Brasília (DF)
18 de setembro de 2026
José Dirceu deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (18/set) e avisou aos amigos estar “saindo do Sírio zerado para a labuta”. Aos 80 anos, o candidato a deputado federal pelo PT pretende reforçar as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e de Fernando Haddad ao governo paulista, a 16 dias do primeiro turno.
A informação foi publicada pelo Correio Braziliense.
O que aconteceu nesta sexta-feira (18/set)?
Dirceu vinha sendo acompanhado no Sírio-Libanês após o tratamento de um linfoma no duodeno, diagnosticado em 10 de maio. Segundo o Correio, o próprio petista descreveu o tumor como de cerca de 10 centímetros, agressivo e curável. A quimioterapia tirou-o dos palanques e empurrou a campanha para o formato digital, por queda de imunidade e orientação de evitar aglomerações.
Em 4 de setembro, boletim do hospital, reproduzido pelo R7, pelo O Globo e pelo Valor Econômico, informou que o tratamento foi concluído “com êxito”. A equipe — Celso Arrais, Raul Cutait e Roberto Kalil — orientou resguardo por quatro semanas antes da retomada das atividades habituais.
A alta desta sexta encerra o intervalo de isolamento previsto naquele boletim e recoloca o ex-ministro na linha de frente da campanha presencial.
Remissão, segundo os boletins e as falas do próprio Dirceu, não equivale a declaração pública de “cura definitiva” sem acompanhamento. O hospital registrou êxito no protocolo e pediu resguardo imunológico. Qualquer agenda de rua depende da orientação médica em vigor.
Quando recebeu o diagnóstico, Dirceu manteve a candidatura e definiu a reeleição de Lula como “batalha principal”, segundo o Correio. Passou também a defender abertamente Haddad no Palácio dos Bandeirantes e uma composição ampla das forças governistas em São Paulo.
Na quarta-feira (16/set), Lula gravou vídeo de apoio. Disse, conforme a CNN Brasil e o O Globo:
“É importante que a gente eleja o José Dirceu. É mais que um voto. É fazer uma reparação histórica com um dos homens mais brilhantes na política brasileira.”
O presidente acrescentou que o aliado teve câncer, está se recuperando e “não pôde fazer a campanha dele com a força que o Zé Dirceu tem”. A Folha de S. Paulo registrou ainda a frase: “Ele merece o seu voto, ele merece o meu voto.”
Na quinta-feira (17/set), o vice Geraldo Alckmin também pediu votos ao petista, segundo a Veja. Citou a luta contra a ditadura e a experiência parlamentar — um giro em relação a 2006, quando o então tucano chamou Dirceu de “chefe de quadrilha”.
Qual é o histórico médico e político?
Dirceu foi internado em 10 de maio para exames de rotina. Quatro dias depois do início da quimioterapia, em 19 de maio, teve a primeira alta, conforme o g1 e a CNN Brasil. Em 2020, já havia retirado um tumor no rim esquerdo.
Politicamente, a volta à urna ocorre 24 anos após a última disputa. Foi presidente nacional do PT (1995-2002), coordenou a campanha que elegeu Lula em 2002 e comandou a Casa Civil até 2005. Teve o mandato cassado no mensalão, foi condenado pelo STF e, depois, preso de novo na Lava Jato. Em 2024, o ministro Gilmar Mendes anulou atos processuais conduzidos pelo então juiz Sergio Moro, decisão que reabriu o caminho eleitoral, conforme o Correio.
O PT trata a candidatura como puxadora de votos em São Paulo. A Veja registrou R$ 1,1 milhão do fundo partidário para a campanha de Dirceu. O portal já havia registrado a aposta eleitoral em José Dirceu e o eixo Lula e Haddad.
Dirceu não altera sozinho o mapa presidencial. Recoloca, contudo, um formulador ouvido no PT em contato direto com militância, diretórios e palanques de Haddad no maior colégio eleitoral do país. A campanha de casa, descrita pelo g1 em 5 de setembro, perde o argumento médico de ausência física.
O próprio Dirceu, em 5 de setembro, ao O Globo, ainda falava em ir às ruas “talvez depois de 4 de outubro”. A alta desta sexta antecipa esse calendário.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
