‘Nature’ pede ação contra agenda de destruição ambiental de Jair Bolsonaro – artigo da revista internacional foi assinado por 1.239 cientistas

04/02/2020 1 Por Redação Urbs Magna
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Publicado por ET URBS MAGNA


Rede Brasil Atual – Principal revista científica internacional, a Nature publicou nesta segunda-feira (3) um artigo assinado ao todo por 1.239 cientistas de diversas instituições de pesquisa do Brasil e do exterior, entre eles Carlos Nobre e Paulo Artaxo.

Os signatários destacam o fato de estar no país a maior parte da floresta Amazônica, o que é um elemento crítico para estabilizar o sistema climático da Terra e manter seus ecossistemas terrestres bem conservados, que armazenam imensas quantidades de carbono e 12% dos recursos hídricos globais.

Que esses, mais os ecossistemas marinhos, abrigam 10% da biodiversidade do mundo, incluindo muitas espécies úteis para alimentação, medicamentos e construção.

Além disso, a diversidade cultural do Brasil inclui mais de 300 grupos étnicos que preservam conhecimento ecológico indígena ancestral e historicamente têm prestado serviços essenciais para as sociedades.

Os pesquisadores destacam ainda que desde 2005, políticas de conservação bem-sucedidas tornaram o Brasil um exemplo global de governança ambiental, em especial com a expansão de Áreas Protegidas e demarcação de Terras Indígenas, o desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento para detectar a perda de vegetação e a intervenção nas cadeias de fornecimento de soja e carne bovina.

Mas que agora, o governo do presidente Jair Bolsonaro está desmantelando as políticas socioambientais do país, comprometendo a governança de serviços ecossistêmicos de importância global.

Para reverter esta agenda destrutiva, eles sugerem medidas como o desenvolvimento de uma agroindústria sustentável, a promoção do uso estratégico de incentivos para expandir os sistemas de produção baseados na biodiversidade e a agricultura de baixo carbono, o fortalecimento dos sistemas públicos locais para o desenvolvimento agropecuário sustentável, o fortalecimento dos sistemas públicos locais de controle sobre o uso de agrotóxicos, o investimento em ciência, biotecnologia e inovação baseado na diversidade biológica nativa.

Mas para isso, é necessária a pressão de parceiros comerciais internacionais, governos estaduais e municipais,membros do legislativo e cidadãos preocupados que pressionem o governo brasileiro “antes que a humanidade perca serviços críticos dos ecossistemas”.


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