Um pedido de vista coletivo apresentado pelos deputados Bia Kicis (PL-DF) e Lucas Redecker (PSD-RS) suspendeu a votação e adiou a análise da proposta do fim da escala 6×1, cujo texto prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas, sem corte salarial, ao longo de dez anos
Brasília (DF) · 15 de abril de 2026
O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (15/abr) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O relator Paulo Azi (União-BA) leu parecer favorável à admissibilidade das propostas que visam acabar com a escala 6×1 e reduzir a carga horária semanal de 44 para 36 horas, sem corte salarial, ao longo de dez anos.
Um pedido de vista coletivo apresentado pelos deputados Lucas Redecker (PSD-RS) e Bia Kicis (PL-DF) suspendeu a votação e adiou a análise.
A medida regimental, que concede prazo adicional aos parlamentares para exame do tema, gerou protestos imediatos de representantes de entidades sindicais presentes na sessão, refletindo a frustração dos trabalhadores brasileiros com o atraso de conquistas que buscam maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
As PECs em discussão reúnem duas iniciativas principais.
A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a diminuição gradual da jornada.
A segunda, protocolada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), sugere substituir a escala 6×1 pela 4×3, garantindo três dias de folga na semana.
Ambas tramitam na PEC e dependem agora da aprovação da admissibilidade para avançar. O parecer de Paulo Azi baseou-se em audiências públicas já realizadas.
O debate foi iniciado, mas interrompido pela sugestão de vista. A expectativa é que a votação ocorra na última semana de abril, mas o futuro da jornada reduzida segue indefinido.
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