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    Gilmar aciona PGR contra Alessandro Vieira por desvio de finalidade em CPI por livrar ORCRIMs e atacar STF em relatório

    Ministro do Supremo pede investigação por abuso de autoridade após relator usar “juvenil jogo de palavras” para propor indiciamento de magistrados em comissão criada para combater crime organizado

    Ministro Gilmar Mendes e senador Alessandro Vieira

    O ministro do STF, Gilmar Mendes / Foto: Cristiano Mariz / O Globo | O senador Alessandro Vieira durante sessão da CPMI do Crime Organizado / Foto Lula Marques / EBC

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Brasília (DF) · 16 de abril de 2026

    O ministro Gilmar Mendes do STF, encaminhou na quarta-feira (15/abr) representação à PGR solicitando investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por suposto abuso de autoridade.

    Conforme a Folha de S.Paulo, o decano da Corte sustenta que o relator da CPI do Crime Organizado cometeu desvio de finalidade ao usar a comissão para propor indiciamento de magistrados do STF por crimes de responsabilidade — tema que foge ao escopo original da investigação parlamentar.

    A comissão foi instalada para apurar repressão e prevenção ao crime organizado, incluindo atuação de milícias e lavagem de ativos.

    No entanto, o relatório final de Alessandro Vieira, apresentado na terça-feira (14/abr), focou em supostas ligações de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e do procurador-geral Paulo Gonet com o caso Banco Master, sem avançar sobre líderes de facções. O texto foi rejeitado por 6 votos a 4.

    Em ofício à PGR, Gilmar Mendes afirma que o relator valeu-se de “juvenil jogo de palavras” para sugerir indiciamentos inexistentes em lei, usurpando competências privativas do Senado Federal.

    “Esse desvio de finalidade suscita preocupação. E esse desvio de finalidade não é algo inocente. É crime. Está na lei de abuso de autoridade”, declarou o ministro durante sessão da Segunda Turma do STF.

    Ele ainda classificou o relatório como “verdadeira cortina de fumaça” que deixou de enfrentar o grave problema do crime organizado para “engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais”.

    O presidente do STF, Edson Fachin, repudiou a iniciativa em nota oficial, afirmando que desvios de finalidade nas CPIs enfraquecem os pilares democráticos.

    No Senado, Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues defenderam a prerrogativa do Legislativo, enquanto Alessandro Vieira sustentou que fez “apreciação livre e corajosa de fatos notórios”.

    A medida de Gilmar Mendes reforça a necessidade de preservar o equilíbrio entre os poderes e a integridade das instituições em defesa da democracia e da justiça.




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