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    T(r)emor em Brasília: ex-presidente do BRB pede transferência da Papuda para fechar delação no caso Master

     

    Pedido ao STF por Paulo Henrique Costa sinaliza colaboração premiada que pode revelar detalhes de esquema bilionário de corrupção envolvendo carteiras de crédito do Banco Master e o banco estatal brasiliense

    Ex-presidente do BRB e Congresso Nacional

    O ex-presidente do BRB durante entrevista ao GPS |28.6.2023| Imagem reprodução GPS TV Brasília | Ao fundo, o Congresso Nacional, órgão máximo do Poder Legislativo federal do Brasil, responsável por criar leis, aprovar o orçamento e fiscalizar o Poder Executivo, composto por duas casas que representam o povo (Câmara dos Deputados) e os estados/Distrito Federal (Senado Federal) / Foto: Ana Volpe/Senado Federal

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Brasília (DF) · 23 de abril de 2026

    O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril na quarta fase da Operação Compliance Zero, vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) transferência do Complexo Penitenciário da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

    O objetivo declarado é negociar acordo de delação premiada no esquema investigado no caso Banco Master.

    O pedido será analisado pelo relator, ministro André Mendonça.

    A informação, revelada inicialmente pela colunista Malu Gaspar, também foi reportada pelo Correio Braziliense e pelo O Globo.

    Costa também trocou a equipe jurídica na quarta-feira (22/abr): dispensou o advogado Cléber Lopes e contratou os criminalistas Eugênio Aragão (ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff) e Davi Tangerino, especialistas em colaboração premiada, conforme reportado pelo UOL e pela Folha de S.Paulo.

    A defesa sustenta que as tratativas de delação premiada não podem ocorrer dentro da Papuda, cuja administração cabe ao Governo do Distrito Federal.

    Há ainda preocupação com a segurança do investigado, pois o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) é apontado como possível personagem central em eventual colaboração.

    O movimento segue o mesmo roteiro do ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, que obteve transferência similar após sinalizar interesse em delatar.

    A Operação Compliance Zero apura suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na compra, pelo BRB, de carteiras de crédito avaliadas em R$ 12,2 bilhões, consideradas fraudulentas e ligadas ao Banco Master.

    Investigadores identificaram seis imóveis de alto padrão — quatro em São Paulo e dois em Brasília — entregues como pagamento ilícito, totalizando R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos.

    Na decisão de prisão, André Mendonça classificou Costa como “verdadeiro mandatário” de Vorcaro dentro do banco estatal.

    O avanço das negociações de delação premiada reforça o compromisso institucional com a justiça e a transparência.

    Quem apresentar informações relevantes primeiro tende a ganhar prioridade junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

    O caso também investiga transações milionárias no escritório de advocacia de Ibaneis Rocha, que nega qualquer irregularidade.

    FAQ rápido

    Por que Paulo Henrique Costa quer sair da Papuda?
    Para negociar a delação premiada em condições adequadas, fora da unidade prisional administrada pelo Governo do Distrito Federal.

    Quem são os novos advogados do ex-presidente do BRB?
    Eugênio Aragão e Davi Tangerino, criminalistas com experiência em acordos de colaboração.

    O que a Operação Compliance Zero investiga no caso Master-BRB?
    Esquema de corrupção na aquisição de carteiras de crédito fraudulentas avaliadas em R$ 12,2 bilhões, com suspeita de propina via imóveis de alto padrão.




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