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Valdemar prevê Zé Dirceu com 500 mil votos e eleição com folga à Câmara

O presidente do PL aposta no forte desempenho do ex-ministro petista por São Paulo nas eleições federais de 2026

José Dirceu e Valdemar da Costa Neto

O ex-ministro José Dirceu (PT) e pré-candidato à Câmara dos Deputados durante entrevista à Folha |5.4.2026| Imagem reprodução | O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, é entrevistado pelo Jornal da Record | 27.3.2026| Imagens reprodução

Brasília (DF) · 11 de abril de 2026

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, compartilhou com interlocutores uma previsão otimista sobre a candidatura de José Dirceu a deputado federal por São Paulo nas eleições 2026. Segundo reportou o Metrópoles, ele prevê que o petista deverá se eleger com folga, alcançando cerca de 500 mil votos, a maioria concentrada na capital e na região metropolitana, onde a resistência ao petismo é menor.

A declaração reforça avaliações anteriores do dirigente. Em 27 de fevereiro, Valdemar Costa Neto já havia afirmado que Zé Dirceu faria “no mínimo 500 mil votos”, conforme publicado pelo UOL e pelo Valor. Em 5 de novembro de 2025, o presidente do PL havia dito a interlocutores que o ex-ministro “vai estourar de voto”, conforme a coluna de Bela Megale em O Globo.

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, foi cassado em 2005 após o caso do mensalão. Agora, como uma das principais apostas do PT para a Câmara dos Deputados, ele busca retornar à Casa após 22 anos de afastamento. A candidatura conta com incentivo do próprio presidente da República, embora ainda divida opiniões internas.

O petista já descreveu o presidente do PL como “o político mais hábil que a direita tem”, enquanto Valdemar Costa Neto reconhece publicamente o ex-ministro como um “craque” da política. Ambos dividiram a mesma cela.

A troca de avaliações positivas entre líderes de legendas historicamente rivais ilustra um aspecto da democracia brasileira: a possibilidade de diálogo e respeito mútuo mesmo entre adversários.

O retorno de José Dirceu à Câmara dos Deputados pode enriquecer o debate legislativo com sua experiência acumulada, contribuindo para o fortalecimento das instituições e da justiça social.

A projeção de 500 mil votos posiciona Zé Dirceu como forte concorrente na disputa por São Paulo, estado estratégico para a composição da próxima legislatura federal. Até o momento, a candidatura segue em fase de articulação dentro do PT.

Entrevista à Folha

O ex-ministro José Dirceu foi entrevistado pela Folha de S. Paulo no domingo (5/abr), quando avaliou que o atual governo parte como favorito nas próximas eleições presidenciais, embora reconheça a possibilidade de derrota e a resiliência do movimento bolsonarista. Em análise baseada em entrevistas recentes, o petista traçou um cenário otimista, mas ponderado, sobre a disputa de 2026.

Segundo Dirceu, é “mais provável que o governo venha a vencer“, uma vez que está no poder e cabe à oposição construir uma alternativa viável. Ele aponta Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o “provável candidato da oposição“, descrevendo o senador como um preposto do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-ministro descarta a existência de uma terceira via. Para ele, nomes como Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) não cumprem esse papel, pois estariam à direita do próprio Flávio Bolsonaro.

Sobre Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Dirceu observa que o governador paulista vinha construindo acordos com os setores financeiro e agrário para se viabilizar, mas sustenta que o nome de Jair Bolsonaro ainda é o indicado pelo bolsonarismo.

Dirceu defende a repetição da frente ampla que, segundo ele, garantiu a vitória em 2022 — um pacto entre setores progressistas, liberais e não-esquerdistas. Ele propõe que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apresentem ao país “um projeto de desenvolvimento nacional para os próximos 10 anos“.

Outro ponto destacado é a necessidade de eleger uma Câmara dos Deputados e um Senado Federal alinhados às propostas do governo, para que reformas consideradas necessárias possam avançar.

Temas de campanha e comunicação

Para o ex-ministro, o governo e o PT precisam “impor sua própria agenda” em vez de permitir que a oposição domine o debate com temas como corrupção. A eleição, acredita, será decidida em torno de questões práticas: segurança pública — “poder usar o celular no ponto de ônibus” —, educação em tempo integral e profissionalizante, além do custo de vida.

Dirceu critica duramente as atuais taxas de juros e a meta de inflação, sugerindo que o debate sobre a política monetária deve ser aberto à população, pois o juro alto “consome a renda que poderia ser destinada ao consumo“.

Na área da comunicação, ele admite que a estratégia do governo precisa ser “readaptada e deve priorizar as redes sociais“, um campo em que o PT ainda enfrenta desafios diante da oposição.

Resiliência do PT e do bolsonarismo

Mesmo em caso de derrota, Dirceu afirma que Lula continuaria sendo o líder do PT e da oposição. O partido, segundo ele, já provou sua capacidade de sobrevivência após crises como o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula.

Por fim, o ex-ministro reconhece que o bolsonarismo tem raízes profundas no país, ligadas a questões “culturais, religiosas e morais“, mas sustenta que a extrema direita “não é invencível“.

Em síntese, Dirceu vê a eleição de 2026 como uma disputa de modelos de país, na qual o governo deve focar em entregar resultados econômicos e sociais enquanto mantém uma frente política ampla para isolar a extrema direita.




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