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Haddad se reúne com Campos Neto em meio a preocupação do Banco Central com inflacão

    Encontro ocorre ante expectativa da instituição financeira de aumento da inflação, com a sinalização de pleno emprego no Brasil – Indicador está em seu menor nível para o período desde 2014

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    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto irá a um gabinete do Ministério da Fazenda em São Paulo, nesta quinta-feira (2/5), entre 14h e 15h, para uma reunião com o gestor da pasta, Fernando Haddad (PT).

    O encontro ocorre diante de uma expectativa de aumento da inflação, com a sinalização de pleno emprego no Brasil, apesar da taxa de desemprego ter subido de 7,5% no trimestre encerrado em dezembro para 7,9% em março, puxada pela habitual dispensa de trabalhadores temporários no início do ano.

    Mas, na terceira gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da SIlva (PT), o indicador está em seu menor nível para o período desde 2014, dez anos antes, quando chegou a 7,2%. Já a renda subiu 1,5% na comparação com o fim do ano passado e 4% contra o mesmo período de 2023, alcançando R$ 3.123 no trimestre.

    A preocupação do BC, segundo o jornal ‘O Globo‘, é que uma previsão de aumento exacerbado da inflação leve a uma interrupção no corte da taxa básica de juros, a Selic.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central realizou o último corte na taxa básica de juros em março, cumprindo a sequência de quedas previstas no final do ano passado. O corte foi de 0,5 ponto percentual, levando a Selic para 10,75%. Antes, a taxa estava em 11,25% ao ano.

    Haddad vem de um esforço concentrado para evitar a aprovação de pautas no Congresso que elevam os gastos públicos. Na noite de terça-feira, o ministro elogiou a aprovação pelo Senado do programa de incentivo a eventos, chamado de Perse. Após uma negociação que provocou atrito entre o governo e os parlamentares, o texto que seguiu para a sanção presidencial com uma versão menos onerosa aos cofres públicos.

    Na quarta-feira, o ministro também comemorou o fato de a agência de classificação de riscos Moody mudar a perspectiva sobre a nota de crédito do Brasil. Agora, há uma avaliação “positiva” para o país. O rating atualmente está em Ba2 e a perspectiva anterior era “estável“.

    Autonomia BC

    Nos últimos meses, Campos Neto também vem tentando emplacar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de ampliação da autonomia do BC, para dar independência financeira e orçamentária ao órgão, tornando-o uma empresa pública.

    A Proposta que tramita no Congresso sobre a autonomia financeira e administrativa do BC permitirá à instituição definir sua própria política de pessoal, inclusive os salários dos servidores. Eles vem reclamando dos baixos salários pagos pela instituição, em comparação com outros bancos privados.

    A receita independente viria da senhoriagem, que é o lucro que se tem com a emissão, administração e circulação da moeda, e algumas taxas cobradas pelo Banco Central.

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