O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, chora após ter seu nome rejeitado para o STF pelo plenário do Senado |29.4.2026| Foto: Jorge Silva/Reuters
Brasília (DF) · 30 de abril de 2026
Nesta quinta-feira (30/abr), o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou ao Metrópoles que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF tem um “gosto amargo”.
O atual Advogado-Geral da União foi peça fundamental no enfrentamento a esquemas de corrupção que perduravam por anos.
O episódio expõe tensões institucionais que envolvem o fortalecimento da Justiça e da democracia democracia no país.
Fernando Haddad destacou que Jorge Messias deu sustentação ao Ministério da Fazenda para desbaratar operações como os casos da REAG, do Master, da Refit e as fraudes bilionárias no INSS.
“O Messias tem tido uma participação essencial no combate à corrupção. […] Esses casos todos contaram com uma Advocacia-Geral da União de prontidão para ajudar os ministérios a fazer o que tinha que ser feito, agir contra o crime organizado crime organizado, agir contra a corrupção”, declarou o ex-ministro na entrevista.
A vereadora do PT em Ribeirão Preto, Duda Hidalgo, reforçou a avaliação em publicação nas redes sociais: “Haddad foi claro ao Metrópoles: Messias não foi uma mera indicação ao STF. Foi peça-chave enquanto AGU enfrentar esquemas de corrupção como Master, Refit, REAG e INSS. Por isso ele incomoda: quem desmonta esquema gera rejeição”.
Ela compartilhou trecho da fala de Haddad, que concluiu que “o combate à corrupção e ao crime organizado perdeu um aliado no Supremo”:
A decisão do Senado na quarta-feira (29/abr) não representa apenas uma derrota pontual do governo Lula. Ela sinaliza o enfraquecimento de um aliado técnico que atuou de forma integrada com os ministérios para proteger o erário e o Estado de Direito.
A AGU liderou ações que resultaram em bloqueios de bens e responsabilizações civis em frentes como a Operação Sem Desconto, no INSS.
O caso também faz reemergir discussões sobre o papel do STF como guardião das instituições.
FAQ Rápido
1. Por que Fernando Haddad usou a expressão “gosto amargo”?
O ex-ministro lamentou a rejeição porque Jorge Messias foi central no apoio jurídico a operações contra grandes esquemas de corrupção nos últimos anos.
2. Quais casos específicos foram citados?
Os esquemas da REAG, do Master, da Refit e as fraudes no INSS que contaram com atuação direta da AGU.
3. O que disse a vereadora Duda Hidalgo?
Ela afirmou que Messias “incomoda” exatamente por desmontar esquemas, gerando rejeição política.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
