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Quem é Tchongolola Tchongonga-Ekuikui VI, que está no Brasil para debater reparação histórica dos negros

    O Rei Tchongolola Tchongonga-Ekuikui VI, em foto da Secom Itajaí/SCTodoDia

    O Rei e líder do maior grupo étnico de Angola já esteve em SP, em SC e agora está no RJ, onde participa nesta terça-feira (7/11) de encontro no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, no mês da Consciência Negra – SAIBA QUEM É ESSE CARA

    O Rei Tchongolola Tchongonga-Ekuikui VI, líder do maior grupo étnico de Angola, está no Brasil para participar de um debate sobre a importância da reparação histórica para a população negra brasileira.

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    A visita foi programada para o mês de celebração da Consciência Negra (dia 20 – data que relembra as lutas dos movimentos negros pelo fim da opressão provocada pela escravidão).

    O encontro, que ocorre nesta terça-feira (7/11), no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Zona Portuária, está com lotação esgotada, informa ‘O Globo‘.

    Após o evento, o Rei fará um passeio pela região do Cais do Valongo, onde desembarcou a maioria dos escravizados vindos da África para o Brasil. A visita histórica marca o reencontro simbólico com os filhos de Angola separados durante o longo processo de escravização.

    Depois do debate, haverá uma apresentação cultural de slam, uma espécie de campeonato de poesia falada, que tem origem na cultura do Hip Hop, na década de 1990 em Chicago, Estados Unidos.

    Já na quarta-feira pela manhã, o Rei participa de um seminário sobre cultura e pluralidade religiosa na UNIperiferias, na favela da Maré, região onde se concentra o maior número de migrantes angolanos que vivem no Rio de Janeiro.

    À tarde, o monarca participa de um encontro de quilombolas no Quilombo no Camorim, o mais antigo do Rio de Janeiro. O local foi ocupado por pessoas escravizadas trazidas de Angola.

    Antes do Rio, o Rei do grupo étnico Ovimbundos esteve em São Paulo, a convite do Centro Cultural Casa de Angola e em Santa Catarina, onde participou de uma série de atividades promovidas pela Universidade Federal de Santa Catarina, pela comemoração dos 48 anos de Independência de Angola.

    No estado de São Paulo, no sábado (28/10), Tchongolola Tchongonga-Ekuikui VI – o 37º Rei da sua linhagem – cumpriu duas profecias que declarou realizadas: “Tudo o que fizemos foi recomendado por nossos ancestrais“, disse conforme transcrição na ‘Folha de S. Paulo‘, sobre o relato de que depois de todo o suplício dos tempos escravocratas, uma majestade angolana atravessaria o oceano atlântico e visitaria seu povo em diáspora.

    Segundo o jornal, antes da realização, até o menos crente dos seres humanos podia sentir que algo extraordinário estava para acontecer no quilombo Cafundó, a cerca de 12 km do centro de Salto de Pirapora, no interior paulista, onde moram 135 quilombolas.

    Em Santa Catarina, o Rei angolano participou do lançamento da campanha Itajaí Sem Racismo ocorre, na quarta-feira (01/11), em iniciativa para divulgar e fortalecer a promoção da igualdade racial em todas as esferas durante o mês da Consciência Negra, conforme noticiou o ‘SCTododia‘.

    Aos 39 anos, o rei Tchongolola Tchongonga-Ekuikui VI é o 37º soberano do reino subnacional do Bailundo, localizado na região central de Angola. O Rei foi coroado aos 37 anos por pertencer à linhagem de Ekuikui, sendo o primeiro neto legítimo de descendência por linha materna do falecido Rei Augusto Katchitiopololo (rei Ekuikui IV).

    Além de ser formado em Direito, o monarca fala quatro idiomas: o Umbundu, idioma oficial do Reino do Bailundo, além da língua francesa, portuguesa e inglesa.

    Tchongolola é um líder respeitado e admirado, sendo considerado um símbolo de resistência e de luta pela liberdade e justiça.

    Sua presença no Brasil é uma oportunidade de celebrar a cultura e a história africanas, e de promover a reflexão sobre a importância da diversidade e da inclusão.

    O Reino do Bailundo foi Estado pré-colonial africano dos povos Ovimbundos e surgiu no Planalto Central de Angola em meados de 1700.

    O rei Ekuikui VI é formado em Direito, além de ser poliglota: fala quatro línguas, sendo uma delas o Umbundu, língua oficial do Reino do Bailundo.

    O Reino do Bailundo surgiu em meados de 1700 e foi um estado nacional africano, dos povos Ovimbundu, dotado de poderes políticos e econômicos.

    O Reino encontra-se localizado no Planalto Central de Angola, e abrange as províncias do Huambo, Benguela, Kwanza Sul, Bié e uma parte da Huíla.

    Quando surgiu o Reino do Bailundo? No princípio o nome era Halavala, deu-se este nome devido a sua localização geográfica que estava próximo de um monte. Posteriormente mudou-se o nome para “Mbalundo” devido ao uso de jóias, bijuterias que o povo tinha o costume de usar, estes acessórios chamavam-se Ombalundo.

    O Reino comporta um palácio real, 35 residências para os membros da corte e jangos que servem para julgamentos tradicionais que ajudam a resolver os problemas sociais que ocorrem na aldeia.

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