Foto aérea feita a partir de drone da rede Globo mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar ao lado de Michelle e pets – Reprodução redes sociais
Brasília (DF) · 17 de abril de 2026
A defesa de Jair Bolsonaro informou nesta sexta-feira (17/abr) ao Supremo Tribunal Federal que o ex-presidente apresenta melhora clínica e já está apto para realizar cirurgia no ombro direito.
Segundo relatórios médicos enviados à Corte, Bolsonaro, de 71 anos, registra boa evolução dos quadros pulmonar e digestivo após pneumonia bilateral.
Sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico diminuíram, e o ajuste na medicação para crises de soluço obteve resposta satisfatória, conforme o g1.
O laudo ortopédico, porém, destaca persistência de dores noturnas e limitação funcional no ombro direito. Exame físico e ressonância magnética confirmaram lesão de alto grau, de natureza traumática e refratária à fisioterapia.
“Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, registra o documento.
A recomendação é por via artroscópica, técnica minimamente invasiva.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março, medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes diante das condições de saúde.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, o ex-presidente segue rotina de dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora, além de controle da pressão arterial.
O ortopedista Alexandre Paniago avaliou o atual quadro como adequado para o procedimento, reforçando a indicação já apresentada em abril. A defesa atende exigência do STF para atualização periódica do estado de saúde.
Especialistas em justiça observam que o processo demonstra o equilíbrio entre direitos humanos e o estado de direito, garantindo tratamento adequado sem prejuízo à democracia.
A política brasileira acompanha o caso como exemplo de transparência nas decisões judiciais sobre saúde de condenados.
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