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    TSE sob Kassio divulga matéria sobre confiança nas urnas dias após questionamentos de Flávio – Leia íntegra

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    Kassio Nunes Marques e Flávio Bolsonaro

    📷 O presidente do TSE e ministro do STF Kassio Nunes Marques durante sessão na corte eleitoral e o senador Flávio Bolsonaro durante encontro com diplomatas em que lançou dúvida contra o sistema eleitoral brasileiro |•| ARTE URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    31 de julho de 2026

    O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob a presidência de Kassio Nunes Marques e a vice-presidência de André Mendonça, ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado e inelegível por atacar o sistema eleitoral brasileiro durante reunião com embaixadores, divulgou matéria nesta sexta-feira (31/jul) sobre a segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.

    Segundo o texto da publicação, a urna eletrônica completa 30 anos em 2026 e prepara as Eleições Gerais com mais de 158 milhões de eleitores.

    O equipamento, implantado em 1996 pela Justiça Eleitoral, eliminou fraudes históricas do voto em papel e consolidou a confiança no processo democrático brasileiro.

    A mensagem do TSE ocorre dias após Flávio Bolsonaro repetir o pai e lançar dúvida contra o processo eleitoral do Brasil.

    Em 21 de julho, o senador afirmou a embaixadores que as urnas eletrônicas brasileiras têm origem em uma empresa venezuelana investigada por fraude, uma declaração já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2020.

    Durante um evento em Brasília, Flávio mencionou um relatório da CIA sobre manipulação de sistemas de votação na Venezuela e fez uma associação com o Brasil, afirmando que muitas máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem.

    O TSE reafirmou que a empresa Smartmatic nunca forneceu urnas ou softwares ao Brasil, apenas serviços de conexão de dados e voz em contratos anteriores.

    EUA querem interferir na eleição do Brasil?

    Dias depois, o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA, Riley Barnes e Samuel Samson, bloqueando uma missão considerada interferência nos assuntos internos e no processo eleitoral brasileiro.

    A comitiva da gestão Trump pretendia reunir-se com aliados locais para questionar o sistema eletrônico de votação, sob o pretexto oficial de discutir liberdade de expressão.

    Após o bloqueio federal, o Consulado dos EUA em São Paulo passou a articular encontros com influenciadores e jornalistas de extrema-direita, oposição ao governo Lula.

    Essas reuniões a portas fechadas visam instrumentalizar a militância digital para difundir narrativas favoráveis à oposição com foco nas eleições de 2026.

    O que diz o TSE hoje sobre as urnas

    Há três décadas, o Brasil deixava para trás o sistema de cédulas que convivia com manipulações desde o Império.

    Em 1996, a Justiça Eleitoral colocou em prática o projeto da urna eletrônica, desenvolvido com apoio de técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do então Centro Técnico Aeroespacial (CTA).

    A estreia ocorreu nas eleições municipais daquele ano, em 57 cidades, alcançando cerca de 32 milhões de eleitores — um terço do eleitorado. Em 2000, o sistema já cobria todo o território nacional.

    O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, resume o impacto: “É um ano em que celebramos os 30 anos da urna eletrônica, responsável pela implantação do processo eleitoral informatizado no Brasil. São três décadas de um projeto absolutamente bem-sucedido. Podemos afirmar que a urna eletrônica é um patrimônio da sociedade e da nação brasileira. Um orgulho nacional”.

    A declaração consta da matéria publicada pelo próprio tribunal em sexta-feira (31/jul). Antes da informatização, a apuração podia levar dias ou semanas. Esquemas como a “urna grávida”, o “voto formiguinha”, o “eleitor fósforo”, a “fraude cantada” e o “mapismo” exploravam a intervenção humana em todas as etapas.

    A digitalização retirou justamente essa fragilidade. “A urna eletrônica permitiu digitalizar etapas críticas do processo eleitoral e eliminar fragilidades que existiam no modelo manual. Um projeto bem-sucedido, 30 anos e nenhuma única prova ou evidência de fraude ocorreu nas etapas que envolvem o processo eleitoral brasileiro realizado pela urna eletrônica”, afirmou Valente.

    A consolidação do sistema reforça a soberania do voto popular. O equipamento funciona offline, sem conexão à internet, e conta com mais de 40 oportunidades de auditoria a cada ciclo eleitoral.

    Partidos, Ministério Público, Polícia Federal, Ordem dos Advogados do Brasil, universidades e entidades da sociedade civil fiscalizam o código-fonte — aberto há 12 meses antes do pleito — e participam dos Testes Públicos de Segurança.

    Nas Eleições 2026 serão usados os modelos UE2013, UE2015, UE2020 e UE2022. Nova geração está prevista apenas para 2028.

    A acessibilidade também avançou. A urna oferece teclado com braile, saída de áudio, sintetizador de voz e intérprete de Libras na tela.

