Paulo Henrique Costa, ex-CEO do BRB, durante evento no Rio de Janeiro em abril de 2025 / Foto: Sam Barnes/Web Summit via Sportsfile via Getty Images | Antonio Rueda, presidente do União Brasil / Foto: divulgação União Brasil
| Brasília (DF)
11 de maio de 2026
Um negócio de pai para filho realizado na gestão de Paulo Henrique Costa como presidente do BRB com um empresário próximo ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, é tratado internamente como um esqueleto deixado pelo executivo e possível capítulo de delação premiada, segundo matéria de Malu Gaspar, em O Globo.
A transação envolveu a venda de 49% da BRB Financeira para um consórcio liderado por José Ricardo Lemos Rezek, dono de empresas nos setores imobiliário e agropecuário.
O valor acertado foi de R$ 320 milhões, pagos em dez parcelas anuais.
O acordo foi anunciado em fato relevante em 31 de março de 2025, após tratativas iniciadas em julho de 2024, e desfeito em dezembro de 2025, logo após a liquidação do Banco Master e a primeira prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro.
José Ricardo Lemos Rezek detinha 39% do consórcio, enquanto Carla Pontes e André Azin participavam com 5% cada.
O pai de Rezek, José Ricardo Rezek, doou R$ 1,5 milhão ao Diretório Nacional do União Brasil em 2023, segundo dados do TSE.
Rezek foi ainda convidado para a festa de 50 anos de Antonio Rueda em Mykonos, na Grécia.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investigam o caso no âmbito da Operação Compliance Zero.
O Banco Central barrou a transferência de capital por falhas na comprovação da origem dos recursos e alertou repetidamente sobre atipicidades.
Em nota enviada ao O Globo, Rezek afirmou que “desde o início, tratou-se de uma negociação de natureza exclusivamente comercial, que jamais sofreu qualquer tipo de interferência política”.
O negócio ocorreu paralelamente à tentativa do BRB de adquirir o Banco Master, operação também vetada pelo Banco Central e que culminou na liquidação da instituição privada.
Costa, afastado do cargo, sinaliza interesse em delação premiada e foi transferido de prisão após indicar disposição para colaborar.
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FAQ Rápido
1. O que era o negócio da BRB Financeira?
Venda de 49% da subsidiária para grupo ligado a aliado de Antonio Rueda por R$ 320 milhões, desfeita após escândalos do Banco Master.
2. Por que o acordo é chamado de “de pai pra filho”?
Pela proximidade entre José Ricardo Lemos Rezek, seu pai (doador ao União Brasil) e o presidente do partido.
3. Qual o impacto para a democracia?
O caso expõe a necessidade de maior transparência em bancos públicos para evitar influência indevida e proteger o interesse coletivo.
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Esses Bolsonaristas estão metidos num lamaçal, muito pior do que imaginamos, dificilmente vão livrar da PAPUDA