📷 O Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ministro Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias / Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil | Ao fundo, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump / Imagem redes sociais | O ex-banqueiro Daniel Vorcaro / Foto: Victor Moriyama/Bloomberg
| Brasília (DF)
08 de junho de 2026
O ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que atuará na coordenação de campanha da reeleição do Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi entrevistado pelo jornal O Globo.
Questionado por Victoria Azevedo, da coluna Jogo Político, de Thiago Prado, sobre a queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenções de voto após a divulgação de um áudio dele cobrando dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme ‘Dark Horse’, o ministro afirmou que Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin são “dois líderes muito experientes”.
Na sequência, Dias deixou registrada a sua indignação com o “peso muito grande” que a eleição terá, questionando: “Como uma autoridade do Senado ou da Câmara ou governador se mete com o PCC, com lavagem de dinheiro, com Vorcaro? Como é que se envolve com tantas linhas criminosas?”
Em seguida, Wellington Dias disse que “Vorcaro é como um posto Ipiranga do crime no Brasil. Precisa de uma mesada? Fala com o Vorcaro. Precisa fazer um filme de papai? Fala com o Vorcaro”.
Segundo o ministro, ficou “claro” que Flávio Bolsonaro foi aos EUA se reunir com o presidente do país, Donald Trump, para “abafar o escândalo do Master”, especialmente após a imediata classificação do das organizações PCC e Comando Vermelho como terroristas.
“Uma medida irresponsável, antipatriota, que coloca o interesse individual, familiar, de pequenos grupos acima do interesse maior do povo brasileiro”, disse o ministro.
Ele lembrou que Lula esteve com Trump “e acertaram trabalhar juntos sobre esse tema”. E questionou o interesse de Flávio Bolsonaro quando chegou à Casa Branca “de forma tão subalterna perante o presidente dos EUA para fazer um pedido”.
Wellington Dias vê “risco real de prejuízo econômico para o Brasil” e defende uma avaliação de “crime de lesa-pátria” por parte do senador, filho do condenado por tentativa de golpe de Estado.
Segundo Dias, os “tratados internacionais” são um caminho viável para a reversão de quaisquer sanções e/ou tarifas injustas: “Nós não somos um país qualquer. Somos um país com soberania, democracia e laços com outros países do mundo”.
A jornalista de O Globo questiona o ministro sobre eventual dificuldade para o governo explicar que Lula e o PT não “defendem bandidos”, como visto nos discursos dos adversários. Ele responde que “quem mais atingiu o coração do crime foi o governo Bolsonaro”.
“Quem mais prendeu criminosos? Quem mais teve a coragem de alcançar os grandões do crime? Foi o governo do presidente Lula”, afirmou Wellington Dias.
E concluiu afirmando que “se tenta abafar, esconder o elo entre criminosos do Master com o PCC. Quem tem que se explicar são eles”.
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