Brasília (DF)
04 de outubro de 2026
OPresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu, na noite deste domingo (4/out), que esperava vencer já no primeiro turno, e classificou o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como a “prova dos nove” da eleição. O senador, em entrevista no QG da campanha em Brasília, disse estar “muito feliz” e afirmou que “a palavra é mudança”. A decisão de 25 de outubro define quem ocupa o Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos.
O QUE O TSE CONFIRMOU ÀS 20H56?
O G1 registrou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou o segundo turno neste domingo (4/out), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Naquela parcial, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos e Lula, 44,74%. Nenhum dos dois havia atravessado a metade dos votos válidos, linha exigida para encerrar a disputa no primeiro turno.
Os percentuais de 47,39% e 44,74% são a parcial informada no instante da confirmação, com 96,78% das urnas apuradas. Não são, nesta matéria, o resultado final consolidado. O número de quase 56 milhões de votos é a conta apresentada por Flávio Bolsonaro na entrevista, não um boletim oficial fechado do TSE.
O mesmo anúncio, às 20h56, foi citado na entrevista de Flávio, também publicada pelo G1, com reportagem de Gabriella Soares e Júlia Christine, em Brasília.
O QUE LULA DISSE DEPOIS DA PARCIAL?
Lula, que disputa um quarto mandato, discursou na noite deste domingo (4/out). Segundo o G1, ele disse que o segundo turno é a “prova dos nove” das eleições e que vai derrotar o senador.
A confissão sobre a expectativa de vitória imediata foi direta:
“O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno.”
Em seguida, tratou as três semanas até 25 de outubro como prorrogação e listou o eixo que pretende levar ao eleitor:
“O jogo vai começar. Estamos na prorrogação. Na prorrogação, nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuarmos o projeto de desenvolvimento tecnológico, científico, exploração de terras raras e minerais críticos, e vamos mostrar o que vai ser o crescimento da nova indústria no Brasil.”
O QUE FLÁVIO RESPONDEU NO QG EM BRASÍLIA?
No QG da campanha, em Brasília, Flávio Bolsonaro comemorou o volume de votos e a ida ao segundo turno contra Lula. As aspas publicadas pelo G1 são estas:
“Estou muito feliz com o resultado, são quase 56 milhões de brasileiros que me deram esse voto de confiança, para mudança. A palavra é mudança.”
“Foi por muito pouco [que não venceu no primeiro turno]. Fiquei feliz com a quantidade de brasileiros que foram às urnas. É o fim da era do PT, está decretada a mudança no país.”
“Eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para atacar e resolver os problemas reais do Brasil. Quero oportunidade de cuidar do Brasil e do povo.”
A reportagem do G1 registra ainda que o senador atribuiu à era do PT endividamento de brasileiros, fechamento de empresas e alta de impostos. Também o descreve como contrário à reeleição. Segundo o relato do veículo, Flávio afirmou que Lula, por já ter disputado várias eleições, estaria preocupado com o poder, enquanto ele estaria preocupado com o futuro do Brasil. Essa formulação é paráfrase do G1, não aspa literal localizada na matéria.
Outro ponto da entrevista, destacado no subtítulo do G1, é a afirmação de que, se eleito, poderá indicar pelo menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que, nas palavras atribuídas ao candidato, não vão “interferir nas eleições”. A matéria não detalha quais cadeiras nem o calendário dessas indicações.
QUEM FICOU DE FORA E O QUE MUDA EM JANEIRO?
Segundo o G1, ficaram para trás Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO). A reportagem não publica o percentual de cada um desses nomes.
O calendário institucional, também segundo o G1, é este: os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro. Se Flávio Bolsonaro vencer, assume aos 45 anos em 5 de janeiro de 2027, na cadeira ocupada pelo pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Se Lula vencer, inicia um quarto mandato aos 81 anos e se torna o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes.
A eleição, na leitura do G1, consolidou a polarização entre bolsonarismo e petismo. Antes do pleito, levantamentos já tratavam o confronto direto como empate técnico, entre eles os registrados pelo Urbs Magna a partir da Quaest, da AtlasIntel e da Vox Brasil. Uma leitura anterior do portal sobre a chance de encerrar a disputa em 4 de outubro está em Flávio Bolsonaro pode vencer Lula no primeiro turno?.
O QUE ACONTECE AGORA?
Faltam três semanas. O voto útil que não se concentrou no primeiro turno volta ao centro da disputa: os eleitores de Caiado, Cury, Zema, Renan Santos e dos demais nomes eliminados terão de escolher entre os dois finalistas, anular, votar em branco ou abster-se. Nenhum dos dois textos do G1 registra, até esta apuração, apoio formal desses candidatos a um dos finalistas.
A análise aponta que a “prova dos nove” citada por Lula e o “fim da era do PT” decretado por Flávio descrevem a mesma data, 25 de outubro, com projetos opostos. Um lado pede continuidade de um projeto industrial, científico e mineral. O outro apresenta a própria votação como ruptura e condiciona um eventual governo a um único mandato e a indicações ao STF. A urna, não o discurso da noite, é que transforma qualquer das duas frases em fato.
FAQ Rápido
Quando é o segundo turno?
Em 25 de outubro, conforme o anúncio do TSE registrado pelo G1 na noite deste domingo (4/out).
Quem liderava quando o segundo turno foi confirmado?
Na parcial das 20h56, com 96,78% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% e Lula, 44,74%, segundo o G1. Não é o boletim final.
Flávio pode indicar quatro ministros do STF?
É o que ele afirmou na entrevista ao G1: se eleito, poderá indicar pelo menos quatro ministros. A matéria não confirma vagas, nomes nem datas.
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