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    PF apura influência de Vorcaro em leis do Congresso que beneficiam negócios de energia e carbono

    Daniel Vorcaro

    Daniel Vorcaro durante evento / Imagem reprodução / Redes Sociais (digital remastering upscaling)

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    10 de maio de 2026

    A Polícia Federal apura a influência exercida por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em projetos de lei no Congresso Nacional que poderiam beneficiar seus negócios nos setores de energia e crédito de carbono.

    A investigação, revelada pelo O Globo neste sábado (09/mai), integra a Operação Compliance Zero e coloca sob lente de aumento a relação entre interesses privados e decisões legislativas.

    De acordo com os investigadores, Vorcaro atuou para modificar textos enquanto ainda tramitavam no Legislativo.

    Um dos focos é o projeto que regulamentou o mercado de carbono no Brasil. Emenda apresentada por Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara, em dezembro de 2023, obriga entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investir percentual mínimo de suas reservas em créditos de carbono ou fundos ligados.

    A medida, incorporada à lei final, é contestada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) no Supremo Tribunal Federal.

    Outro ponto central é o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), que prevê o Fundo Verde administrado pelo BNDES para financiar iniciativas ecológicas.

    A Polícia Federal identificou ainda emenda de Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

    O texto foi redigido integralmente pela assessoria do Banco Master e reproduzido pelo senador.

    Mensagem obtida pela PF registra comemoração de Vorcaro: “Saiu exatamente como mandei”.

    O caso expõe riscos à democracia quando o lobby privado interfere na agenda legislativa sem transparência.

    Empresas como Golden Green Participações e Global Carbon, ligadas à rede de Vorcaro, atuam no mercado de carbono, enquanto fundos administrados pela Reag — em liquidação pelo Banco Central — recebiam recursos do grupo.

    Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que não apresentou emendas nos projetos citados.

    Hugo Motta declarou que “o ato de legislar não é crime” e que a emenda resulta de acordo partidário voltado à sustentabilidade.

    A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre o tema.

    O inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça do STF, avança com buscas em endereços ligados a Ciro Nogueira.

    Assim, fica claro que há necessidade de mecanismos mais robustos de controle de influência no Congresso Nacional, garantindo que a legislação reflita o interesse público e não agendas corporativas.

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    FAQ Rápido

    O que a PF investiga exatamente?
    A influência de Daniel Vorcaro para alterar projetos de lei sobre crédito de carbono e transição energética em benefício de seus negócios.

    Quais parlamentares são citados?
    Ciro Nogueira (PP-PI) e Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara.

    Qual o impacto para o mercado de carbono?
    A emenda de Hugo Motta pode injetar até R$ 9 bilhões anuais, criando mercado cativo questionado por especialistas e pela CNseg.

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    Caso Banco Master | Colunas Balanceadas | Efeito 3D nos Cards

    O Caso Banco Master (ou Escândalo do Banco Master) é a maior fraude bancária da história do Brasil. Envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, acusado de montar um esquema bilionário de fraudes financeiras, venda de carteiras de crédito falsas, corrupção de servidores do Banco Central, lavagem de dinheiro, organização criminosa e intimidação de adversários.

    Tudo começou em 2019, quando o banco ganhou autorização para operar. As irregularidades explodiram em 2024, com a venda de cerca de R$ 12,2 bilhões em títulos de crédito sem lastro para o BRB (Banco de Brasília). Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado. No mesmo dia, Vorcaro foi preso preventivamente no aeroporto de Guarulhos ao tentar fugir para o exterior — primeira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

    A operação já tem cinco fases (até maio/2026):
    1ª fase (nov/2025): prisão de Vorcaro.
    2ª fase (jan/2026): buscas em endereços da família e de Nelson Tanure (Reag Investimentos).
    3ª fase (mar/2026): Vorcaro preso novamente por núcleo de intimidação e espionagem.

    Fases seguintes: foco em influência política no Congresso Nacional, incluindo a “emenda Master” (apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI) para elevar a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão) e emendas sobre mercado de crédito de carbono e transição energética (envolvendo Hugo Motta, presidente da Câmara).

    A PF encontrou mensagens em que Vorcaro comemora: “Saiu exatamente como mandei”. Investigadores apontam repasses mensais, viagens de luxo e vantagens a políticos em troca de favores legislativos. O inquérito corre no STF sob relatoria do ministro André Mendonça.

    A profundidade das investigações promete revelar novos desdobramentos nos próximos meses.

    Urbs Magna acompanhou o caso desde o início.

    Leia algumas matérias:

    As investigações seguem em ritmo acelerado e novas fases da Operação Compliance Zero devem revelar mais articulações políticas e financeiras. O impacto do escândalo abala as instituições financeiras e o cenário político brasileiro, com desdobramentos no Congresso.

    A Polícia Federal já indicou que o esquema de corrupção envolvendo o Banco Master pode ter ramificações internacionais, com recursos desviados para offshores. O ministro André Mendonça autorizou novas diligências.

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