Brasília (DF)
11 de outubro de 2026
O correspondente da teleSUR no Brasil, Nacho Lemus, registrou neste domingo (11/out) que "não entra um alfinete" na Avenida Paulista, com centenas de milhares de pessoas mobilizadas pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O ato, batizado de Marcha pela Democracia, ocorre no contexto do segundo turno marcado para 25 de outubro, após Flávio Bolsonaro (PL) ter terminado o primeiro turno à frente do petista.
A postagem, que inclui vídeo do correspondente no local, mostra a avenida ocupada de ponta a ponta em vários trechos. Lemus afirmou em espanhol: "No entra un alfiler en la avenida Paulista. Cientos de miles de personas movilizadas por la reelección de Lula." A rede latino-americana retransmitiu o material, destacando a dimensão da mobilização em defesa da soberania nacional e contra o que descreveu como tentativa de retorno do bolsonarismo.
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O QUE ACONTECEU NA PAULISTA NESTE DOMINGO?
A concentração começou por volta das 11h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Organizada por estudantes, movimentos sociais, partidos de esquerda e comunidades de fãs, a marcha levou bandeiras vermelhas, faixas e cartazes com demandas por direitos sociais, educação pública e democracia. Relatos de veículos como a Folha de S.Paulo indicam ocupação de boa parte dos cerca de 2,8 km da avenida, do Paraíso à Consolação, sem estimativa oficial de público no momento da apuração. Organizadores e veículos alinhados à campanha chegaram a falar em mais de um milhão de pessoas; outras fontes mencionam milhares ou cerca de 100 mil.
Lula chegou por volta das 12h30 acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e da primeira-dama Janja. Também estiveram presentes lideranças como Fernando Haddad, governadores reeleitos do Nordeste e artistas. O presidente discursou de um palanque e fez apelo direto à participação popular.
O QUE LULA DISSE AOS JOVENS E AOS QUE NÃO VOTARAM?
No discurso, o presidente destacou a presença de jovens e afirmou: "Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade enquanto são jovens." Ele completou que "esse país não pode perder a democracia, por pior que ela seja". A fala foi registrada por veículos como o Valor Econômico e a Folha.
Lula também se dirigiu aos cerca de 30 milhões de pessoas que não votaram no primeiro turno (abstenção de cerca de 21%, segundo o TSE), incluindo idosos acima de 70 anos, para os quais o voto é facultativo. "Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas. Se a pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem neto e tem a pátria dela para cuidar", declarou, segundo o ICL Notícias.
Outros pontos do discurso incluíram a defesa da votação da PEC do fim da escala 6x1 ainda nesta semana, crítica a decisões do TSE (como a suspensão temporária do canal "Exército do Lula" no WhatsApp, depois suspensa por liminar) e promessa de "revolução tecnológica" em um eventual novo mandato, com formação em inteligência artificial e indústria digital. O presidente relembrou ainda o período da pandemia e a postura do governo anterior em relação à ciência e às vacinas.
POR QUE A MOBILIZAÇÃO IMPORTA PARA O SEGUNDO TURNO?
A análise aponta que o ato na Paulista funciona como termômetro de mobilização da base petista e aliada após o primeiro turno, no qual Flávio Bolsonaro terminou à frente com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula — a menor margem entre os dois primeiros colocados desde 1989, segundo dados do TSE. A abstenção elevada (cerca de 33 milhões de eleitores, conforme números oficiais) torna-se variável central da estratégia de virada para 25 de outubro.
A ocupação da avenida, símbolo histórico de manifestações em São Paulo, também reabre o debate sobre o espaço público nas eleições. Semanas antes, houve embate entre a campanha e a prefeitura de São Paulo (gestão Ricardo Nunes, aliada de Flávio) sobre a autorização de atos, resolvido pelo TRE-SP. O contraste visual registrado pela teleSUR — avenida lotada de um lado e relatos de Flávio reunindo prefeitos em shopping, de outro — alimenta narrativas de força de rua versus organização institucional.
IMPORTANTE: As estimativas de público variam conforme a fonte. Organizadores e veículos favoráveis à campanha falam em mais de um milhão; reportagens de veículos como a Folha e o Valor registram milhares e ocupação significativa da avenida, sem dado oficial consolidado de órgãos de segurança ou de monitoramento independente (como o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap) no momento desta publicação. Não há confirmação de que a avenida tenha ficado completamente sem espaço em toda a sua extensão durante todo o ato.
A presença de governadores do Nordeste e o apelo a descendentes de nordestinos em São Paulo reforçam a tentativa de reconectar com eleitorados que podem decidir o segundo turno. O ato também ocorre enquanto a campanha discute agenda para os próximos dias, incluindo temas como saúde no Rio de Janeiro e medidas para MEIs.
FAQ Rápido
Quantas pessoas foram ao ato de Lula na Paulista?
Estimativas divergem: organizadores e alguns veículos falam em mais de um milhão; outros registram milhares ou cerca de 100 mil. Não há número oficial consolidado.
O que Lula pediu no discurso?
Participação da juventude na política, diálogo com os cerca de 30 milhões de absenteístas do primeiro turno (incluindo idosos) e defesa da democracia, além de temas como fim da escala 6x1 e revolução tecnológica.
Por que a teleSUR falou em "não cabe um alfinete"?
O correspondente Nacho Lemus usou a expressão em espanhol para descrever a densidade da ocupação da Avenida Paulista com centenas de milhares de pessoas, segundo o vídeo e a postagem.
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