Ele foi exonerado rapidamente após Operação da PF em Recife; saque milionário em agência bancária tinha jato particular; parlamentar alega total desconhecimento dos fatos
Brasília (DF) · 22 de março de 2026
A Polícia Federal prendeu em flagrante quatro homens na sexta-feira (20/mar) após monitorar o saque de R$ 2,7 milhões em espécie numa agência bancária no centro de Recife (PE).
Um dos detidos era o assessor parlamentar Fernando José Palma Sampaio, que atuava no gabinete do deputado federal Vinicius Carvalho (PL-SP) e funcionava como segurança do grupo no momento da abordagem.
O saque ocorreu logo após o desembarque dos outros três envolvidos em jato particular na capital pernambucana.
O dinheiro seria repassado entre eles, conforme apurou a coluna de Mirelle Pinheiro no portal Metrópoles. As prisões foram efetuadas imediatamente depois da retirada do montante.
Ainda na mesma data, Vinicius Carvalho determinou a exoneração imediata do assessor, que recebia remuneração líquida de R$ 9.306,76 mais R$ 1.784,42 em auxílios.
Em nota assinada pelo advogado Antonio Belarmino Jr. , o parlamentar afirmou surpresa com os fatos e reforçou:
“Conforme consta do próprio termo de declarações prestado pelo assessor, restou expressamente consignado que o parlamentar não tinha conhecimento dos deslocamentos, tampouco de quaisquer condutas investigadas, inexistindo qualquer relação entre o deputado e os eventos sob apuração. No mesmo sentido, a manifestação do Ministério Público Federal reconhece que não há elementos que indiquem envolvimento do parlamentar.”
Os outros presos foram identificados como Luiz Henrique de Albuquerque Bueno, empresário do setor de transformadores, Tiago Galve dos Santos, dono de empresa de obras de alvenaria, e Tales Mariano Carvalho da Silva. Todos foram autuados em flagrante por lavagem de dinheiro e levados à sede da Polícia Federal.
A operação ganha relevância porque reforça o compromisso das instituições com a transparência pública. A Polícia Federal informou que “as investigações continuam para apurar a origem dos recursos e possíveis outros ilícitos”. O episódio também mobiliza o debate sobre accountability na política, especialmente quando figuras ligadas ao Congresso aparecem em contextos de lavagem de dinheiro.
O deputado federal Vinicius Carvalho (PL) reiterou que o assessor não exercia funções administrativas de relevo, mas apenas de apoio.
Especialistas em direito penal destacam que a exoneração, embora imediata, não interrompe o curso das apurações, garantindo que o Estado atue com independência. O caso envolve ainda a lavagem de dinheiro, prática que compromete a integridade das instituições democráticas.
O assessor parlamentar foi detido em operação que expõe riscos na administração pública – o montante em dinheiro vivo apreendido de R$ 2,7 milhões e o uso de jato particular para deslocamento rápido levantaram suspeitas.
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Esse partido liberal só elegeu gente boa. Se botar todos em um liquidificador não sai nenhum que presta!!
Esses pastores deputados sempre se eximem dos crimes.