Estudante de direito filma intervenção de agentes e questiona criminalização de opiniões políticas em gravação que circula nas redes
Porto Velho (RO) · 12 de abril de 2026
Uma gravação feita pela própria protagonista ganhou as redes sociais neste domingo (12/abr) e expõe um caso que coloca em xeque o equilíbrio entre segurança pública e liberdade de expressão.
Em Rondônia , uma jovem identificada como Priscila Mello de Sousa, estudante de direito , filmou o momento em que agentes da polícia e do corpo de bombeiros (SAMU) entraram em sua residência após a mãe acionar os serviços de emergência.
No vídeo, a jovem afirma, diante das câmeras: “Hoje a polícia está aqui me prendendo pelos protestos que eu estou fazendo pela Palestina Livre” .
Ela explica que realiza um protesto contra o que classifica como genocídio na Palestina e questiona a presença armada em casa por causa de sua posição política.
Com tom firme, Priscila Mello de Sousa exige nome, matrícula e identificação dos agentes, lembrando que, para qualquer intervenção coercitiva, “primeiro tem que ter diagnóstico psiquiátrico” e autorização judicial.
A mãe da jovem teria relatado aos atendentes um suposto surto psiquiátrico da filha. No entanto, as imagens mostram Priscila lúcida, articulada e centrada na defesa de direitos humanos .
Ela menciona ainda ameaças de “choque” caso não parasse o protesto simbólico feito com batom.
O episódio ocorreu em residência no estado de Rondônia , conforme relatado pela conta Notícias Paralelas, que compartilhou o material e gerou mais de 500 mil visualizações em poucas horas.
O caso ganha relevância em um contexto maior de debates sobre a democracia brasileira e o direito ao dissentimento.
Especialistas em liberdade de expressão veem aqui um alerta sobre o risco de instrumentalizar serviços de emergência para resolver divergências familiares de cunho político.
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Todo o meu apoio e solidariedade à jovem de Rondônia que foi injustamente detida por expressar sua visão de mundo e solidariedade ao povo palestino. É inadmissível que o aparato policial seja utilizado para silenciar manifestações políticas legítimas ou para mediar conflitos de opinião. A liberdade de expressão é um direito fundamental e não pode ser encarcerada. Que a justiça seja feita e o direito à voz prevaleça.
Liberdade de expressão so vale quando a direita se expressão com agressão, palavrão.