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Senador defendeu, em entrevista à Folha, que caso o candidato da direita apoiado por Jair em 2026 vença o pleito, este deverá confrontar provável declaração de “inconstitucionalidade” declarada pelo STF em relação eventual indulto dado pelo novo presidente do Brasil em 2027- SAIBA MAIS
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Brasília, 16 de junho de 2025
Chegou nas redes sociais, como sempre acontece, as imagens de vídeo contendo as polêmicas declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, cuja versão impressa foi ao ar no sábado (14/jun).
O senador defendeu que o candidato da direita à Presidência da República em 2026, que provavelmente será alguém apoiado por seu pai, inelegível até 2030 e réu no STF (Supremo Tribunal Federal), se comprometa, em caso de vitória, que como novo presidente do Brasil deverá confrontar uma provável declaração de “inconstitucionalidade” declarada pela Corte em relação a um indulto que o novo chefe do Executivo será obrigado a conceder ao acusado de liderar uma trama golpista.
Flávio menciona a possibilidade de que, se um indulto for concedido, o PT poderia contestar isso no Supremo Tribunal Federal, visto que já ocorreu antes. Ele cita risco de conflitos entre os poderes, fala em “uso da força“, mas depois enfatiza que essa é uma análise de um cenário real e complicado que pode se desenvolver.
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Folha: “Uma anistia, um indulto, ao [ex] presidente Jair Bolsonaro seria uma condição para o apoio dele ao candidato da direita de 2026?”
Flávio: “Além disso, muito além disso, né? Eu acho que a condição pro Bolsonaro apoiar, se não tiver uma anistia, por isso que eu tô falando, que a anistia é o remédio, é uma saída honrosa pra todo mundo, neste momento ainda. Ainda dá pra fazer. Porque, vamos supor, aconteceu essa essa maluquice aí, de condenar o Bolsonaro. Ele está inelegível, não vai disputar a eleição. Ele vai ter que apoiar alguém. Ele não só vai querer apoiar alguém. Ou que banque a anistia, ou que banque um indulto, como você falou, não sei qual seria o instrumento a ser utilizado, mas que eles fossem cumpridos. Porque a gente tem que fazer uma análise de cenário também, que numa hipótese do presidente da República dar um indulto pro Bolsonaro, o PT vai entrar com um habeas corpus aqui no Supremo e: “Ah, é inconstitucional esse indulto”, como o Supremo já fez. Então vai ter que ter alguém na presidência da República que tenha o comprometimento – eu não sei de que forma – de que isso seja cumprido“.
Folha: “Mas como?“
Flávio: “Aí, eu tô te falando, é uma hipótese muito ruim, porque a gente tá falando de possibilidade de uso da força, a gente tá falando de possibilidade de interferência direta entre os poderes… É tudo o que ninguém quer. Eu não tô falando aqui, pelo amor de Deus, não tô fazendo ponto de ameaça. Eu tô fazendo uma análise de um cenário que é algo real que pode acontecer, ou não pode?. O Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto, ou faz a composição aqui, com o Congresso Nacional para aprovar uma anistia, dois, três meses isso tá concretizado, aí vem o Supremo falando: “Inconstitucional. Volta todo mundo pra cadeia”. Não dá! Certamente o candidato que o presidente Bolsonaro vai apoiar vai ter que ter esse compromisso, sim”.
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A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou em suas redes sociais que a declaração de Flávio Bolsonaro “é gravíssima e inaceitável“, pois “trata-se de mais um capítulo da trama golpista que insiste em rondar a democracia brasileira“.
A parlamentar acrescentou que, “ao sugerir o uso da força contra o STF, Flávio ataca diretamente o Estado Democrático de Direito, afronta a independência entre os Poderes e escancara ainda mais o desprezo da família Bolsonaro pelas regras do jogo democrático“.
Feghali disse ainda que “a defesa de impunidade por meio de ameaças é prática de regimes autoritários, não de uma república democrática” e que “a sociedade brasileira deve estar alerta” de que “essa fala não é isolada“, mas “parte de uma estratégia para manter um projeto autoritário vivo“.
“É dever do Congresso, das instituições e de todos os democratas reagirem com firmeza. A democracia não pode ser refém de ameaças nem de chantagens“, finalizou a deputada.
Outra reação foi a do deputado estadual gaúcho pelo Partido dos Trabalhadores, Leonel Radde, que fez uma avaliação crítica mais ácida, rotulando a fala de Flávio Bolsonaro como “Plano Miliciano“.
“Flávio escancarou o plano da família: querem transformar o Senado em uma trincheira da impunidade, enquanto negociam apoio do chefe dos golpistas em troca de proteção para livrar criminosos da cadeia. Não passarão!“, acrescentou o policial autodeclarado “antifascista“, que também compartilhou as imagens que circulam amplamente nas redes sociais.












