Segundo cálculo feito pela Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle do Senado Federal, o impacto da PEC do Quinquênio pode chegar a quase R$ 82 bilhões em apenas três anos
A PEC do Quinquênio, Proposta de Emenda à Constituição que prevê aumento salarial de 5% a cada cinco anos de serviço para membros do Judiciário e do Ministério Público, foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal podendo ser levada ao plenário da Casa para votação em maio.
A Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle calcula que o impacto pode chegar a quase R$ 82 bilhões em apenas três anos.
Ontem à noite, terça-feira (23/4), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se encontrou com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT) e 18 senadores, na residência do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), em uma tentativa de evitar a aprovação da PEC do Quinquênio, conforme expôs o ‘g1‘.
Haddad afirmou que seria temerário aprovar o texto da proposta, enfatizando a importância de manter a estabilidade econômica. Segundo ele, notícias como o avanço da PEC do Quinquênio afetam a conjuntura econômica do país.
O ministro da Fazenda aproveitou a reunião para destacar que a economia está apresentando melhorias e apontou para a semana positiva em relação ao dólar, que recuou após uma sequência de altas.
Foram abordadas ainda as incertezas no cenário internacional, que impactam diretamente na economia do Brasil. Haddad disse que se reuniu com representantes da agência de classificação de risco ‘Moody’s‘ e que a agência deve divulgar em breve a nota de crédito do Brasil, a qual tende a ser influenciada por decisões de gastos tomadas pelo Congresso.
Segundo a mídia que informou sobre a reunião, Haddad também elogiou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e lembrou aos senadores da importância de manter o controle das contas públicas, destacando a necessidade de mostrar que o país está atento a essa questão.
