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Apesar do ‘fim de Bolsonaro’, ‘fracassamos moralmente’ ao não afastá-lo ‘pela via do impeachment’

    “Jair Bolsonaro deve sofrer uma fragorosa derrota [para LULA] nas urnas”, escreve o jornalista Hélio Schwartsman

    Jair Bolsonaro deve sofrer uma fragorosa derrota [para LULA] nas urnas“, escreve o jornalista Hélio Schwartsman, na Folha de S. Paulo. As últimas pesquisas de intenções de voto mostram forte tendência para os votos úteis, oriundos de eleitores de Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) que querem decidir já, neste domingo (2/10), LULA (PT) como o novo presidente a partir de 2023.

    Mesmo admitindo que o conceito de culpa coletiva é complicado, para dizer o mínimo, acho que dá para afirmar que nós, como sociedade, fracassamos moralmente ao não afastar Bolsonaro pela via do impeachment“, prossegue Schwartsman.

    A dúvida é se a queda será sacramentada já ou se será necessária a votação do dia 30. Em qualquer hipótese, ele permanece no cargo até 31/12/2022, o que exigirá de nós muita atenção, pois, embora as chances de um golpe exitoso pareçam remotas, é bastante provável que ele aposte na confusão e também tente plantar armadilhas para seu sucessor“.

    “… as instituições foram capazes de evitar uma ruptura constitucional. Mas elas sofreram enorme desgaste ao longo dos últimos quatro anos e é razoável afirmar que só resistiram porque houve mobilização de setores influentes da sociedade civil e da comunidade internacional. Sem isso, a história poderia ter sido diferente“, opina o jornalista.

    Não ter usado os remédios constitucionais para nos livrar de um governante desses é uma nódoa que teremos de carregar. Ao não tê-lo afastado, nós o normalizamos”.

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