Sobre PF e Militares fiscalizando as eleições, jornalista pergunta: “Quem fiscaliza os fiscais?”

FOTO: O jornalista Reinaldo Azevedo e a imagem utilizada em sua matéria no UOL

Reinaldo Azevedo acrescenta que “não há como negar o que está escancarado”, sobre o “caos que Bolsonaro está disposto a provocar”: “As ocorrências são graves”

Não há como negar o que está escancarado“, diz Reinaldo Azevedo, no UOL, sobre o “caos que o presidente” Jair Bolsonaro (PL) “está disposto a provocar se perceber que vai perder as eleições“, acrescentando que “as ocorrências“, até então, “são graves, são sérias“. Referindo-se às notícias de que a Polícia Federal e Militares fiscalizarão o processo, jornalista pergunta: “Quem fiscaliza os fiscais?

Jair Bolsonaro está articulando a sua própria versão de um “golpe da legalidade”, que seria, no caso, “golpe” pura e simplesmente“, escreve Azevedo. O tom da mensagem é seco, quase hostil. Bolsonaro julga ter inimigos no TSE e exige que seus subordinados modulem a sua educação cívica segundo a do chefe“.

Quem é que controla a qualidade do programa da Polícia Federal?“, questiona o jornalista. “Caso apontem alguma falha, quem pode garantir que o erro não está no modelo de auditagem?”. Azevedo também lembra que “o ministro pediu ainda que o tribunal aponte um funcionário para servir de contato com os militares“.

Reinaldo Azevedo identificou uma “hostilidade escandarada” ao processo eleitoral defendido nos moldes do TSE. “Fez-se nesta segunda uma reunião conjunta, virtual, entre a Comissão de Transparência Eleitoral (CTE) e o Observatório de Transparência das Eleições (OTE). O general Heber Portella, o representante das Forças Armadas, não disse absolutamente nada e ficou todo o tempo com a câmera desligada“.

Bolsonaro “nunca melhorou em razão da convivência com gente melhor do que ele. Mas jamais houve alguém melhor do que ele que, mantendo-se no cargo, não tenha piorado substancialmente. Quem se negou a decair foi demitido“, opina o jornalista.

O Brasil é única democracia das Américas em que o governo de turno se vê tentado a não respeitar o resultado das urnas, se este lhe for adverso, embora o sistema de votação possa ser considerado o mais seguro da Terra“, pontua.

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