Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

    PF acumula provas contra Centrão e pode fechar Caso Master sem delação de Vorcaro

    Senador Ciro Nogueira durante sessão no Congresso Nacional

    O senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante sessão no Congresso Nacional / Foto: Lula Marques / Agência Brasil

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    10 de maio de 2026

    A Polícia Federal dispõe agora de elementos suficientes para concluir o Caso Master sem depender da delação premiada de Daniel Vorcaro.

    A quinta fase da Operação Compliance Zero trouxe apreensões diretas nos endereços ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro, além de análise de oito celulares e computador do controlador do Banco Master.

    Segundo o Metrópoles, investigadores consideram o conjunto probatório robusto o bastante para encerrar o inquérito mesmo sem colaboração plena do empresário.

    As novas evidências incluem mensagens interceptadas que mencionam repasses mensais de até R$ 500 mil ao senador em troca de favorecimento no Congresso, além do pagamento de despesas como hospedagens, voos e contas em restaurantes.

    A CNN Brasil e a BBC News Brasil confirmam que esses achados colocam em segundo plano a proposta de delação, entregue pela defesa de Vorcaro em 5 de maio e ainda em análise pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

    A avaliação interna é que Daniel Vorcaro oferece uma “colaboração seletiva”, poupando nomes e omitindo o destino de recursos da fraude bilionária envolvendo venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).

    O g1 relata que conteúdo prévio foi considerado insuficiente, com cobrança por mais detalhes e provas concretas — documentos, gravações e rastros financeiros.

    A PF avisou a defesa que não interromperá novas fases para aguardar o acordo.

    Ciro Nogueira reagiu na sexta-feira (8/mai) classificando a operação como “perseguição política” e afirmou que tentam “manchar” sua imagem em ano eleitoral.

    Outros alvos da fase incluem o irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, administrador formal de empresa usada para dissimular repasses, e o operador financeiro Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho.

    A Operação Compliance Zero expõe o núcleo financeiro-operacional do esquema, com Daniel Vorcaro preso desde 4 de março e inquérito com vigência até meados de maio, sujeito a prorrogação pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

    A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República priorizam provas técnicas sobre delações incompletas, preservando a credibilidade das instituições.

    O inquérito, que já mapeia eixos de fraude envolvendo FGC e previdências, tende a se estender a outros nomes do poder político, independentemente do desfecho da colaboração de Vorcaro.

    A PF e a PGR consideram a proposta atual ainda fraca. A análise prossegue, mas o inquérito avança com base nas provas já colhidas.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    FAQ Rápido

    1. A delação de Daniel Vorcaro foi rejeitada?
    Não de forma definitiva. A proposta entregue em 5 de maio ainda está em análise, mas a PF e a PGR avaliam que o material não traz elementos inéditos suficientes.

    2. Quais são os principais alvos da quinta fase?
    Além de Ciro Nogueira, foram citados o primo Felipe Cançado Vorcaro, o irmão do senador e o operador financeiro Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho.

    3. O inquérito pode ser prorrogado?
    Sim. O relator André Mendonça (STF) deve decidir sobre prorrogação, pois o prazo atual vence em meados de maio.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Caso Banco Master | Colunas Balanceadas | Efeito 3D nos Cards

    O Caso Banco Master (ou Escândalo do Banco Master) é a maior fraude bancária da história do Brasil. Envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, acusado de montar um esquema bilionário de fraudes financeiras, venda de carteiras de crédito falsas, corrupção de servidores do Banco Central, lavagem de dinheiro, organização criminosa e intimidação de adversários.

    Tudo começou em 2019, quando o banco ganhou autorização para operar. As irregularidades explodiram em 2024, com a venda de cerca de R$ 12,2 bilhões em títulos de crédito sem lastro para o BRB (Banco de Brasília). Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado. No mesmo dia, Vorcaro foi preso preventivamente no aeroporto de Guarulhos ao tentar fugir para o exterior — primeira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

    A operação já tem cinco fases (até maio/2026):
    1ª fase (nov/2025): prisão de Vorcaro.
    2ª fase (jan/2026): buscas em endereços da família e de Nelson Tanure (Reag Investimentos).
    3ª fase (mar/2026): Vorcaro preso novamente por núcleo de intimidação e espionagem.

    Fases seguintes: foco em influência política no Congresso Nacional, incluindo a “emenda Master” (apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI) para elevar a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão) e emendas sobre mercado de crédito de carbono e transição energética (envolvendo Hugo Motta, presidente da Câmara).

    A PF encontrou mensagens em que Vorcaro comemora: “Saiu exatamente como mandei”. Investigadores apontam repasses mensais, viagens de luxo e vantagens a políticos em troca de favores legislativos. O inquérito corre no STF sob relatoria do ministro André Mendonça.

    A profundidade das investigações promete revelar novos desdobramentos nos próximos meses.

    Urbs Magna acompanhou o caso desde o início.

    Leia algumas matérias:

    As investigações seguem em ritmo acelerado e novas fases da Operação Compliance Zero devem revelar mais articulações políticas e financeiras. O impacto do escândalo abala as instituições financeiras e o cenário político brasileiro, com desdobramentos no Congresso.

    A Polícia Federal já indicou que o esquema de corrupção envolvendo o Banco Master pode ter ramificações internacionais, com recursos desviados para offshores. O ministro André Mendonça autorizou novas diligências.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading