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‘Se o bolsonarista não for sempre radicalizado, abre-se brecha para a normalidade entrar na cabeça dele’

    Erika Hilton é brilhante ao afirmar que “o bolsonarismo depende da radicalização pra fazer sentido. Se a convocação pro ato não colocou as pessoas nas ruas, essas lideranças vão buscar novos inimigos, conspirações e temáticas que incendeiem-as” – Leia à íntegra e assista ao vídeo

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    “O bolsonarismo depende da radicalização pra fazer sentido. Se o bolsonarista não for constantemente radicalizado pelas suas lideranças, abre-se brecha pra normalidade entrar na cabeça dele. Então, se a convocação pro ato não colocou as pessoas nas ruas, essas lideranças vão retornar pras suas casas e gabinetes e buscar novos inimigos, conspirações e temáticas que incendeiem-as” , escreve a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) em sua conta na plataforma social de microblogging ‘X‘, onde compartilhou trecho de um vídeo em que ela é entrevistada pelo portal ‘Brasil de Fato‘.

    “O bolsonarismo não está morto. O palanque montado pela extrema-direita hoje no Rio mostra isso. Mas há poréns: Primeiramente, considerando todas as lideranças que convocaram esse ato, a mobilização, o planejamento e a ajuda do bilionário [Elon Musk] dono desta rede, o ato está fraco. Se o bolsonarismo queria mandar um recado, no fim o recado que foi passado é que pouco mudou nas ruas. Porém não nos enganemos: isso não significa de maneira alguma que os bolsonaristas se acalmarão”, disse Hilton.

    Segundo a deputada, os “novos inimigos, conspirações e temáticas” para incendiar os bolsonaristas “serão mais Prefeitos colocando fogo em livros, mais Governadores mandando a Polícia matar, mais Congressistas abertamente propondo a guerra entre os Poderes e rasgar a Constituição“.

    “Tudo isso pro objetivo principal: manter essa base incendiada pras eleições. Não as de 2026, as desse ano, pras Prefeituras e Câmaras Municipais. É nosso papel então trabalhar para que ano que vem elas não estejam dominadas pelo bolsonarismo”, afirmou.

    Assista ao trecho da entrevista:



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