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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    17 de setembro de 2026

    O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou o encontro com o prefeito de Nova Iorque, o socialista democrata Zohran Mamdani, na manhã de segunda-feira (21/set). O pedido partiu do político americano de 34 anos.

    A reunião ocorre à margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, véspera do discurso de abertura que o Brasil tradicionalmente pronuncia.

    Segundo a Folha de S.Paulo, a bilateral é um dos poucos itens já confirmados na agenda de Lula na Big Apple.

    Nesta quinta-feira (17/set), a equipe de Mamdani visitou a residência do embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil junto à ONU, local previsto para o encontro. A reunião só sairia da pauta diante de um imprevisto de grande porte.

    A CNN Brasil havia antecipado, na quarta-feira (16/set), que a equipe do prefeito primeiro convidou Lula para um evento com lideranças progressistas. O lado brasileiro recusou por hierarquia diplomática: prefeitos costumam ir ao encontro de presidentes, e não o contrário. Os assessores de Mamdani então propuseram que o presidente o recebesse. A resposta foi positiva.

    O Itamaraty informou na quarta-feira (16/set) que havia pedido de encontro bilateral do prefeito, além de uma lista de outras solicitações, mas naquele momento a reunião ainda não estava oficialmente confirmada pelo lado brasileiro.

    Quem é Zohran Mamdani?

    Zohran Mamdani, de 34 anos, tomou posse em 1º de janeiro de 2026. Tornou-se o primeiro muçulmano a ocupar a prefeitura de Nova Iorque, o segundo a se identificar como socialista e o mais jovem a comandar a cidade em mais de um século.

    Nascido em Uganda, descendente de imigrantes, não pode se candidatar à Presidência dos Estados Unidos.

    Ele defende moradia acessível, congelamento de aluguéis, gratuidade do transporte público e políticas para reduzir o custo de vida. Também apoia a causa palestina e se opõe às políticas de detenção e deportação em massa.

    Sua gestão auxiliou o Consulado do Brasil em Nova Iorque a encontrar local de votação mais seguro para a diáspora brasileira nas eleições presidenciais de 4 de outubro.

    Lula e Mamdani ainda não se encontraram. No ano passado, durante a campanha eleitoral pela prefeitura, o agora prefeito também pediu reunião, mas as agendas não coincidiram.

    A passagem de Lula por Nova Iorque será curta. O presidente desembarca no domingo (20/set) à noite e deve retornar na terça-feira (22/set), após o pronunciamento na ONU. Na segunda-feira (21/set), além da reunião com Mamdani, concederá entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour.

    Não há previsão de encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois devem se cruzar apenas na sessão de abertura da Assembleia Geral, na manhã de terça-feira (22/set), quando o Brasil fala primeiro e os EUA em seguida.

    Fontes ouvidas pela imprensa descrevem Mamdani como uma das figuras públicas com maior capacidade de antagonizar Trump, embora os dois já tenham se reunido na Casa Branca após a eleição do prefeito. A gestão municipal confronta a Casa Branca especialmente na agenda migratória.

    O encontro de Lula é uma reunião bilateral solicitada pelo prefeito de Nova Iorque e confirmada pelo governo brasileiro. Não se trata de um evento coletivo de lideranças progressistas, formato recusado pelo lado brasileiro por razões de hierarquia diplomática. Tampouco há confirmação de reunião entre Lula e Donald Trump durante esta viagem.

    Como a agenda foi construída?

    A comitiva brasileira inclui o chanceler Mauro Vieira e os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial). Na terça-feira (22/set), Lula encontra o secretário-geral da ONU, António Guterres, antes do discurso.

    Mamdani também deve se reunir na mesma semana com o premiê da Espanha, Pedro Sánchez.

    O encontro coloca lado a lado duas lideranças que defendem políticas de redução de desigualdades e o multilateralismo, em um momento em que a Assembleia Geral da ONU discute “Restaurando a confiança, administrando transformações”. O paralelo com o Brasil é direto: a defesa de moradia, transporte e proteção a imigrantes ecoa debates internos sobre dignidade e direitos sociais.

    O discurso de Lula na ONU, segundo o embaixador Carlos Márcio Cozendey, deve reforçar o multilateralismo, a paz e a não interferência em assuntos internos de outros países.

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