√ßados para iniciar a produ√ß√£o de maconha medicinal no pa√≠s.¬†Espera-se que essas empresas iniciem a produ√ß√£o em 2018.

A aplica√ß√£o da lei foi dificultada, pois em agosto deste ano os bancos privados e o Banco de la Rep√ļblica, estatal, anunciaram que fechariam contas de farm√°cias que vendem maconha recreativa porque, embora o Uruguai tenha legalizado esse procedimento, o dinheiro vem de uma atividade restrita na maioria dos pa√≠ses do mundo.

Devido a esta situação, seis farmácias dos 16 registrados deixaram de vender maconha recreativa, de acordo com a lista dessas empresas publicada no site do Instituto de Controle e Controle de Cannabis.

Em meados de setembro, Roballo anunciou que o governo est√° elaborando um decreto para permitir que novos estabelecimentos, al√©m de farm√°cias, vendam cannabis em dinheiro para evitar restri√ß√Ķes ao banco internacional, mas ainda n√£o h√° novidades neste novo regulamento.