Brasília (DF)
08 de outubro de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% na primeira pesquisa de segundo turno divulgada depois das urnas, segundo o Poder360. A diferença de 6 pontos supera a margem de erro e reposiciona a disputa a 17 dias da votação de 25 de outubro.
O QUE A PESQUISA MEDIU?
O levantamento PoderData/Aya ouviu 3 mil pessoas entre segunda-feira (5/out) e quarta-feira (7/out), por telefone celular e fixo, em 705 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-08134/2026. Os percentuais de 53% e 47% são de votos válidos, critério que, pela legislação eleitoral, desconsidera brancos e nulos.
O instituto informa que os resultados foram arredondados e que, por isso, a soma de algumas tabelas pode não fechar em 100%.
IMPORTANTE: A pesquisa não é o resultado da eleição. Ela registra intenção de voto no período de campo, com margem de 1,8 ponto para mais ou para menos. A vantagem de 6 pontos está fora dessa margem no recorte de votos válidos, mas o segundo turno só se decide nas urnas, em 25 de outubro. O registro BR-08134/2026 identifica o estudo na Justiça Eleitoral; não equivale a projeção oficial do TSE.
O QUE MUDOU EM UMA SEMANA?
Na rodada anterior do PoderData/Aya, encerrada a dois dias do primeiro turno, Lula tinha 50% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro, 47%. Em uma semana, o petista recuou 3 pontos e o senador avançou 3. A dianteira numérica, que era do presidente, passou ao candidato do PL.
COMO FOI O PRIMEIRO TURNO?
No domingo (4/out), Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos válidos, o equivalente a 47,03%. Lula somou 53.879.538, ou 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual. A apuração do TSE foi encerrada na madrugada de segunda-feira (5/out).
Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro, com 2,89% e 3.448.569 votos. Renan Santos (Missão) teve 2,24%. Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%. O bloco fora dos dois finalistas foi o menor terceiro lugar percentual desde 1989.
Antes das urnas, o Urbs Magna já tratava a hipótese de definição no primeiro turno, sob eventual vitória de Flávio Bolsonaro. As urnas não produziram maioria absoluta. A disputa foi ao segundo turno.
QUEM O ELEITOR ACHA QUE VENCE?
A pergunta sobre chance de vitória moveu mais do que a intenção de voto. Agora, 54% dizem que Flávio Bolsonaro tem mais chance de vencer. Outros 37% apontam Lula. Nove por cento não souberam responder. Na rodada anterior, eram 45% para o senador e 48% para o presidente. A expectativa favorável a Flávio subiu 9 pontos; a de Lula caiu 11.
Entre quem votou em Flávio no primeiro turno, 92% confiam que ele será eleito. Entre quem votou em Lula, 76% confiam na eleição do petista. O Poder360 descreveu o resultado das urnas como um impulso que a primeira pesquisa posterior ao primeiro turno mostra ampliado.
ONDE CADA CANDIDATURA SE APOIA?
No recorte de mulheres, Lula aparece com 50% e Flávio Bolsonaro com 42%. O texto consultado não detalha os 8 pontos restantes desse cruzamento. Flávio registra os melhores percentuais no Centro-Oeste (54%), no Sudeste (51%) e no Sul (58%), e 55% entre quem cursou o ensino médio. Os percentuais de Lula nesses mesmos recortes regionais não foram discriminados nas sínteses publicadas.
A rejeição também se moveu. Dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio 43% dos entrevistados, ante 46% na rodada anterior. A rejeição a Lula está em 46%.
Sobre o trabalho pessoal do presidente, 49% desaprovam, 44% aprovam e 7% não souberam responder. Na avaliação da administração federal, 50% desaprovam, 44% aprovam e 6% não souberam. Na classificação espontânea da gestão, 37% dizem ótimo ou bom, 14% regular, 46% ruim ou péssimo e 3% não responderam.
O QUE O HISTÓRICO DE SEGUNDO TURNO INDICA?
O Poder360 escreveu que “nunca houve, desde a redemocratização, uma eleição presidencial em que o 2º colocado no 1º turno tenha terminado vencedor no 2º”. O Estadão já havia documentado o mesmo padrão de 1989 a 2022: o primeiro colocado do primeiro turno confirmou a vitória no segundo. Em 1994 e 1998 não houve segundo turno. O precedente não determina 2026. Indica apenas que a virada pedida pela campanha de Lula não tem exemplo presidencial neste período.
A análise aponta que o dado mais sensível, neste momento, não é só a liderança de 6 pontos. É a combinação entre vantagem fora da margem, queda de 3 pontos do presidente em uma semana e mudança da expectativa de vitória. Pesquisas feitas antes do domingo (4/out), como AtlasIntel/Bloomberg e Meio/Ideia, ainda mostravam empate técnico. O novo levantamento é o primeiro da série PoderData/Aya depois das urnas, não uma média de todos os institutos.
Para o Brasil e para a América Latina, o efeito imediato é de agenda. O segundo turno concentra o debate em economia, custo de vida, segurança e serviços públicos, com desdobramento sobre câmbio, juros e a condução da política social. Uma matéria anterior do Urbs Magna já registrava modelos privados divididos entre o peso da incumbência e o peso de segurança e corrupção. Esse equilíbrio, na leitura do novo levantamento, pendeu numericamente para o senador.
O QUE ACONTECE AGORA?
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Até lá, novos institutos devem entrar em campo. A campanha de Lula precisa reabrir espaço entre eleitores que hoje projetam a vitória do adversário. A de Flávio Bolsonaro tenta transformar a dianteira do primeiro turno e a queda da própria rejeição em maioria de votos válidos. Nenhuma das duas tarefas está decidida por esta pesquisa.
FAQ Rápido
Flávio Bolsonaro está à frente de Lula na pesquisa?
Sim, no PoderData/Aya divulgado nesta quinta-feira (8/out). São 53% para Flávio Bolsonaro e 47% para Lula, em votos válidos.
A diferença está fora da margem de erro?
Sim. A vantagem é de 6 pontos e a margem do estudo é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos.
Quando é o segundo turno?
Em 25 de outubro. O primeiro turno foi no domingo (4/out).
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