Representante militar participa de reunião sobre urnas com Fachin em silêncio e com câmera fechada

FOTO: O ministro presidente do TSE, Edson Fachin, em imagem registrada por Abdias Pinheiro / SECOM / TSE

O general Heber Portela “entrou mudo e sai calado” da videoconferência com o TSE, diz jornal

O general Comandante de Defesa Cibernética, Heber Portella, representante das Forças Armadas na comissão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a segurança do processo eleitoral, “entrou mudo e saiu calado” da reunião técnica por videoconferência ocorrida na tarde desta segunda-feira (20/6). A comissão se reuniu por cerca de duas horas e o militar permaneceu com a câmera fechada, conforme noticiou a jornalista Malu Gaspar, no Globo.

Fachin disse que o encontro desta tarde era adequado para os debates sobre as urnas, mas as Forças Armadas insistem em uma reunião exclusiva de militares com a comissão técnica do tribunal, formada por integrantes do Congresso, TCU (Tribunal de Contas da União), Polícia Federal, OAB e especialistas do meio acadêmico e da sociedade civil.

Portella foi escolhido a dedo pelo ex-ministro da Defesa Braga Netto para compor o grupo. Mas nas palavras de um ministro do TSE, Portella recebeu de Braga Netto a missão de “criar factoides” para justificar o “caos eleitoral”, como se viu ao longo dos últimos meses, período em que os ofícios de Portella, com 88 perguntas sobre as diversas etapas do processo de votação, municiaram Bolsonaro seus ataques contra a Justiça Eleitoral. 

Em fevereiro, dois dias antes de uma reunião da comissão em que o general também não se manifestou, Bolsonaro declarou em um programa de rádio que “as Forças Armadas identificaram algumas dezenas de dúvidas, vamos assim dizer, sobre o sistema

Portella intensificou a pressão sobre a comissão de transparência eleitoral depois do perdão de Jair Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), diz o jornal

Os desgastes com os sucessivos questionários e a escalada da tensão entre os poderes levaram o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, a decidir que o diálogo das Forças Armadas com a comissão deveria ser centralizado nele, e não mais em Portella. 

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2 comentários em “Representante militar participa de reunião sobre urnas com Fachin em silêncio e com câmera fechada”

  1. José Paulo Ximenes da Silva

    Sempre confiamos,vírgula. Milicos teêm as mãos sujas de sangue. Gostam também do kit brocha e são usurários de avião da Fab. Faça-me o favor.

  2. José Paulo Silva

    Nós confiamos, virgula.
    Os milicos, mãos sujas de vermelho, só querem guerra contra pobres e pretos. São covardes, usurários de kit brocha e avião da Fab. Faça-me o favor.

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