Alexandre Ramagem / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Brasília (DF) · 13 de abril de 2026
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi preso nesta segunda-feira (13/abr) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos, conforme confirmou a Polícia Federal.
Ramagem, que chefiou a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, encontrava-se foragido desde setembro de 2025.
Ele deixou o Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana, utilizando passaporte diplomático para ingressar em território norte-americano, segundo apurações da Polícia Federal divulgadas pela maioria dos veículos de imprensa.
A detenção ocorre após condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicialmente fechado.
Os crimes incluem organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, relacionados aos eventos que se seguiram às eleições de 2022.
A sentença determinou ainda a perda do mandato parlamentar e do cargo de delegado da Polícia Federal.
O Ministério da Justiça já formalizou o pedido de extradição junto às autoridades americanas, processo que segue em andamento.
Fontes da Polícia Federal indicam que a prisão pelo ICE representa passo relevante para o cumprimento da lei, em linha com os esforços institucionais para assegurar a responsabilização por atos que ameaçaram a ordem constitucional.
Ramagem negou ser foragido em declarações anteriores e afirmou estar “protegido” nos Estados Unidos, criticando decisões do ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal, no entanto, sustentou que a saída do país configurou fuga deliberada para evitar a aplicação da pena.
O rastreamento de um carro utilizado por Alexandre Ramagem para buscar a esposa no aeroporto foi o elemento decisivo que permitiu às autoridades localizarem e prenderem o ex-deputado federal na Flórida.
A detenção ocorreu em Orlando, conforme confirmou a Polícia Federal.
Agentes brasileiros e americanos monitoraram o veículo por meses, o que levou diretamente ao endereço da residência onde o ex-parlamentar vivia com a família.
Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão por integrar o núcleo da trama golpista de 8 de janeiro, havia fugido do Brasil em setembro de 2025 de forma clandestina, cruzando a fronteira de Roraima com a Guiana e seguindo para Miami.
O ex-diretor da Abin durante o governo Bolsonaro foi abordado na rua enquanto caminhava e teve seus documentos analisados, revelando irregularidades migratórias. Ele usava passaporte cancelado pela Justiça brasileira, inclusive para comprar o veículo que acabou sendo rastreado.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou a eficiência da ação: “A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado”.
A PF mantém contato direto com as autoridades americanas para dar sequência aos trâmites de extradição, já solicitada em janeiro de 2026 pelo Ministério da Justiça.
Ramagem havia sido cassado pela Câmara dos Deputados e incluído na lista da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Apesar de ter pedido asilo nos Estados Unidos, o processo de extradição segue rito próprio no sistema judicial americano, com decisão a cargo de juiz em Jacksonville, na Flórida.
A operação ilustra como a justiça brasileira, em parceria com agências estrangeiras, consegue alcançar foragidos que tentam escapar das consequências de atos contra a ordem constitucional.
A cooperação internacional entre Polícia Federal e ICE demonstra que ataques à democracia não ficam impunes, independentemente da distância.
O influenciador e ativista Thiago dos Reis afirmou em janeiro que havia denunciado o endereço de Ramagem para o ICE. Contudo, a PF não cita a denúncia. Não existe confirmação oficial da Polícia Federal, do STF ou do ICE de que a prisão de Ramagem tenha sido resultado direto dessa denúncia específica.
A Polícia Federal confirmou o fato diretamente aos principais veículos de imprensa brasileiros, não divulgando um comunicado formal ou boletim no site oficial da PF (pf.gov.br) ou em suas redes institucionais, o que é comum em casos de cooperação internacional e extradição.
A corporação passa a informação às redações de forma controlada, sem emitir nota oficial para não interferir no trâmite nos Estados Unidos.
A detenção foi baseada no mandado de prisão preventiva e no pedido de extradição do governo brasileiro, afirma matéria no g1. O ICE prendeu Ramagem e a informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews, diz o texto.
Assim, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil, segundo a PF.
O caso ilustra os mecanismos de cooperação internacional na preservação da democracia e do Estado de Direito, valores fundamentais para a estabilidade institucional do Brasil.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
