Brasília (DF)
09 de setembro de 2026
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10/set) mostra o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente no primeiro turno, com 43%, e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo, 46,4% a 46,2%, quando brancos, nulos e indecisos somam 7,4%. A reeleição deixa de ser um cenário de folga e volta a depender de segundo turno.
O que a Atlas mediu e como mediu?
O instituto ouviu 5 mil eleitores no Brasil entre 4 e 9 de setembro, por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com 95% de confiança. O registro no TSE é BR-01452/2026.
Como fica o primeiro turno?
- Lula (PT): 43%
- Flávio Bolsonaro (PL): 37,4%
- Augusto Cury (Avante): 6,6%
- Renan Santos (Missão): 6,5%
- Romeu Zema (Novo): 2,1%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1,1%
- Samara (UP): 1,0%
- Pablo Marçal (PRTB): 1,0%
- Clariana Barão (DC): 0,3%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Branco ou nulo: 0,6%
- Não sabem: 0,4%
Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não foram mencionados na urna testada.
Na rodada de agosto, Lula já tinha 43% e Flávio, 34%. Cury caiu de 8% para 6,6%. Renan Santos subiu de 3% para 6,5%. A alta de 3,4 pontos do senador supera a margem. O estadista ficou parado. A diferença no primeiro turno, que era de 9 pontos, foi a 5,6.
Com 0,6% de branco/nulo e 0,4% de indecisos nessa urna, o primeiro turno continua aberto.
O segundo turno Lula x Flávio e os 7,4%
No confronto direto:
- Flávio Bolsonaro: 46,4%
- Lula: 46,2%
- Branco / nulo / não sabe: 7,4%
Em agosto, Lula tinha 47,1% e Flávio, 42,6%. Brancos, nulos e indecisos eram 10,3%. O senador ganhou 3,8 pontos. O presidente perdeu 0,9. A fatia sem candidato caiu 2,9 pontos — movimento que, nesta amostra, foi quase todo para Flávio.
A diferença de 0,2 ponto está dentro da margem de 1 ponto. É empate técnico, com o opositor numericamente à frente. A Bloomberg ligou o avanço à crise no STF e ao desgaste da tentativa de reeleição. Pesquisa não prova causalidade; registra coincidência temporal.
Os outros quatro segundos turnos
A Atlas testou Lula contra mais quatro nomes:
- Romeu Zema: Zema 46,2% / Lula 46,0% / BNI 7,7%
- Ronaldo Caiado: 45,7% a 45,7% / BNI 8,6%
- Augusto Cury: Lula 43,8% / Cury 41,1% / BNI 15,2%
- Renan Santos: Lula 46,0% / Renan 33,8% / BNI 20,2%
Lula só abre folga clara contra Renan. Contra Zema e Caiado, o empate se repete. Contra Cury, a vantagem é de 2,7 pontos, com 15,2% ainda fora da urna.
Rejeição e avaliação de governo
Pergunta de rejeição (“não votaria de jeito nenhum”), com possibilidade de mais de um nome:
- Lula: 52,5%
- Flávio Bolsonaro: 49,6%
- Jair Bolsonaro: 37,7%
- Renan Santos: 35,7%
- Pablo Marçal: 35,1%
- Romeu Zema: 31,6%
- Ronaldo Caiado: 28,1%
- Augusto Cury: 25,6%
- Nenhum deles: 0,7%
Em agosto, Flávio era o mais rejeitado (52,9%) e Lula tinha 49,4%. Houve inversão.
Sobre o desempenho pessoal do presidente, os dados registram desaprovação de 53,8% (ante 53% na rodada anterior) e aprovação de 43,7% (ante 45%). E 2,5% não souberam opinar nessa pergunta.
O portal já havia tratado rodadas anteriores da mesma série em janeiro e no empate de fevereiro. O padrão se confirma: Lula segura o primeiro turno; o segundo se aperta quando o adversário é Flávio.
O que os números não dizem
Lula continua sendo o único nome com urna de primeiro turno acima de 40%. O segundo turno contra Flávio, Zema ou Caiado cabe em um ponto — qualquer leitura de “virada” ou de “reeleição certa” extrapola a tabela. O eleitorado apresenta 7,4% sem candidato no 2º turno. Lula x Flávio ainda cabem numa eleição de margem estreita; em agosto eram 10,3%.
A pesquisa foi a campo de 4 a 9 de setembro, antes da Operação Make Up desta quinta.
O que permanece aberto é se a transferência de Cury e de indecisos para Flávio se sustenta nas três semanas até o primeiro turno, ou se a liderança de Lula no 1ºT volta a se converter em vantagem no 2ºT quando o eleitor decidir o voto útil.
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