    Esses recursos ampliam o direito de votar a pessoas com deficiência visual ou de locomoção. Em meio a questionamentos recentes sobre a confiabilidade do sistema, o TSE reiterou, em matéria do Estadão de 29 de julho, que nenhuma verificação identificou falhas capazes de comprometer o sigilo ou alterar resultados.

    As empresas que fabricaram os equipamentos ao longo das décadas são Unisys, Procomp, Diebold e Positivo Tecnologia —, todas por meio de licitações.

    O sistema brasileiro se tornou referência mundial em votação eletrônica. Sete eleições presidenciais já ocorreram com a urna.

    O cidadão vota com a certeza de que sua escolha será contabilizada.

    LEIA A ÍNTEGRA

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    Urna eletrônica TSE

    30 anos da urna eletrônica: a revolução que acabou com as fraudes e modernizou as eleições

    Sistema é referência mundial em votação eletrônica e se transformou em orgulho nacional da democracia

    Há 30 anos, o Brasil iniciava uma das mais importantes transformações da sua história democrática. Em 1996, a Justiça Eleitoral colocou em prática um projeto inovador que mudaria para sempre a forma de votar e apurar eleições no país: a urna eletrônica.

    Três décadas depois, o sistema eletrônico de votação consolidou-se como um dos maiores símbolos da modernização eleitoral brasileira. Desenvolvida pela própria Justiça Eleitoral, a urna eletrônica permitiu reduzir drasticamente o tempo de apuração dos votos, eliminar fraudes comuns ao sistema baseado em cédulas de papel e ampliar a eficiência, a transparência e a segurança das eleições.

    Desde sua primeira utilização, a tecnologia tem evoluído continuamente para incorporar novas camadas de proteção, auditoria e fiscalização, acompanhando os avanços da segurança da informação e as demandas de uma sociedade cada vez mais digital.

    Em 2026, ano em que a urna eletrônica completa três décadas de existência, a Justiça Eleitoral se prepara para mais uma grande operação eleitoral, reafirmando a confiança em um sistema que transformou a democracia brasileira.

    O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, destacou que, em outubro, mais de 158 milhões de brasileiras e brasileiros participarão das Eleições Gerais de 2026 para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    “Os eleitores podem ter a segurança de que o voto registrado na urna eletrônica é exatamente o voto considerado na apuração”, falou Valente.

    O secretário ressalta que a celebração dos 30 anos da urna eletrônica também representa o reconhecimento de um projeto que transformou o processo eleitoral brasileiro.

    “É um ano em que celebramos os 30 anos da urna eletrônica, responsável pela implantação do processo eleitoral informatizado no Brasil. São três décadas de um projeto absolutamente bem-sucedido. Podemos afirmar que a urna eletrônica é um patrimônio da sociedade e da nação brasileira. Um orgulho nacional”, afirma.

    Três décadas sem fraudes eleitorais

    Do Império à criação da Justiça Eleitoral, o voto em papel conviveu com um histórico de manipulações e esquemas ilegais, que iam da coação de eleitores à adulteração direta dos resultados. Júlio Valente destaca que a informatização do processo eleitoral permitiu eliminar o histórico de vulnerabilidades que existiam nas etapas de coleta, apuração dos votos e armazenamento dos votos.

    Entre as fraudes conhecidas estavam a urna grávida, o roubo da urna, o voto formiguinha, o eleitor fósforo, a fraude cantada e mapismo. Esses esquemas mostram como o processo manual dependia da intervenção humana e abria brechas para manipulações em todas as etapas, desde a preparação do material e o transporte das urnas de lona até a contagem final dos votos.

    Foi justamente a necessidade de eliminar essas vulnerabilidades que impulsionou a modernização do sistema eleitoral brasileiro.

    “A urna eletrônica permitiu digitalizar etapas críticas do processo eleitoral e eliminar fragilidades que existiam no modelo manual. Um projeto bem-sucedido, 30 anos e nenhuma única prova ou evidência de fraude ocorreu nas etapas que envolvem o processo eleitoral brasileiro realizado pela urna eletrônica. Conseguimos libertar a nação brasileira desse triste histórico e agora o cidadão vota com a certeza de que a sua voz é respeitada e de que o seu voto vai ser contabilizado no resultado final”, disse Júlio Valente.

    A história da urna eletrônica é marcada não apenas pela inovação, mas também pela confiabilidade. Em 30 anos de utilização do voto eletrônico, não houve comprovação de fraude capaz de alterar resultados eleitorais produzidos pelas urnas eletrônicas.

    Ao longo desse período, o sistema foi submetido a sucessivos processos de auditoria, fiscalização e testes independentes, fortalecendo a transparência e a credibilidade do processo eleitoral brasileiro. Os sistemas eleitorais passam por processos rigorosos de verificação antes de cada eleição, permitindo que especialistas avaliem sua integridade e contribuam para o aprimoramento contínuo das soluções adotadas pela Justiça Eleitoral.

