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    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Teerã (IR)
    19 de agosto de 2026

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na terça-feira (18/ago) no Truth Social um mapa que identifica o Estreito de Ormuz como “NEW U.S. Territory”.

    A imagem, republicada pela conta oficial da Casa Branca, elevou as tensões com o Irã horas após o vencimento de um memorando de entendimento de 60 dias sem acordo entre as partes.

    A provocação cartográfica reforça a disputa sobre uma das principais artérias energéticas do planeta e coloca em risco a estabilidade do comércio internacional de petróleo.

    Segundo também mostrou reportagem da Forbes, Trump circulou a estreita faixa de água que separa o Irã de Omã e dos Emirados Árabes Unidos e a rotulou sem qualquer contexto adicional.

    O presidente já havia mencionado a ideia em discurso a policiais em Long Island na sexta-feira anterior e reiterado a jornalistas no Oval Office na segunda-feira, afirmando que “Acho que é uma ótima ideia.”.

    A Lead Stories confirmou a autenticidade da publicação original no Truth Social de @realDonaldTrump e da republicação pela Casa Branca.

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    O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para assuntos jurídicos e internacionais, Kazem Gharibabadi, reagiu na plataforma X.

    Conforme registrado pela Mediaite, ele afirmou que “Assim como Trump escreveu corretamente o nome do eterno Golfo Pérsico, em breve seu delírio a respeito do Estreito de Ormuz será corrigido, ou nós corrigiremos os delírios desse homem iludido.”

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    Em mensagem anterior, Gharibabadi já havia declarado que o estreito “Não pode ser apreendido por um tweet, nem por um porta-aviões, nem por uma ordem emitida, nem por um discurso eleitoral.”

    Em postagem subsequente no mesmo dia, Trump escreveu: “Não há negociações ou conversas em andamento, nem agendadas, com a República Islâmica do Irã. O bloqueio naval permanece em pleno vigor e efeito. O Estreito de Ormuz está aberto e operacional. Todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas.”

    A declaração contradiz relatos de conversas de backchannel mencionados por assessores e por reportagens da NBC News.

    A importância estratégica da hidrovia permanece inalterada. Cerca de 20% do petróleo mundial circula diariamente pelo Estreito de Ormuz.

    O bloqueio naval mantido pelos Estados Unidos e a restrição de tráfego imposta pelo Irã desde o início do conflito em fevereiro reduziram drasticamente o fluxo de navios, segundo dados citados pela Deseret News.

    Dias antes, Trump ameaçou Omã em entrevista à Fox News, declarando que “se Omã entrar no nosso caminho, vamos bombardeá-los até não sobrar nada.”, conforme relatado pela NBC News.

    A declaração ocorreu enquanto Irã e Omã negociavam arranjos de gestão compartilhada da rota, sem participação norte-americana.

    A escalada retórica e a tentativa de redefinir soberania por meio de mapas e posts sociais desafiam princípios básicos do direito internacional e da livre navegação.

    A postura coloca forças militares em alerta máximo e mantém o preço do barril de petróleo sob pressão, com impactos que se estendem a economias dependentes de energia importada.

    O memorando de entendimento de 60 dias, assinado em junho, expirou sem renovação.

    Trump recusou estendê-lo.

    O Irã exige o fim do bloqueio, o levantamento de sanções e a liberação de ativos congelados antes de reabrir plenamente a hidrovia.

    A Washington Examiner registrou que o presidente vinculou o controle prático obtido pelo bloqueio naval ao direito de declarar o território como americano.



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