Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, deixa o CDP2, Centro de Detenção Provisória em Guarulhos, SP |19.11.2026| Foto: Fábio Vieira/Estadão | O ex-presidente Jair Bolsonaro / Foto: ANSA/EPA
Brasília (DF), 02 de maio de 2026
O escândalo do Banco Master ganha contornos decisivos com a iminência das delações de Daniel Vorcaro.
Segundo Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, o bolsonarismo celebra vitórias previsíveis no Congresso, mas não deve se iludir: as confissões que se aproximam podem expor o núcleo do esquema que operou sob proteção governamental.
Tudo começou em 2019, primeiro ano do governo Jair Bolsonaro.
O Banco Master recebeu autorização para operar no mercado financeiro.
Roberto Campos Neto, então à frente do Banco Central, permitiu que as irregularidades seguissem.
O próprio Campos Neto havia sido indicado por Bolsonaro.
Daniel Vorcaro destinou milhões de reais exclusivamente para campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas.
Não houve doações para outros políticos.
Seu cunhado, Fabiano Zetel, sócio do banco e envolvido no esquema do INSS, usou R$ 5 milhões para financiar essas mesmas campanhas.
O operador financeiro era também pastor da Igreja da Lagoinha.
A Polícia Federal investiga como ex-diretores do Banco Central indicados pelo governo anterior — entre eles Paulo Sérgio Souza e Beline Santana — teriam recebido vantagens para não fiscalizar o Banco Master.
Quatro conselheiros mudaram o voto e autorizaram o funcionamento da instituição, substituindo o veto anterior da gestão Ilan Goldfag, nomeado por Michel Temer.
O caso ganhou o apelido de Bolsomaster.
Para acobertar as fraudes, o governador Ibanês Rocha, aliado de Bolsonaro em Brasília, tentou usar o Banco de Brasília na compra do Banco Master.
O mesmo banco liberou empréstimo em condições especiais para a aquisição de mansão de R$ 6 milhões por Flávio Bolsonaro — valor que o ex-governador João Doria estimou em R$ 14 milhões.
O senador, à época, não possuía renda comprovada compatível com o financiamento.
Uma quadrilha apelidada A turma, comandada por Vorcaro e Zetel, espionava autoridades, invadia bancos de dados do Ministério Público e da Polícia Federal e organizava ataques a jornalistas e desafetos.
O grupo mantinha ligação com a extrema direita e com o deputado Nikolas Ferreira.
Eduardo Guimarães ressalta que Vorcaro e seus aliados sabem exatamente o que o STF espera das delações.
Não haverá espaço para delações furadas contra o PT: as provas existentes apontam para o bolsonarismo que autorizou, protegeu e se beneficiou do esquema.
As confissões devem chegar durante o período eleitoral e trazer evidências concretas.
A leitura de Eduardo Guimarães aponta que o caso transcende uma simples fraude bancária.
Ele expõe como o poder político pode ter sido usado para blindar operações ilegais que lesaram aposentados via descontos no INSS e geraram lucros ilícitos.
A transparência que surge agora fortalece as instituições e reafirma o compromisso com a democracia e a justiça.
FAQ Rápido
1. O que é o esquema Bolsomaster?
É o nome dado ao conjunto de fraudes e proteções políticas envolvendo o Banco Master, autorizado em 2019 e supostamente blindado pelo governo Bolsonaro.
2. Quem são os principais nomes citados?
Daniel Vorcaro, Fabiano Zetel, Roberto Campos Neto, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas aparecem como centrais nas doações, autorizações e empréstimos suspeitos.
3. Por que as delações preocupam o bolsonarismo?
Porque Vorcaro só doou para Bolsonaro e Tarcísio de Freitas e possui provas que não podem ser jogadas contra o PT, segundo a análise de Eduardo Guimarães.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
