BOLSONARO tuíta a WITZEL (Gov 2019 Rio) apoiando MASSACRE de BANDIDOS em FAVELAS

04/11/2018 2 Por Redação Urbs Magna

No Twitter, Bolsonaro indica apoio a massacre planejado e prometido por Witzel, governador eleito no Rio de Janeiro

Wilson Witzel pretende contratar atiradores com autorização para atirar sem aviso e de longa distância em pessoas portando fuzis – tempos atrás, Bolsonaro criou mais uma polêmica ao afirmar que a rocinha deveria ser bombardeada sem a menor preocupação com a baixa de inocentes


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Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro retuitou (repostou em seu perfil no Twitter) no começo da noite deste sábado (3) uma mensagem com a qual indica que apoiará a política de massacre anunciada pelo governador eleito do Rio, Wilson Witzel, que pretende contratar atiradores (snipers, em inglês) com autorização para atirar sem aviso e de longa distância em pessoas portando fuzis. Na postagem, o autor original mostra uma foto de cinco homens com fuzis e, na legenda, ironiza a imagem: “Acho que vai cair uma tempestade, olha quanto guarda chuva”.

Trata-se de uma referência à resposta de Witzel a uma repórter em entrevista à GloboNews na última terça-feira (29). Nela, Witzel defendeu o uso dos atiradores para “abater” pessoas que portarem fuzis, ainda que de costas, porque elas representam uma ameaça. Na ocasião, Witzel foi questionado sobre casos em que guarda-chuvas ou furadeiras foram confundidos com armas (veja aqui).

Com a história da repressão policial e, agora, militar, nas favelas e morros cariocas e fluminenses, teme-se que a autorização de Witzel, agora com apoio de Bolsonaro, libere policiais e militares para um verdadeiro massacre no Estado. Um relatório elaborado pela Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Rio de Janeiro aponta para uma série de violações praticadas por militares desde o início da intervenção federal na segurança pública do estado. O relatório Circuito de Favelas por Direitos traz relatos de roubos, invasões de casa, agressões verbais, físicas e estupros (leia aqui).

Nos últimos dias, juristas têm se manifestado unanimemente contra a iniciativa. Até o ministro da Segurança Pública do governo Temer, aliado de Bolsonaro, Raul Jungmann.


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