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RESUMO
URBS MAGNA


New York (US)
22 de setembro de 2026

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não parou para conversar com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, quando o diplomata americano tentou abordá-lo no plenário da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22/set), em Nova York. O episódio, registrado em vídeo, ocorre em clima de tensão comercial e a duas semanas das eleições brasileiras.

Imagens divulgadas por veículos que cobriram a sessão mostram Rubio caminhando em direção a Lula, apontando na direção do presidente brasileiro. Lula olhou rapidamente e continuou andando, cumprimentando outra pessoa mais à frente. Em seguida, Rubio interagiu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A cena aconteceu no intervalo após os discursos de Lula e de Donald Trump, quando delegações deixavam o plenário. Brasil e Estados Unidos não tinham encontro bilateral previsto nesta edição da assembleia.

@urbs.magna

Lula olha para o secretário de Estado que queria falar com ele, mas ignora o americano

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O QUE MOSTRAM AS IMAGENS E AS REPORTAGENS

Segundo o G1, Rubio chegou perto de Lula e fez gesto indicando intenção de falar, mas não conseguiu interromper o deslocamento da delegação brasileira. A CNN Brasil relatou que fontes ouvidas pela reportagem tentaram minimizar o desencontro e afirmaram que não houve intenção deliberada de Lula de recusar o cumprimento.

A coluna de Mariana Sanches no UOL registrou que um embaixador brasileiro descreveu o contato de Rubio com Vieira como cumprimento cordial no meio da confusão do plenário. A mesma reportagem observou que, pelos preceitos do Itamaraty, presidentes conversam com presidentes e secretários de Estado com chanceleres.

A CartaCapital e o Correio Braziliense descreveram o momento como Lula deixando Rubio “no vácuo”. A Folha de S.Paulo destacou que Rubio, que havia acompanhado o discurso de Trump, se aproximou e gesticulou, mas esbarrou na presença de Vieira.

CONTEXTO DAS TENSÕES ENTRE BRASÍLIA E WASHINGTON

Lula e Rubio trocam críticas públicas há meses. Em julho, Rubio atribuiu ao governo brasileiro falta de boa-fé nas negociações comerciais e afirmou que Lula teria colocado o “próprio ego” à frente de um acordo, após o anúncio de tarifa adicional de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras. O Itamaraty rebateu as declarações.

Lula, por sua vez, já classificou Rubio como “anti-América Latina” e “latino-americano frustrado”, e disse que o secretário “não gosta do Brasil”. Na segunda-feira (21/set), em entrevista à CNN Internacional, o presidente afirmou estar “muito preocupado” com possível interferência de Rubio nas eleições de outubro, associando o diplomata à proximidade com a família Bolsonaro, e ressalvou que, até então, havia apenas suspeitas.

No discurso desta terça na ONU, Lula afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, frase lida por analistas e pela cobertura jornalística como recado à política hemisférica defendida por Rubio. O presidente também rejeitou ingerência externa em processos eleitorais e afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é moderno e robusto.

ANTECEDENTES

As relações bilaterais foram tensionadas por tarifas, pela exclusão do Brasil de uma lista de aliados regionais citada por Rubio em junho e por divergências sobre o papel dos Estados Unidos na América Latina. Lula tem evitado atacar Trump com a mesma intensidade com que critica o secretário de Estado.

No ano passado, Lula e Trump se encontraram nos bastidores da assembleia. Neste ano, segundo reportagens, os dois não se cumprimentaram.

CONSEQUÊNCIAS E DESDOBRAMENTOS

O episódio reforça o distanciamento protocolar entre o presidente brasileiro e o chefe da diplomacia americana, sem alterar, por si só, a agenda formal da assembleia. Não havia reunião bilateral anunciada. O desdobramento político imediato permanece no campo da interpretação das imagens e da campanha eleitoral, a 12 dias do primeiro turno marcado para 4 de outubro.

A análise indica que o momento visual se soma ao discurso de soberania feito horas antes e à entrevista da véspera, sem que haja declaração oficial do Planalto ou do Departamento de Estado explicando a cena.

 
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2 comentários em “Lula dá as costas a Rubio após secretário de Estado dos EUA tentar falar com ele (vídeo)”

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