Vice-presidente compartilhou matéria sobre cooperativas que investirão R$ 7,4 bilhões na área industrial, segundo levantamento de mídia do grupo ‘Globo‘
O vice-presidente da República Federativa do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), compartilhou em suas redes sociais uma matéria do ‘Valor Econômico‘, que foi ao ar nesta segunda-feira (29/4), em cujo título lê-se: “Cooperativas do agronegócio investirão R$ 7,4 bilhões em projetos industriais“.
Alckmin, que também é ministro do ‘Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços‘, comentou a boa notícia afirmando, na plataforma social de microblogging ‘X‘, que “no governo do presidente Lula sempre dá para melhorar o que já é bom.
“Nosso agro, que é altamente competitivo, não para de se modernizar e de agregar valor à sua produção, com cooperativas agrícolas que são altamente eficientes e um orgulho nacional“, concluiu, na mensagem em que compartilhou o link para a matéria, a qual Lula repostou.
Veja abaixo e saiba mais, a seguir:
No governo do presidente @LulaOficial, sempre dá para melhorar o que já é bom. Nosso agro, que é altamente competitivo, não para de se modernizar e de agregar valor à sua produção, com cooperativas agrícolas que são altamente eficientes e um orgulho nacional. pic.twitter.com/yxM4wYudIq
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) April 29, 2024
Segundo o texto, apesar de queda de rentabilidade em 2023, as líderes do setor no país farão novos desembolsos; no ano passado aportes corresponderam a R$ 3,8 bilhões. Oito das maiores cooperativas do agronegócio – Coamo, Lar, Aurora, Comigo, Cocamar, C. Vale, Frísia e Coopavel – investirão R$ 7,4 bilhões na área industrial, diz um levantamento da mídia do grupo ‘Globo’.
O foco são projetos industriais, destinados a aumentar o valor agregado dos produtos e, com isso, melhorar a rentabilidade. Em alguns casos, os aportes se estenderão até 2026. No ano passado, os investimentos foram de R$ 3,8 bilhões.
Mesmo com a queda de rentabilidade em 2023, os projetos serão possíveis em razão dos bons resultados acumulados em anos anteriores.
“As cooperativas estão sendo chamadas a usar suas reservas ou buscar financiamentos para sustentar o plantio da safra ou a expansão dos negócios, tendo em vista a perda de rentabilidade dos cooperados”, diz Fabio Silveira, sócio diretor da MacroSector. Para o economista, as margens das cooperativas seguirão pressionadas este ano pelo baixo preço dos grãos, pela quebra de safra no Brasil e pela diminuição das importações chinesas de carnes.
Entre os valores anunciados neste ano, o mais alto é da Coamo. A maior cooperativa agrícola do país desembolsará R$ 3,5 bilhões entre 2024 e 2026. Em 2023, investiu R$ 569,7 milhões em uma fábrica de ração, entrepostos e escritórios. Do volume de recursos para o atual triênio, destinará R$ 1,67 bilhão às obras de uma usina de etanol de milho.
A goiana Comigo, por sua vez, investirá R$ 1,3 bilhão até 2026 em uma planta industrial em Goiás, com capacidade de processar 5 mil toneladas de soja por dia. Já a Cocamar, que investiu R$ 315 milhões em 2023, anunciou aportes de até R$ 1 bilhão. Ela deve usar metade desse valor para ampliar em 50% a capacidade de esmagamento de soja na fábrica de Maringá (PR). Após investir R$ 2,7 bilhões nos últimos três anos, a Aurora fará aportes de R$ 783,4 milhões este ano para ampliar, modernizar fábricas e comprar plantas industriais.
Castrolanda e outras cinco cooperativas – Agrária, Bom Jesus, Capal, Coopagrícola e Frísia – investiram R$ 1,5 bilhão de 2021 até agora para construir a Maltaria Campos Gerais, com capacidade para 240 mil toneladas por ano. O plano prevê novo desembolso de R$ 1,5 bilhão a partir de 2028.
