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Jorge Messias cita “Judas” na ‘Marcha para Jesus’ e quebra a internet: “Tariflávio” (vídeos)

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O advogado-geral da União

📷 O advogado-geral da União, Jorge Messias, concede entrevista em que cita “mesa de Jesus” com “Judas” em resposta a questionamento sobre polarização política em evento ‘Marcha para Jesus’, com participação de Flávio Bolsonaro |4.6.2026| Montagem de imagens reprodução / redes sociais

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
04 de junho de 2026

O advogado-geral da União, Jorge Messias, representou o Presidente da República Federativa do Brasil, Liz Inácio Lula da Silva (PT), na 34ª edição da 'Marcha para Jesus', realizada em São Paulo, nesta quinta-feira (4/jun).

No mesmo trio elétrico estava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

Lula introduziu a 'Marcha para Jesus' no Brasil ao sancionar em 2009 a Lei Federal 12.025, após o apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Igreja Renascer em Cristo, trazer para o País a ideia criada em 1987, na Inglaterra, pelo pastor Roger Forster.

Questionado sobre dividir o espaço com o opositor, Messias respondeu de forma direta: “Na mesa de Jesus tem lugar pra Thiago, tem lugar pra Pedro, tem lugar pra Tomé, tem lugar até para Judas. Na mesa de Jesus, o único perfeito é Deus”.

A declaração ganhou peso porque ocorre semanas após a rejeição da indicação de Messias ao STF.

O homem com notável saber jurídico recebeu votos de recusa de vários congressistas, muitos com a reputação duvidosa, divergente do perfil ilibado do AGU.

Em 29 de abril, o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias por 42 votos a 34, marcando a primeira negativa a um indicado presidencial ao Supremo em mais de um século. Bolsonaristas celebraram o resultado como vitória institucional.

Messias, no entanto, compareceu ao evento religioso a pedido de Lula, que, em ligação ao vivo com o apóstolo Estevam Hernandes, explicou sua ausência:

“Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”.

A citação de Judas ganha contornos políticos no atual cenário. Nas semanas anteriores, Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump na Casa Branca.

Poucos dias depois, a administração norte-americana propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais e o impacto do Pix em empresas americanas.

Aliados de Lula passaram a chamar o senador de "Tariflávio" e a associá-lo à narrativa de traição à pátria.

Busca em perfis no X revela que contas alinhadas ao campo progressista atribuem diretamente a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelo tarifaço.

Termos como "Tariflávio", "traidor da pátria" e "inimigos do Pix" dominam as publicações.

Levantamento da Nexus Pesquisa, citado pelo Valor, indica que 78% das postagens sobre o tema são críticas ao senador (87% quando excluídos conteúdos neutros), enquanto 13% são favoráveis.

A estimativa para comentários envolvendo Flávio Bolsonaro e Trump no contexto brasileiro (e ecoados em discussões nos EUA) aponta cerca de 80% contrários à dupla e 20% favoráveis, refletindo o predomínio da narrativa de soberania nacional.

Por isso o desespero do senador em "tirar proveito político de algo sagrado", como alfinetou Lula.

O episódio ilustra tensão entre polarização política e o espaço sagrado da fé.

Messias deixou claro que compareceu “para louvar e adorar”, sem transformar o ato em palanque.

Lula, ao priorizar o princípio de não instrumentalizar o religioso, reforça compromisso com a democracia que separa Igreja e Estado.

Fontes confirmam que Messias repetiu a citação de Judas em duas entrevistas durante o evento.

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FAQ Rápido

Por que Messias citou Judas?
Para ilustrar que o espaço religioso acolhe todos, inclusive adversários políticos, em momento de questionamento sobre dividir o trio com Flávio Bolsonaro.

Lula participou da Marcha para Jesus?
Não. O presidente optou por não comparecer para evitar qualquer percepção de uso político de evento sagrado em ano eleitoral.

O que é Tariflávio?
Apelido dado por aliados de Lula a Flávio Bolsonaro após reunião com Trump e a subsequente proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

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