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IBC-Br do Banco Central indica novo recorde, mas juros altos e inflação pressionam. Serviços puxam crescimento, enquanto indústria e agropecuária recuam
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Brasília, 16 de junho de 2025
A economia do Brasil deu um pequeno passo à frente em abril de 2025, com um crescimento de 0,2%, segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) – indicador usado para avaliar o PIB antes do número oficial, que o Banco Central soltou nesta segunda-feira (16/jun).
O dado bateu um novo recorde na série histórica, deixando para trás o pico anterior. Mas o ritmo ficou mais devagar, se comparado a março, quando a economia tinha avançado 0,8%.
Serviços puxaram o crescimento, compensando quedas na Indústria e na Agropecuária.
Na comparação com abril de 2024, o IBC-Br subiu 3,1%, e, nos últimos 12 meses, acumula alta de 4,1%.
O primeiro trimestre já havia mostrado força, com crescimento de 1,8%, reforçando a resistência da economia.
Crescimento, mas com obstáculos
O resultado, claro, é bom, mas os especialistas já estão ligados nos sinais de que a coisa tá ficando mais lenta.
E não é à toa: o Banco Central está segurando os juros lá no alto (Selic a 14,75% ao ano) para tentar frear a inflação, que já subiu 5,53% em um ano – acima do limite de 4,5% que o governo considera aceitável.
Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, soltou: “O número mostra que a economia tá mesmo perdendo o gás”, o que significa que os próximos meses podem vir com crescimento mais fraco.
O Ministério da Fazenda ainda está apostando em um crescimento de 2,4% pra 2025, mas o mercado, segundo o Boletim Focus, está mais pessimista e espera somente 2,02%.
A Agropecuária, que deu uma força no começo do ano, deve continuar ajudando, mas os ventos internacionais – como as brigas comerciais puxadas pelos Estados Unidos – podem atrapalhar e deixar o ritmo mais fraco.
O que isso significa para o dia a dia?
Um crescimento, mesmo que pequeno, é positivo, pois ajuda a manter empregos e renda. Porém, a inflação e os juros altos encarecem empréstimos e financiamentos, pesando no bolso do consumidor.
O bom desempenho dos Serviços (como Comércio e Turismo) é um alívio, já que esses setores geram muitos postos de trabalho.
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Já a queda na Indústria preocupa, pois ela é essencial para investimentos e desenvolvimento a longo prazo.
O Banco Central segue de olho nos preços, e o Copom deve se reunir em breve para decidir sobre a Selic.
Alguns analistas acreditam que a taxa pode chegar a 15% até o final do ano, o que poderia “esfriar” ainda mais a economia.
E o que vem pela frente?
Com um crescimento acumulado de 1,8% no ano, o Brasil tem uma base sólida, mas o ritmo vai depender de fatores como o controle da inflação e o cenário global.
A safra recorde do primeiro semestre deve sustentar o PIB, mas o segundo semestre pode ser mais difícil, com menos estímulos do governo e juros elevados.
O IBGE vai divulgar o PIB oficial do primeiro trimestre no fim do mês, dando uma visão mais precisa da situação.
Até lá, o IBC-Br segue como referência, mostrando um país que continua crescendo, mas com passos mais cautelosos.












