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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    15 de outubro de 2026

    O dirigente nacional do PT e diretor da Fundação Perseu Abramo, Alberto Cantalice, afirmou que trackings internos mostram Lula e Flávio Bolsonaro rigorosamente empatados no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo ele, as mobilizações de rua e a ocupação das redes reequilibraram a disputa, e pesquisas recentes ainda não captaram o efeito da aprovação da PEC que extingue a escala 6×1.

    O QUE CANTALICE DISSE SOBRE OS TRACKINGS?

    Em publicação no X na madrugada de sexta-feira (16/out), Cantalice escreveu: “O pêndulo nos trackings colocam Lula e Flávio rigorosamente empatados. Nem a Quaest, nem o Datafolha, cujo campo foi ontem, pegaram a aprovação da PEC contra o 6/1. O que já se percebeu na noite de hoje. As mobilizações de rua e a ocupação das redes reequilibraram a disputa. Venceremos!”


    A declaração reforça posicionamentos anteriores do dirigente, que vem acompanhando a movimentação de trackings e destacando o papel das ruas e das redes desde o início do segundo turno. Em artigo publicado na Fundação Perseu Abramo em 13 de outubro, Cantalice já defendia que havia condições concretas para virar a disputa, citando as mobilizações ocorridas após o primeiro turno e o rearranjo da campanha de Lula e Geraldo Alckmin.

    COMO ESTÁ A DISPUTA NO SEGUNDO TURNO?

    O segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 4 de outubro. Com praticamente todas as urnas apuradas, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos e Lula com 45,16%, a menor diferença entre o primeiro e o segundo colocado desde 1989, segundo levantamento do Poder360.

    A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro. Pesquisas divulgadas nos dias seguintes mostraram uma disputa apertada. A Quaest, em levantamento realizado entre 10 e 13 de outubro e divulgado em 14 de outubro, registrou Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 44% das intenções de voto totais, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nos votos válidos, a diferença também permaneceu dentro da margem de erro.

    O Datafolha, em pesquisa anterior, havia apontado Flávio com 49% e Lula com 45%. Trackings encomendados por bancos e mencionados por veículos como O Globo e Brasil 247 indicaram redução da distância nas últimas semanas, com avanço de Lula.

    POR QUE A PEC DO FIM DA ESCALA 6X1 ENTROU NO DEBATE?

    O Senado aprovou em 14 de outubro a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial. A proposta, bandeira do campo progressista e do governo, contou com apoio de Flávio Bolsonaro na reta final, após o candidato ter se posicionado anteriormente de forma crítica. O texto segue para promulgação.

    Cantalice afirmou que nem a Quaest nem o Datafolha captaram plenamente o efeito dessa aprovação, que, segundo ele, já se refletia nas mobilizações e nas redes na noite da votação. Analistas de diferentes veículos avaliam que a pauta tem potencial de mobilizar a base já inclinada a Lula, embora seu alcance eleitoral isolado seja limitado em um cenário de alta rejeição de ambos os candidatos.

    O QUE AS MOBILIZAÇÕES DE RUA E AS REDES REPRESENTAM?

    Após o primeiro turno, a campanha de Lula intensificou atos em várias cidades, incluindo uma manifestação na avenida Paulista em 11 de outubro que ocupou vários quarteirões. Veículos como a Folha de S.Paulo registraram a ampliação de ações digitais e de rua, com participação de influenciadores, parlamentares eleitos e movimentos sociais. Levantamentos de engajamento mostraram crescimento de interações nas contas oficiais de Lula nos primeiros dias do segundo turno.

    Cantalice tem reiterado em postagens e artigos que a combinação de presença nas ruas e ocupação das redes pode reduzir a abstenção em áreas de maior identificação com o campo progressista e contrapor a narrativa de que a vitória de Flávio já estaria consolidada. Em texto de 13 de outubro, ele classificou as manifestações como as maiores desde a campanha das Diretas e apontou que a perspectiva de desmonte de políticas sociais estimulou a mobilização.

    IMPORTANTE: A declaração de Alberto Cantalice expressa uma avaliação de dirigente partidário baseada em trackings internos e na leitura política das mobilizações. Ela não substitui pesquisas de intenção de voto registradas no TSE nem garante resultado eleitoral. As pesquisas públicas mais recentes continuam mostrando uma disputa dentro ou próxima da margem de erro, e o resultado final será definido apenas nas urnas em 25 de outubro.

    O QUE ACONTECE AGORA?

    Os próximos dias devem concentrar os debates televisivos e o esforço de transferência de votos dos candidatos eliminados no primeiro turno, além da tentativa de reduzir a abstenção. A análise aponta que, em um pleito marcado por alta rejeição de ambos os candidatos e por divisão regional clara — Lula dominante no Nordeste e Flávio no Sul, Sudeste e Centro-Oeste —, a capacidade de mobilizar o eleitorado que se absteve no primeiro turno e de comunicar as consequências práticas das propostas de cada campo será determinante.

    A ocupação das redes e as ações de rua, destacadas por Cantalice, fazem parte desse esforço de um dos lados. O outro lado também intensifica presença digital e busca consolidar o apoio obtido no primeiro turno, incluindo o de governadores e partidos que formalizaram apoio a Flávio Bolsonaro.

    FAQ Rápido

    O que Alberto Cantalice disse sobre a disputa entre Lula e Flávio?
    Ele afirmou que trackings mostram os dois candidatos rigorosamente empatados e que as mobilizações de rua e a ocupação das redes reequilibraram a disputa, além de apontar que pesquisas recentes ainda não captaram o efeito da aprovação da PEC do fim da escala 6×1.

    Quando será o segundo turno das eleições de 2026?
    A votação está marcada para 25 de outubro de 2026.

    A aprovação da PEC 6×1 já alterou as pesquisas?
    Segundo Cantalice, as pesquisas Quaest e Datafolha cujo campo ocorreu antes ou no momento da aprovação ainda não captaram plenamente esse efeito. Analistas avaliam que a pauta tem potencial de mobilização da base progressista, mas seu impacto isolado é limitado.


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