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    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    27 de agosto de 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) viajou nesta quinta-feira (27/ago) ao Rio de Janeiro para a sabatina da Globo, a partir das 21h05, logo após o Jornal Nacional.

    O recado no perfil oficial foi direto: “Hoje, às 21h, estarei no Jornal Nacional. Acompanhe!”. A conversa de 40 minutos, com Renata Vasconcellos e César Tralli, é o maior teste televisivo da campanha até aqui e antecede, em 24 horas, a entrevista de Flávio Bolsonaro.

    A série da TV Globo reúne os seis nomes mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, em ordem definida por sorteio.

    Passaram pelo estúdio Romeu Zema (Novo), na segunda-feira (24/ago); Ronaldo Caiado (PSD), na terça-feira (25/ago); e Renan Santos (Missão), na quarta-feira (26/ago).

    Lula fala nesta quinta. Flávio Bolsonaro (PL) entra na sexta-feira (28/ago). Augusto Cury (Avante) fecha o ciclo no sábado (29/ago). A transmissão vai ao ar na TV Globo, na GloboNews e no g1.

    O estadista deixou a agenda de Brasília vazia para o compromisso e embarcou com o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    A reportagem registra que esta é apenas a segunda entrevista a um veículo tradicional na campanha — depois do Domingo Espetacular, da Record, no domingo (23/ago) — e que o presidente faltou ao debate da Band na mesma data, ao lado de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.

    A confirmação da presença de Lula na Globo havia sido dada, no dia 24 de agosto, pelo ministro da Secom, Sidônio Palmeira.

    Depois de três noites em que o formato da emissora cortou palanque e cobrou dado, o favorito das pesquisas precisa transformar 40 minutos em prova de comando.

    O que já sobrou das três primeiras sabatinas

    Romeu Zema abriu a rodada e encontrou bancada sem paciência para slogan. No trecho que mais circulou, ao responder sobre feminicídio em Minas Gerais, disse ter “uma série de programas contra as mulheres”. Quis falar de combate à violência; a frase saiu invertida e virou meme.

    Na mesma noite, Renata Vasconcellos recusou a tese de que o 8 de janeiro teria sido “sujar estátua”.

    O NaTelinha registrou a lista lida ao vivo: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, organização criminosa e deterioração de patrimônio tombado.

    Zema também defendeu anistia e relativizou vacinação obrigatória, o que rendeu nova correção da âncora: “Se mais da metade não se vacinar, vacina perde o efeito”.

    Ronaldo Caiado chegou com discurso de segurança e saiu cobrado na anistia.

    No ar da Globo, prometeu anistia ampla, inclusive a Jair Bolsonaro, e comparou a medida à anulação das condenações de Lula na Lava Jato — leitura que a própria apresentadora tensionou ao lembrar o destino de Juscelino Kubitschek após anistiar e “ir trabalhar”, conforme o blog de Míriam Leitão / O Globo.

    Outras mídias destacaram ainda a hesitação do goiano sobre quais cortes faria no Orçamento e a cobrança de sigilo em inquéritos do INSS e do caso Master.

    Fora do JN, Caiado endureceu o tom contra o adversário do PL. No Valor, chamou de desrespeito à inteligência da população a recusa de Flávio em detalhar o financiamento do filme Dark Horse depois de classificar o episódio como “página virada”: “Você não tem o direito de ser um candidato a presidente da República e se negar a dar esclarecimentos dos quais você está envolvido.”

    Renan Santos moderou o grito do debate da Band e manteve a radicalidade do programa. Na Globo, defendeu que o Brasil estude arma nuclear para “sentar à mesa” com potências, falou em “banho de sangue” de bandidos e projetou R$ 6 bilhões em presídios, segundo o g1, o Valor e a Veja.

    A Agência Lupa apontou erros sobre prisão de facções, políticas contra feminicídio e emergência climática. A Constituição reserva a atividade nuclear a fins pacíficos; a proposta do candidato do Missão choca com esse limite.

    O contraste que Lula tenta ocupar — e o que Flávio ainda deve ao eleitor

    A Folha de S.Paulo listou, nesta quinta-feira (27/ago), o que pesa contra o senador: pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme sobre o pai, falta de passagem pelo Executivo, o histórico da chamada “rachadinha” e a tentativa de colar no PT o escândalo do Banco Master depois de o próprio Flávio aparecer nas mensagens.

    O g1 registrou a linha do candidato: dizer que já prestou contas do Dark Horse e transferir o ônus a Lula.

    O que as fontes publicadas mostram é o fato, mais seco: Flávio ainda não fechou, em entrevista longa e ao vivo, o circuito das perguntas que Caiado, a imprensa e o próprio formato do JN já impuseram aos demais. A lacuna é de resposta verificável, não de adjetivo.

    Mas Lula chega com cobrança sobre contas públicas, dívida, segurança pública e as investigações que atingem o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

    Na Record, o presidente afirmou que não interfere na Polícia Federal e que, havendo crime, o filho responde. A Globo tende a repetir o tema com mais tempo e dado.

    O que o estadista pode demonstrar a mais, no sentido estrito do horário, é repertório de governo: inflação, emprego, salário mínimo e a pauta que ele mesmo empurrou no Congresso nesta semana — fim da escala 6×1, PEC da Segurança, minerais críticos — depois da reunião com Hugo Motta e Davi Alcolumbre.

    Experiência de mandato não apaga pergunta incômoda; apenas impede que o candidato trate o JN como palanque vazio, o erro que Zema cometeu na abertura.

    No debate da Band, Renan Santos e Caiado transformaram as cadeiras vazias em acusação de fuga. A campanha de Lula foi ao TSE contra ofensas de Renan e Caiado, pedindo multa e remoção de trechos, conforme o g1.

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