📷 Após o tarifaço dos EUA, o governo brasileiro promete resposta calculada: Lei de Reciprocidade, crédito para empresas afetadas e campanha com o slogan “O Brasil Não Se Entrega”. O objetivo, segundo o Executivo, é proteger empregos e reduzir os impactos econômicos |•| Arte Urbs Magna
| Brasília (DF)
22 de julho de 2026
O governo brasileiro reage ao tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre determinados produtos nacionais, em vigor desde a zero hora desta quarta-feira (22/jul).
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, explicou os critérios para aplicação da Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso.
Ele afirmou à Rádio Bandeirantes que o Brasil “vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário”, segundo o g1.
O Partido dos Trabalhadores lançou mobilização com o slogan “O Brasil Não Se Entrega”.
O Executivo também amplia o acesso ao crédito por meio do Plano Brasil Soberano para mitigar impactos sobre empresas e empregos, conforme o g1.
A medida americana, justificada por supostas barreiras ao comércio, atinge setores como etanol, máquinas agrícolas e papel, enquanto exclui commodities como petróleo, café e carne bovina.
O Brasil registra déficit comercial com os Estados Unidos nos últimos anos e contesta o caráter político da decisão, que envolve críticas a sistemas como o PIX e regras de plataformas digitais.
Márcio Elias Rosa declarou: “Se você for adotar a reciprocidade, precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo”.
O ministro destacou a necessidade de dimensionar qualquer contramedida para evitar prejuízo maior à economia brasileira do que ao parceiro comercial.
A Lei de Reciprocidade permite adotar barreiras equivalentes a medidas unilaterais que onerem ou restrinjam o comércio brasileiro.
O governo Lula considera o instrumento distinto de retaliação. Ele será acionado quando necessário e após avaliação cautelosa dos efeitos.
Fontes diplomáticas indicam que o tarifaço reflete mais sanção ideológica do que regulação de mercado, dificultando negociação imediata.
O PT responde com a campanha “O Brasil Não Se Entrega”, reforçando a defesa da soberania nacional.
O slogan ecoa posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra pressões externas que buscam enfraquecer a economia e oferecer palco à oposição de extrema direita.
Para socorrer empresas, o Executivo ativa e amplia o Plano Brasil Soberano.
A iniciativa direciona recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para linha de crédito subsidiada, priorizando setores com maior dependência de exportações aos Estados Unidos.
Medidas complementares incluem adiamento de tributos e estímulo a compras governamentais de produtos afetados.
Essas ações conectam-se a respostas anteriores do Brasil a tensões comerciais globais. Elas visam preservar empregos e investimentos enquanto mantêm postura de autonomia estratégica.
O impacto futuro depende da duração do tarifaço e de eventuais negociações multilaterais.
FAQ Rápido
O que é a Lei de Reciprocidade?
Instrumento aprovado pelo Congresso que autoriza o Brasil a adotar medidas equivalentes contra barreiras unilaterais impostas por outros países.
Qual o valor da linha de crédito do Plano Brasil Soberano?
O plano libera bilhões em financiamentos subsidiados via FGE e BNDES para empresas exportadoras e fornecedores afetados, com foco na manutenção de empregos.
Por que o PT lançou a campanha “O Brasil Não Se Entrega”?
Para mobilizar apoio popular à defesa da soberania econômica diante de pressões externas consideradas arbitrárias.
Atualização: Novas reuniões entre governo e setores produtivos ocorrem nesta semana para ajustar o Plano Brasil Soberano. Detalhes serão divulgados em breve.
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