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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    23 de outubro de 2026

    O Datafolha, divulgado na quinta-feira (22/out) e encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, registrou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Nos votos totais, Flávio marca 47% e Lula 46%, com 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Nos votos válidos — critério usado pela Justiça Eleitoral, que exclui brancos, nulos e indecisos — ambos aparecem com 50%.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais. Em relação à rodada anterior do instituto, de 15 de outubro, Lula subiu um ponto nos totais e um ponto nos válidos, enquanto Flávio manteve os 47% nos totais e caiu um ponto nos válidos (de 51% para 50%). O levantamento ouviu eleitores entre 20 e 22 de outubro.

    Outros institutos apresentam quadro semelhante de disputa apertada, mas com vantagem numérica para Flávio. A Alfa Inteligência, segundo a CNN Brasil, aponta Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, em pesquisa que ouviu 2.700 eleitores entre 18 e 22 de outubro, com margem de 1,9 ponto percentual e registro no TSE sob BR-08496/2026.

    A Real Time Big Data também registrou 52% para Flávio e 48% para Lula nos válidos em levantamentos recentes, incluindo um divulgado a dois dias da votação, com margem de dois pontos e empate técnico no limite. Nos votos totais estimulados, os percentuais ficam em torno de 49% para Flávio e 45% para Lula.

    IMPORTANTE: Os votos válidos são o critério oficial da Justiça Eleitoral para determinar o vencedor. Empate técnico significa que a diferença numérica cabe dentro da margem de erro de cada pesquisa. Nenhum desses levantamentos antecipa o resultado das urnas de domingo (25/out).

    POR QUE A MOBILIZAÇÃO DIGITAL ENTRA NO DEBATE?

    Na mesma reta final, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou em quinta-feira (22/out) que a Meta apresentasse em 24 horas um relatório técnico detalhado sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e com milhões de seguidores. A decisão, registrada pelo Urbs Magna, atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alega atuação coordenada e possível descumprimento de regras de conformidade.

    Nunes Marques também intimou Google e X a informar se identificaram amplificação coordenada de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro. O canal já havia sido alvo de suspensões anteriores pelo mesmo ministro, posteriormente revertidas ou condicionadas a registro formal. A coligação de Lula protocolou mandado de segurança no TSE contestando decisões anteriores de Nunes Marques sobre o canal, alegando invasão de competência e falta de contraditório.

    Comentário da Revista Fórum com o correspondente Henrique Rodrigues descreveu a nova determinação como “teatro” e questionou se a decisão já estaria tomada, além de apontar determinações paralelas sobre recomendações algorítmicas que favoreceriam nomes da extrema-direita. A análise observa que decisões administrativas sobre plataformas a menos de 72 horas da votação geram debate sobre isonomia e sobre o espaço real de mobilização legítima de apoiadores.

    O QUE SE PUBLICOU SOBRE A POSSIBILIDADE DE REAÇÃO DE LULA?

    Lula já havia criticado publicamente suspensões anteriores do canal. Em 11 de outubro, durante ato em São Paulo, afirmou que a decisão era “tendenciosa” e que desconfiava do comportamento da Justiça Eleitoral, segundo a Folha de S.Paulo. A campanha chegou a falar em “censura” e “parcialidade”.

    Janones, por sua vez, alternou críticas a “censura” com declarações de que cumpriria exigências e confiava no TSE. A coligação de Lula já recorreu ao tribunal com mandado de segurança. Com os números em empate técnico ou vantagem numérica limitada de Flávio, a mobilização de base — incluindo o canal de Janones — permanece central para a campanha petista nos últimos dias.

    A análise aponta que, em disputas tão apertadas, a capacidade de converter intenção em voto efetivo e de manter canais de comunicação com o eleitorado mais engajado pode influenciar o resultado tanto quanto a variação de um ou dois pontos nas pesquisas. A reação jurídica e política da campanha de Lula às decisões do TSE já está documentada em fontes públicas e tende a se intensificar caso novas restrições ocorram antes de domingo.

    O QUE ACONTECE AGORA?

    As campanhas seguem até sábado. O segundo turno ocorre domingo (25/out), das 8h às 17h (horário de Brasília). Novas pesquisas podem ser divulgadas até a véspera, dentro das regras do TSE. O relatório da Meta e as manifestações sobre o canal de Janones devem ser analisados pelo tribunal ainda nesta reta final.

    FAQ Rápido

    O que o Datafolha mostrou de diferente?
    Empate de 50% a 50% nos votos válidos e 47% a 46% nos totais, com Lula subindo um ponto em relação à pesquisa anterior.

    Os outros institutos confirmam o empate?
    Não. Alfa e Real Time Big Data mostram 52% a 48% nos válidos para Flávio, ainda dentro ou no limite da margem de erro, configurando empate técnico.

    Lula já reagiu às decisões sobre o Exército do Lula?
    Sim. Criticou publicamente suspensões anteriores como tendenciosas e a coligação protocolou mandado de segurança no TSE.


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