    Apuração dos votos

    Outro desafio enfrentado pela Justiça Eleitoral antes da urna eletrônica era a contagem de votos. A apuração das eleições podia levar dias ou até semanas para ser concluída. Além disso, eram comuns erros de preenchimento de cédulas, votos anulados por falhas formais e tentativas de manipulação durante a contagem.

    A partir de 1996, o cenário começou a mudar. O processo de votação tornou-se mais simples para o eleitor e mais eficiente para a administração eleitoral. A apuração passou a ocorrer de forma rápida e automatizada, permitindo a divulgação dos resultados em poucas horas após o encerramento da votação.

    Inclusão na hora de votar

    A nova tecnologia também fortaleceu a inclusão eleitoral ao oferecer recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, dificuldades de locomoção e outros públicos que necessitam de atendimento especializado.

    Os avanços são muitos e buscam o exercício do voto por todas as cidadãs e todos os cidadãos brasileiros. Entre os recursos de acessibilidade disponíveis na urna eletrônica estão:

    Teclado numérico grande, com sequenciamento de números, igual ao utilizado nos telefones e teclas com sensibilidade tátil (braile) e audível (clique);

    Saída de áudio para fone de ouvido;

    Cadastro de nome fonético das candidaturas;

    Sintetizador de voz para leitura das teclas digitadas e dos nomes de candidaturas, vices e suplentes;

    Apresentação com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela da urna eletrônica, para indicar os cargos em votação.

    Segurança construída em múltiplas camadas

    Ao longo de seus 30 anos, a urna eletrônica passou por constantes aperfeiçoamentos tecnológicos. Hoje, a segurança do sistema eleitoral brasileiro é resultado de um conjunto de mecanismos que atuam em diferentes etapas do processo, desde o desenvolvimento dos programas até a totalização dos resultados.

    Segundo o secretário Júlio Valente, o sistema eletrônico de votação é um processo hígido, auditável e transparente, contando com mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo de cada biênio que forma o ciclo eleitoral. Além disso, a fiscalização é exercida por diversas instituições e entidades legitimadas pelo artigo 6 da Resolução TSE nº 23.673/2021.

    Entre as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral estão a assinatura digital dos sistemas, o lacramento dos programas, a criptografia dos dados, os testes públicos de segurança e a fiscalização permanente realizada por partidos políticos, federações, coligações, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, Congresso Nacional e entidades da sociedade civil.

    Evolução permanente

    Valente destaca que a evolução constante da tecnologia exige melhorias permanentes.

    “A cada ano são feitas melhorias ou no software ou no hardware da urna eletrônica. Para isso, contamos com a própria sociedade brasileira que se faz representar por meio das entidades fiscalizadoras e por meio das investigadoras e dos investigadores que atuam no teste público de segurança”, declarou Valente.

    Desde o ciclo das Eleições de 2022, o sistema eletrônico de votação passou por importantes saltos tecnológicos, de transparência e de acessibilidade. O modelo UE2020 passou a contar com capacidade de processamento 18 vezes superior à geração anterior, tela sensível ao toque para o terminal do mesário e certificação de seus mecanismos criptográficos com base nos padrões da ICP-Brasil.

    Para garantir a lisura e a segurança, foram realizadas as edições de 2021, 2023 e 2025 do Teste Público de Segurança (TPS), o prazo de acesso ao código-fonte dobrou para 12 meses e houve a publicação em tempo real de arquivos essenciais, como Boletins de Urna (BUs), RDVs e logs.

    A acessibilidade também teve avanços marcantes, combinando a inclusão do intérprete de Libras na tela e voz sintetizada mais natural para deficientes visuais, além da simplificação na etapa de identificação do eleitor no momento da votação.

    As sucessivas atualizações reforçam um conjunto de procedimentos técnicos e jurídicos que asseguram que o voto registrado na urna seja exatamente o voto contabilizado na apuração, preservando simultaneamente o sigilo da escolha do eleitor.

    Essa combinação entre segurança, auditabilidade, transparência, atualização tecnológica e participação institucional transformou o modelo brasileiro em referência internacional, frequentemente observado por autoridades eleitorais de diversos países.

    Orgulho nacional a serviço da democracia

    A urna eletrônica é orgulho nacional. Ao completar 30 anos, a urna eletrônica representa mais do que tecnologia. Ela simboliza o compromisso permanente da Justiça Eleitoral com a democracia, a transparência e o respeito à vontade soberana do eleitor.

    Durante esse período, milhões de brasileiras e brasileiros exerceram seu direito ao voto utilizando uma tecnologia desenvolvida para garantir eleições seguras, céleres e confiáveis. Foram realizadas sete eleições presidenciais com utilização da urna eletrônica, além da escolha de milhares de governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores.

    Trinta anos após sua criação, a urna eletrônica permanece como um patrimônio da democracia brasileira. Resultado de investimento contínuo em inovação, transparência e segurança, ela assegura que a vontade do eleitor seja expressa nas urnas e fielmente refletida no resultado das eleições.



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