Janot insiste e faz nova denúncia contra Temer: orcrim e obstrução de justiça

Janot denuncia Temer pelos crimes de organização criminosa e obstrução da justiça

O procurador-geral da República Rodrigo Janot concluiu no final da noite de quarta-feira (13) a nova denúncia contra o presidente Michel Temer. O material tem mais de duzentas páginas e a previsão é de que seja apresentado até o fim da tarde desta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal.

A acusação dos crimes de organização criminosa e obstrução da justiça contra Temer trará uma menção ao ‘quadrilhão do PMDB’ . O documento apresentado tem base no depoimento delator dos executivos da JBS bem como do corretor de valores Lúcio Funaro.

Para Janot, o crime de obstrução da justiça caracterizou-se no momento em que Temer deu aval para Joesley comprar o silêncio de Funaro e Eduardo Cunha. Já a organização criminosa refere-se à atuação dos membros da cúpula do PMDB na câmara, sendo Michel Temer acusado de ter o poder de decisão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, terá seu mandato expirado neste domingo e será substituído por Raquel Dodge, indicada pelo presidente da república.

 

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Joesley e Saud se entregam à Polícia

Prisão temporária, por cinco dias

6138226_x720Joesley Batista e o ex-executivo da JBS Ricardo Saud omitiram que estavam sendo aconselhados pelo ex-procurador da República Marcelo Miller durante o processo do acordo de delação premiada. A constatação está na decisão na qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou a prisão temporária, por cinco dias, dos acusados, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Apesar da conclusão, Fachin negou pedido de Janot para que Miller também fosse preso, por entender que ainda não há indícios que justifiquem a medida em relação ao ex-procurador, acusado por Janot de fazer “jogo duplo”em favor da JBS durante o período em que trabalhou no Ministério Público Federal (MPF), antes de pedir demissão para integrar um escritório de advocacia que prestou serviços à empresa.

“Percebe-se, pelos elementos de convicc a o trazidos aos autos, que a omissa o por parte dos colaboradores quando da celebrac a o do acordo, diz respeito ao, em princi pio, ilegal aconselhamento que vinham recebendo do enta o procurador da Repu blica Marcello Miller”, disse Fachin.

Antes de pedir a prisão dos envolvidos ao STF, Rodrigo Janot suspendeu os benefícios do acordo de colaboração premiada e, consequentemente, anulou a cláusula que dava imunidade penal a Joesley Batista e Ricardo Saud até que a investigação aberta para apurar o caso seja finalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Após ser informada sobre a decisão na qual a prisão foi decretada, a assessoria do empresário Joesley Batista confirmou que ele e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud devem se apresentar à Polícia Federal hoje (10) ou amanhã (11). Os empresários estão em São Paulo e podem ir a Brasília para se entregar.

Na sexta-feira (8), após o depoimento de Miller na Procuradoria da República no Rio de Janeiro, a defesa do ex-procurador disse que ficou sabendo do pedido de prisão pela imprensa.

“Dez horas de depoimento para já ter um pedido [de prisão] pronto? Então para quê esse depoimento? Se o procurador-geral fez o pedido de prisão, para que pediu para ele [Miller] ser ouvido? As declarações dele [Miller] não interessam ao Ministério Público?”, questionou a defesa.

LULA, DILMA e todo o PT são denunciados por JANOT

Urbs Magna, 05 set 2017 23:00h GMT

Rodrigo Janot acaba de denunciar Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Guido Mantega, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, João Vaccari e Edinho Silva pelo crime de orcrim.

O procurador geral da república sustenta que os acusados formaram uma organização criminosa no Partido dos Trabalhadores para receber propina desviada da Petrobras durante as investigações da Operação Lava Jato.

Mais detalhes na próxima publicação

Relator da denúncia contra Temer desfilia-se do PMDB

Sergio Zveiter, o deputado relator da denúncia apresentada por Janot contra o presidente da república Michel Temer, pediu sua desfiliação do PMDB.

Ele entregou o pedido na presidência do diretório do partido no Rio de Janeiro. Zveiter disse que sofre represália do partido desde que manifestou-se favorável ao trâmite da acusação de corrupção passiva quando argumentou a gravidade da denúncia.

“Após a divulgação do parecer de minha relatoria, passei a sofrer ameaças de represálias e ameaças de expulsão oriundas da direção do partido e de outros membros do PMDB que atuaram em prol do arquivamento sumário das denúncias. Tudo registrado por diversos meios de comunicação, daí meu pedido de desfiliação”

O relatório foi rejeitado pela maioria dos componentes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) votado no plenário da Câmara em 2 de agosto, quando Zveiter manteve sua posição favoráel ao deferimento da autorização da denúncia.