ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
```html ```
Avançar para o conteúdo
    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    22 de outubro de 2026

    O presidente LNesta quinta-feira (22/out), a jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann publicou um vídeo de mais de cinco minutos nas redes sociais em que declara, sem meias palavras, que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições 2026, marcado para domingo (25/out). A decisão ocorre às vésperas da votação e contrasta com o histórico de enfrentamento ao PT que a própria ex-parlamentar relembra no conteúdo.

    Joice afirmou que a escolha se dá pela defesa da democracia e pelo conhecimento interno do que chama de “podridão”. No X, ela resumiu a publicação com a frase: “Minha declaração de voto: Uma das decisões mais difíceis que já tomei. Mas, faço com espinha ereta e coração tranquilo, pela defesa da democracia e por conhecer a podridão que nos assombra por dentro.”

    POR QUE ISSO IMPORTA?

    A declaração de uma figura que foi líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e uma das principais vozes de apoio à sua campanha em 2018 ganha peso no contexto de uma disputa apertada. Joice reafirma que não se trata de adesão às ideias do PT, mas de preservação das regras do jogo democrático. No vídeo, ela diz: “Perder uma eleição? Tudo bem. Perder a democracia jamais.”

    A análise aponta que a fala reforça o debate sobre o risco de projetos de poder que, na visão de críticos, priorizam a permanência de um clã em detrimento da alternância institucional. A ex-deputada já havia sinalizado a posição em dias anteriores, após o debate da Band, e agora a formaliza com detalhes de sua trajetória.

    O QUE JOICE DISSE SOBRE SEU HISTÓRICO E A RUPTURA?

    No vídeo, Joice Hasselmann relembra mais de 20 anos de enfrentamento ao Lula e ao PT, inclusive processos judiciais mútuos e a demissão da revista Veja em 2015. Ela conta que, em 2018, foi a primeira mulher com expressão nacional a apoiar Bolsonaro de forma intensa, tendo rodado o país e entrado “na cozinha” da campanha. Foi a deputada federal mais votada da história, com mais de um milhão de votos, e liderou a reforma da Previdência.

    A ruptura, segundo ela, ocorreu ainda no primeiro ano do governo: “Eu vi o clã por dentro. Começou com a podridão dos filhos, a farsa da esposa, vieram os aliados corruptos e a corrupção foi acontecendo de forma quase industrial.” Afirma ter denunciado, ainda em 2019, a existência de uma minuta de golpe e levado a informação ao então presidente do STF. Relata ter perdido poder, sido perseguida, grampeada e agredida, mas mantém que o tempo comprovou suas denúncias.

    IMPORTANTE: A declaração de Joice Hasselmann é um posicionamento pessoal e político. As acusações que ela dirige à família Bolsonaro — incluindo referências a crimes, violência e esquemas — constituem suas afirmações e denúncias públicas. Não equivalem a condenações judiciais transitadas em julgado. O histórico de conflitos da ex-deputada com o clã, inclusive em processos envolvendo Michelle Bolsonaro, já foi objeto de cobertura anterior no Urbs Magna.

    QUEM PODE OU NÃO PODE ADOTAR A MESMA LÓGICA?

    Joice enfatiza que os dois lados não são iguais. Sobre o PT, diz que combate suas ideias há décadas, “mas dentro das regras da democracia”. Sobre o outro campo, afirma: “O outro, a família miliciana, ligada a facções criminosas, a família capaz de qualquer coisa, inclusive de mandar matar, é o grupo que representa ódio, mentira, violência, crimes, roubo.”

    Ela declara explicitamente: “Domingo, dia 25, eu, Joice Hasselmann, voto Lula. Sem medo. Dia 26, volto ao debate de ideias, sim, volto à oposição, mas dentro do processo democrático, onde é possível fazer oposição.” A ex-parlamentar alerta que a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) significaria, em sua visão, ganhar tempo para saquear o país e que “Flávio Bolsonaro será preso”, citando investigações sobre desvio de dinheiro, vacinas, bets e esquemas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.

    A declaração também se insere em um contexto mais amplo de entrevista exclusiva com Leonardo Attuch no Brasil247, na qual ela aborda agressões sofridas em 2021 e o rompimento com o bolsonarismo, sob o título “Bolsonaro tentou me matar”.

    A declaração se soma a outras manifestações de figuras que romperam com o bolsonarismo ou que priorizam a alternância de poder. Joice prevê custos pessoais: perda de amizades, portas fechadas e críticas intensas. Ela afirma não ter medo: “Já perdi muito e não tenho medo de perder.”

    O QUE ACONTECE AGORA?

    O segundo turno ocorre domingo (25/out), das 8h às 17h. Joice encerra o vídeo pedindo reflexão: "Pense nisso. Vote no domingo. Dia 26, haverá jogo. Ou, com os milicianos, eles roubariam a bola e interditariam o campo."

    A análise aponta que a fala de uma voz que conheceu o núcleo bolsonarista por dentro contribui para o debate sobre os limites da polarização e o valor das instituições democráticas. O impacto eleitoral dependerá da mobilização dos eleitores e da leitura que cada campo fizer do conteúdo.

    FAQ Rápido

    Por que Joice Hasselmann, crítica do PT, vota em Lula?
    Ela afirma que o faz pela preservação da democracia e porque considera o campo bolsonarista uma ameaça às regras do jogo, após ter visto o que chama de "podridão" por dentro. Não se trata de adesão programática ao PT.

    Quando ocorre o segundo turno?
    Domingo (25/out), das 8h às 17h (horário de Brasília).

    Joice disse que Flávio será preso?
    Sim. No vídeo, ela prevê: "Anote aí. Flávio Bolsonaro será preso", citando investigações que, segundo ela, se empilham.


    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    文

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading