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Alckmin recebe estudo do Fórum Econômico Mundial após Lula assinar Estratégia de Economia de Impacto

    O vice-presidente da República Federativa do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), deve analisar recomendações de entidades do terceiro setor para ampliação de oportunidades de empreendededorismo socioambiental | Na imagem, Alckmin e o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conversam durante cerimônia de diplomação, em dezembro de 2022

    A nova política pública visa estimular o empreendedorismo voltado a soluções para problemas socioambientais no Brasil

    O vice-presidente da República Federativa do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), receberá um estudo intitulado ‘Desbloqueando a Economia de Impacto‘, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, após o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da SIlva (PT), assinar, em agosto, a criação da nova Estratégia Nacional de Economia de Impacto (ENIMPACTO) – nova política pública que visa estimular o empreendedorismo voltado a soluções para problemas socioambientais no país.

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    O relatório da organização sem fins lucrativos, conhecida por suas reuniões anuais em Davos, que reúne recomendações para fomento do empreendedorismo socioambiental no país, estará nas mãos de Alckmin amanhã, quarta-feira (8/11).

    O documento vai ser debatido em mesa redonda no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço com a participação da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship [Fundação Schwab para o Empreendedorismo Social].

    A organização suíça sem fins lucrativos Schwab fornece plataformas a nível nacional, regional e global para promover o empreendedorismo social sob supervisão legal do Governo Federal Suíço, sendo uma das entidades irmãs do Fórum Econômico Mundial.

    Também estarão presentes representantes do movimento Catalyst 2030 Brasil, que, no mundo, é formado por empreendedores e inovadores sociais que trabalham colaborativamente para acelerar o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    Representantes da Aliança pelo Impacto também participam. A iniciativa fomenta o ecossistema de investimentos e negócios de impacto e atua pela formação e produção de conhecimento, articulação nacional, articulação internacional e influência em políticas públicas. A entidade representa o Brasil no Global Steering Group on Impact Investing – GSG com sede no Reino Unido.

    Programado das 15h às 17h, o evento vai reunir cerca de 50 lideranças, entre representantes do governo, de empresas e de entidades ligadas ao ecossistema de impacto socioambiental no Brasil.

    Este encontro servirá como uma plataforma para discutir estratégias e soluções para um futuro mais inclusivo e sustentável“, diz François Bonnici, chefe de Inovação Social do Fórum Econômico Mundial e diretor-executivo da Schwab, que participará das discussões em Brasília, conforme transcrinão na ‘Folha de S. Paulo‘.

    Para Bonicci, a participação do governo no encontro demonstra o interesse do poder público em investir em economia de impacto. “Esse setor tem o potencial de remodelar nosso cenário econômico, colocando as pessoas e o planeta em primeiro plano“.

    A economia de impacto diz respeito à atividade econômica gerada por entidades do terceiro setor e do setor 2,5 (chamado de negócios de impacto), que atuam na busca de soluções para problemas socioambientais do país.

    Segundo o relatório, a economia social responde por cerca de 7% do PIB global e até 10% dos empregos em países como Bélgica, Itália, e França.

    O Catalyst 2030 Brasil adaptou o relatório para o contexto brasileiro e traçou recomendações ao governo para fomentar a economia de impacto. Entre as medidas estão o aumento do crédito para o empreendedorismo e o investimento em educação e pesquisa.

    O estímulo à participação de mais negócios em compras públicas e privadas e coletar mais dados sobre impacto social também estão entre as sugestões da entidade.

    Gisela Solymos, CEO do Catalyst 2030 Brasil, afirma que o evento acontece em um momento importante da economia mundial. “Com várias guerras acontecendo, o papel dos empreendedores sociais é crucial para promover o diálogo entre diferentes atores“, diz.

    Lula assinou, em dia 16 de agosto, o decreto n. 11.646 que institui a Estratégia Nacional de Economia de Impacto e o Comitê de Economia de Impacto, substituindo o decreto 9.977, de 19 de agosto de 2019, em iniciativa coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – MDIC, por meio da sua Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria e do seu Departamento de Novas Economias.

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