Levantamento confirma liderança do presidente nos cenários testados, enquanto a oposição se articula em candidaturas variadas, apesar do crescimento de Flávio Bolsonaro desde dezembro
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg (BR-02804/2026), realizada de 15 a 20/jan/2026, mostra Lula (PT) liderando todos os cenários de 1º turno (48-49%) e 2º turno (49% vs. adversários da direita em 45-46%). Flávio Bolsonaro é o mais competitivo (até 35% no 1º, reduzindo distância no 2º), seguido por Michelle (31%) e Tarcísio (28%). Haddad perde para Flávio, mas vence Tarcísio. Lula forte no Nordeste, mulheres e baixa renda; oposição entre evangélicos, Sul/Centro-Oeste e alta renda. Margem de erro ±1pp, método RDR com 5.418 respondentes.
Brasília (DF) · 21 de janeiro de 2026
A mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg, realizada entre os dias 15 e 20 de janeiro de 2026, revela um cenário de estabilidade e polarização na política brasileira, com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantendo o favoritismo, mas enfrentando forte resistência de nomes da direita e do centro-direita.
O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-02804/2026, apresenta um mapeamento detalhado das intenções de voto para o primeiro e segundo turnos, além de testar a viabilidade de Fernando Haddad como sucessor natural na esquerda.
Cenários de 1º Turno: Lula vs. a Direita Fragmentada
A pesquisa testou cinco cenários principais de primeiro turno. Em todos eles, Lula aparece na liderança, variando entre 48% e 49% das intenções de voto.
Cenário com Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas:
Lula detém 48%, seguido por Flávio Bolsonaro com 28% e o governador Tarcísio de Freitas com 11%. Outros candidatos somam participações menores, como Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%).
Cenário sem Tarcísio de Freitas:
Com a saída do governador de SP, Flávio Bolsonaro herda parte dos votos, subindo para 35%, enquanto Lula oscila para 49%.
Cenário com Tarcísio (sem Flávio):
Tarcísio de Freitas atinge 28%, mantendo Lula com 49%.
Cenário com Michelle Bolsonaro:
A ex-primeira-dama demonstra força eleitoral, alcançando 31%, posicionando-se como uma das principais alternativas da oposição. Lula mantém 48%.
Cenário sem “Bolsonaros” ou Tarcísio:
Na ausência dos nomes mais fortes da direita, Ronaldo Caiado lidera o bloco de oposição com 15%, seguido por Romeu Zema (11%) e Ratinho Jr. (9%). Lula permanece estável com 49%.
A Sucessão na Esquerda: O Desafio de Fernando Haddad
Quando o nome de Fernando Haddad é testado como candidato do governo, a disputa torna-se ainda mais acirrada.
Em um cenário contra Flávio Bolsonaro, Haddad (35,8%) aparece numericamente atrás do senador (38,2%).
Contudo, em um confronto direto contra Tarcísio de Freitas no primeiro turno, Haddad recupera a liderança com 42% contra 28,9% do governador paulista.
Segundo Turno: O “Teto” de 49%
Os cenários de segundo turno mostram que Lula possui uma base sólida de 49%, mas a vitória não seria folgada contra os principais expoentes da direita.
Lula (49%) vs. Jair Bolsonaro (46%):
Uma repetição hipotética de 2022 mostra que a distância permanece curta, dentro da margem de segurança, mas com vantagem para o atual mandatário.
Lula (49%) vs. Tarcísio de Freitas (45%).
Lula (49%) vs. Michelle Bolsonaro (45%).
Lula (49%) vs. Flávio Bolsonaro (45%).
A maior vantagem de Lula ocorre contra Eduardo Leite, onde o presidente vence por 48% a 23%, refletindo um alto índice de votos brancos, nulos ou indecisos (29%) neste cenário específico.
Perfil Demográfico e Padrões de Voto
Os dados cruzados revelam padrões geográficos e sociais claros:
Lula: Mantém sua fortaleza no Nordeste (chegando a 58,2% em alguns cenários) e entre eleitores com Ensino Fundamental (61,2%). Ele também lidera amplamente entre católicos e pessoas com renda de até R$ 2.000.
Oposição (Bolsonarismo/Tarcísio): Encontra maior eco entre evangélicos (onde Flávio Bolsonaro chega a 55,3%), eleitores do Sul e Centro-Oeste, e faixas de renda mais elevadas (acima de R$ 10.000).
Gênero: Lula possui uma vantagem significativa entre as mulheres (55,7%), enquanto a disputa é muito mais equilibrada entre os homens, com candidatos da direita frequentemente liderando esse recorte.
Considerações
Os resultados apontam que, embora a esquerda liderada por Lula tenha uma base resiliente, a direita brasileira conseguiu consolidar múltiplos nomes capazes de manter a competitividade.
A pesquisa Atlas/Bloomberg sublinha que a eleição de 2026, embora ainda distante, desenha-se como uma nova batalha decidida nos detalhes da rejeição e na capacidade de aglutinação de forças de cada campo político.
Métodos
Diferente das pesquisas tradicionais presenciais ou por telefone, a AtlasIntel utiliza o método Random Digital Recruitment (RDR). Os 5.418 respondentes foram recrutados organicamente durante a navegação rotineira na web em diversos dispositivos, como smartphones e laptops.
Segundo as fontes, esse método oferece vantagens cruciais:
Anonimato total: Evita o impacto psicológico da interação humana, permitindo que o entrevistado responda sem medo de julgamentos.
Representatividade: As amostras são pós-estratificadas por um algoritmo que considera variáveis como sexo, faixa etária, nível educacional, renda, região e comportamento eleitoral anterior para refletir fielmente a população adulta brasileira.
Eliminação de vieses: O RDR evita a “fadiga do respondente” comum em painéis fixos e permite um mapeamento granular de não-respostas.
A margem de erro é de ±1 ponto percentual, com um nível de confiança de 95%.
Nas redes sociais, o instituto postou:

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