Ex-diretor-geral da PRF quis justificar radiocirurgia como artimanha para evitar questionamentos, mas não enganou polícia do Paraguai, que estranhou o cão
Brasília, 26 de dezembro 2025
Um novo detalhe revelado sobre a fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo Bolsonaro, preso no Paraguai nesta sexta-feira (26/dez), envolve uma declaração médica falsa de que o bolsonarista sofre de um câncer no cérebro, o que o tornaria incapaz de falar, ouvir e até de ver, devido aos efeitos colaterais de quimio e radioterapia.
A justificativa era que a viagem para El Salvador seria para realizar uma radiocirurgia, um procedimento avançado para tratar tumores cerebrais. Essa artimanha aparentemente visava evitar questionamentos ou interações durante o embarque, facilitando a evasão sem levantar suspeitas.
No entanto, a polícia paraguaia o deteve em Assunção, encontrando o passaporte falso em nome de “Julio Eduardo Baez Fernandez”, um cidadão paraguaio real, cujo documento original foi usado indevidamente, e a carta médica fraudulenta.
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Além disso, Vasques viajava acompanhado de seu cachorro da raça pitbull, o que adiciona um elemento peculiar à operação de fuga.
A Polícia Federal (PF) confirmou que a perda do sinal da tornozeleira desencadeou a busca, e agora ele pode enfrentar novas acusações por falsificação de documentos e tentativa de evasão.
Essa revelação sobre o suposto tratamento de câncer destaca o nível de planejamento e astúcia na tentativa de escape, mas acabou contribuindo para sua captura.
Acusado de interferência eleitoral em 2022 e de envolvimento em atos golpistas relacionados ao 8 de janeiro de 2023, Vasques estava em prisão domiciliar no Brasil com tornozeleira eletrônica, mas o sinal do dispositivo foi perdido, alertando as autoridades.

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Lamento pelo cachorro, que perdeu o tutor e aínda ficará abandonado no Paraguai.
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